segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Vale o quanto pesa?

Vale o quanto pesa?

No primeiro post do blog fiz uma breve descrição da indústria dos FII: incorporadoras, securitizadoras, instituições financeiras que administram fundos, gestores, distribuidores, investidores, consultores e analistas. Notem que não há nenhuma ong dentre os participantes da indústria. Todos estamos aqui para ter lucro. Inclusive e principalmente o investidor.

Os administradores de fundo tem lucro recebendo a taxa de administração, que é descontada do caixa do fundo, portanto paga por todos os cotistas. No regulamento dos fundos existe um capítulo só para explicar sobre a remuneração do administrador.

Existem várias maneiras diferentes de cobrança. A grande maioria dos fundos cobra um percentual sobre o patrimônio líquido. Algo como 0,50% ao ano. Uns mais outros menos. O tamanho da cobrança deve ser proporcional ao serviço efetivamente prestado. Fundos de gestão passiva, em que o administrador é menos exigido, cobram taxas mais baixas. Já nos fundos em que o administrador tem o trabalho de escolher ativos e os está sempre comprando e vendendo, os fundos de gestão ativa, as taxas são mais caras.

dados vermelhos - percentagem - taxa de juros - Selic

Há casos diferentes, em que se cobra um percentual sobre o valor de mercado do fundo, que é o número total de cotas multiplicado pelo último preço em bolsa, ou um percentual sobre a receita operacional do fundo, seja ela a bruta, líquida ou disponível.

Seja qual for a forma de cálculo da taxa de administração, quase sempre o regulamento prevê também um valor mínimo fixo, em reais.

A forma que tem por base o valor de mercado do fundo me parece a mais interessante, pois coloca o administrador na posição de "parceiro" dos cotistas. O premia quando o fundo vai bem na bolsa e o pune quando as coisas vão mal. Em fundos de renda é de se esperar que o valor de mercado esteja sempre muito próximo do valor patrimonial, mas se os investidores estão otimistas com um fundo o valor de mercado pode superar o patrimonial. Nesse caso os cotistas lucram mais que o esperado e o administrador também recebe um valor proporcionalmente maior pelos seus serviços. Se no cenário adverso, as cotas caem para valor inferior ao do patrimônio do fundo, ao mesmo tempo em que os cotistas amargam prováveis prejuízos o administrador também tem que se contentar em receber menos taxa de administração.

 

Outras cobranças

Além da taxa de administração alguns fundos cobram taxa de gestão e de performance. A primeira é cobrada quando o serviço de escolha e manutenção dos ativos do patrimônio é feito por um terceiro, que é o gestor imobiliário.

A taxa de performance é cobrada por alguns fundos sempre que o resultado ultrapassa um certo parâmetro, chamado de benchmark. Muito comum nos fundos de recebíveis imobiliários e nos fundos de fundos. Por exemplo, se um fundo de fundos valoriza mais do que o IFIX o administrador faz jus também à taxa de performance, por ter conseguido entregar bons resultados aos cotistas.

Por fim outros custos do fundo são repassados aos cotistas e costumam ser cobrados em separado, mesmo após a taxa de administração e das demais taxas, quando houverem, ainda é debitado do fundo os custos com escrituração de cotas, honorários advocatícios, entre outros.

Leia o regulamento do seu fundo, conheça as taxas e os valores cobrados. Se tiver dúvidas entre em contato com o administrador. Lembre-se que bons serviços merecem ser bem remunerados. Procure entender quais são estes serviços e se valem o quanto pesam.


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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Rentabilidade de fundo imobiliário tem queda de 7%

Rentabilidade de fundo imobiliário tem queda de 7%

Depois de retorno de 40% em 2012, mercado sofre com alta da Selic; cenário poder piorar com vacância maior

Brasil Econômico |

Brasil Econômico

Após anos consecutivos de céu de brigadeiro, o tempo fechou para os fundos de investimento imobiliário (FII). Em alguns casos, a chuvinha fina de hoje deve se transformar em tempestade. Até julho, a rentabilidade média dos veículos estava negativa em 6,92% ante o retorno de 40,21%, em 2012, segundo dados compilados pelo site Fundo Imobiliário. A explicação para a queda expressiva foi o aumento da taxa básica de juros, que, neste ano, passou de 7,25% para 8,5%. "Dois fatores impactam o preço das cotas: a Selic e a renda dos fundos, que, na média, se mantém estável", afirma o agente autônomo de investimentos Sérgio Belleza. O problema é que, se houver um acréscimo na vacância (devolução dos espaços), é esperado um novo recuo no valor das cotas.

Foto: Danilo Chamas / Fotomontagem iG sobre SXC

Até julho, a rentabilidade média dos fundos imobiliários estava negativa em 6,92%

Alguns fundos já apresentam sinais bastante acentuados desse revés. É o caso do FII Mais Shopping Largo 13, administrado pelo Bradesco. Quando foi lançado em novembro de 2010, as cotas custavam R$ 1000 e hoje estão quase pela metade do preço, a R$ 520. Outro que também tem tido dificuldade é o FII Shopping West Plaza, administrado pela Brazilian Mortgages (que pertence ao BTG Pactual). O fundo deu garantia de rentabilidade mínima aos cotistas de 0,83% até setembro de 2012. De lá para cá, entretanto, o cenário tem sido bem diferente. Com exceção de março, todos os outros meses ficaram bem abaixo desse valor — em julho, chegou a 0,35%.

"O investidor médio não está muito preocupado com a queda das cotações, porque é um investimento de longo prazo. Agora, se a renda cair, vai alterar o cenário", comenta Belleza, acrescentando que o Índice de fundo de investimento imobiliário (Ifix) ainda não sofreu impacto da vacância. No ano, registra queda de 10%.

De acordo com dados da consultoria Jones Lang La Salle, a taxa de vacância de escritórios de alto padrão em São Paulo, no segundo trimestre deste ano, já é a maior do desde 2006 — de 18%. No Rio de Janeiro, o cenário não é tão diferente: apresenta a maior taxa desde 2005, com 15%. Esses números podem impactar a receita dos imóveis e, consequentemente, o desempenho dos fundos. "O mercado tem que ficar atento com relação aos ativos que vão ter mudanças na receita. Isso não deve acontecer com fundos atrelados a banco, como no caso do FII BB Progressivo II. Os mais impactados devem ser os veículos de logística, laje corporativa e, principalmente, aqueles que foram mal precificados na época do lançamento", afirma.

Veja também: Fundo imobiliário pode complementar aposentadoria

José Alexandre Freitas, sócio-diretor da Oliveira Trust, concorda. "O maior risco são os fundos de crédito a performar pulverizados e de hotéis, que sofreram com as manifestações e trouxeram resultado abaixo do esperado na Copa das Confederações", lembra. "Mas o pior já passou. O que pode acontecer é uma insegurança na política interna ou uma mudança lá fora, como a suspensão do programa de compras de títulos do governo americano, que levariam a uma saída do investidor do mercado de capitais", diz.

Entre os destaques positivos do setor estão o BB Progressivo II com a maior capitalização do mercado, de R$ 1,77 bilhão, seguido pelo Brazilian Capital Real Estate Fund I com R$ 1,46 bilhão, e o Torre Norte com R$ 807 milhões, de acordo com dados compilados pelo site Fundo Imobiliário. Já o valor total de capitalização é de R$ 14,99 bilhões até julho. Também chamam atenção o Hotel Maxinvest pelo maior yield mensal de 1,39%, seguido pelo Floripa Shopping com 1,21% e Rio Negro com 0,98%. A média dos fundos analisados é de 0,72%.

Veja também: Fundo imobiliário é opção para quem vai abrir um negócio

De acordo com dados da BM&FBovespa, em julho, o volume financeiro dos fundos imobiliários foi de R$ 516,33 milhões, em 63.812 negócios. Bem abaixo do giro registrado, em junho, de R$ 826,42 milhões, em 69.168 negócios. O mês de julho encerrou com 108 veículos registrados e autorizados à negociação nos mercados de bolsa e balcão organizado. Lá fora, os fundos estão começando a colocar os US$ 40 bilhões levantados em 2012 para trabalhar. Atividade de compra no primeiro semestre foi 31% maior que no ano passado, segundo Jones Lang La Salle.



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Corinthians e Odebrecht estudam antecipar receitas de camarotes de estádio

São Paulo - Corinthians e Odebrecht estudam antecipar as receitas que serão geradas com o aluguel de camarotes do futuro estádio do clube. A ideia é usar o dinheiro já para cobrir despesas finais da obra.
Pela fórmula analisada, os responsáveis pela arena calcularão quando irão receber com a negociação dos camarotes. Um novo fundo junta investidores que dariam essa quantia agora para a administração do estádio. Quando os camarotes forem negociados, os cotistas do novo fundo receberão o dinheiro arrecadado, com taxas que garantiriam o lucro.
A justificativa para a operação é de que com a demora da liberação do empréstimo de R$ 400 milhões do BNDES foram feitos empréstimos-ponte. Os juros dessas operações aumentaram o custo da obra. A antecipação das receitas dos camarotes garantiria juros menores do que novas operações bancárias.
Em assembleia, os controladores do estádio já aprovaram a estruturação de um Fundo de Investimento Imobiliário que terá como objetivo adquirir "determinados direitos de exploração comercial de ativos da Arena Corinthians", como diz ata de reunião publicada no Diário Oficial de São Paulo.
A expectativa da direção do Corinthians é de que até o final de agosto sejam liberados R$ 400 milhões do BNDES para a Caixa, que fará o repasse para o clube e a Odebrecht.
 


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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Fundos imobiliários recuam em julho e exigem atenção de investidores

http://economia.ig.com.br/financas/investimentos/2013-08-02/fundos-imobiliarios-recuam-em-julho-e-exigem-atencao-de-investidores.html

Agência Brasil

Desaquecimento do mercado afeta fundos de investimento imobiliário

Sucesso de público e de valorização em 2012, os fundos de investimento imobiliário (FIIs) continuaram a encolher em julho, segundo dados divulgados pela BM&F Bovespa nesta quinta-feira (1º), e requerem atenção do investidor. Principalmente, daquele que comprou os ativos neste ano. A dica é consultar o desempenho deles para ver se estão conseguindo se manter interessantes num cenário um tanto mais adverso.

O valor de mercado dos 109 FIIs negociados em Bolsa caiu pelo segundo mês consecutivo, para R$ 28,7 bilhões, 2% a menos que em junho. O volume negociado recuou 30% para R$ 516,3 milhões, o menor nível desde novembro de 2012, o que indica que os ativos estão sendo menos comprados e vendidos (perderam liquidez). Mesmo o número de cotistas ficou ligeiramente menor: caiu de 104.079 para 103.467.

Os fundos de investimento imobiliário costumam ser apresentados como uma alternativa menos volátil e mais palpável do que ações, por serem lastreados direta (imóveis) ou indiretamente (títulos) no mercado imobiliário. O governo estimula investimentos nesse tipo de ativo, tendo isentado os rendimentos de Imposto de Renda.

Criado há 20 anos, esse mercado só se popularizou a partir de 2011. No fim do ano passado, com o lançamento do BB Progressivo II (BBPO), pelo Banco do Brasil, o número de investitdores praticamente dobrou de tamanho com a atração de cerca de 50 mil cotistas.

'Quem entrou em 2013 perdeu dinheiro' 

Neste ano, porém, o desempenho tem sido pouco animador. Em 31 de julho, o Ifix, índice que mede o desempenho desses ativos na Bolsa, era 10% menor do que  no início do ano. 

"Esses fundos já tiveram valorização razoável nos últimos anos. Mas quem comprou no começo de 2013 provavelmente perdeu dinheiro", diz Michael Viriato, professor de finanças do Insper. [ O desempenho dos últimos dois meses ] serviu para alertar que é um investimento de renda variável e não de renda fixa, embora pague investimentos mensais. Não existe garantia sobre esses rendimentos e não existe garantia sobre o valor da cota."

O cenário foi ruim mesmo entre os fundos mais negociados até junho de 2013, segundo Viriato. Do top 5, composto pelos fundos BB Progressivo II, BTG Pactual Corporate Office Fund, Santander Agências, Kinea Renda Imobiliária e CSHG Real Estate,  apenas o Kinea teve um retorno positivo em 2013, afirma o professor, com base em dados da Economatica. O BB Progressivo II (BBPO)  "praticamente empatou."

Não saia, não entre

Os FIIs, lembra Viriato, são influenciados negativamente quando os juros sobem. E, de outubro de 2012 a julho deste ano, a Selic (a taxa básica de juros) ficou 1,25 ponto maior, chegando a 8,5%. Segundo a estimativa do mercado medida pelo Boletim Focus, um levantamento feito semanalmente pelo Banco Central junto a analistas, em 2014 a Selic chegará a 9,25%.

Para o administrador de investimentos Fabio Colombo, a desaceleração da alta do preço dos imóveis – após a euforia iniciada em 2010 – também está relacionada a essa queda dos FIIs. 

"O mercado imobiliário como um todo esteve muito superaquecido e estamos numa fase de estabilidade ou queda", afirma Colombo, que não recomenda aproveitar a baixa no preço das cotas para entrar nesse mercado agora.

"Não acho interessante porque os preços ainda estão altos, é um momento adverso e as perspectivas não são boas."

Para quem já está dentro, a orientação é conferir como está o desempenho do produto. Em diversos FIIs, por exemplo, o patrimônio é composto de um conjunto pequeno de imóveis e a variação depende mais de fatores conjunturais – como a valorização ou desvalorização do bairro em que eles estão – do que estruturais – como o desempenho global do mercado imobiliário.

"Se olharmos num prazo um pouco maior [ do que os próximos seis meses ], os investidores não deveriam se desfazer [ das cotas ] porque o rendimento que os FIIs estão oferecendo é bom e, aliado à isenção de IR, fica bastante atrativo", diz Viriato, do Insper. "No BB Fundo Progressivo II, a rentabilidade que ele está pagando está em torno de 0,63% ao mês, o que é excelente."

 

 

Fundo de agências do BB e outros 7 entram na 1ª prévia do Ifix

http://www.infomoney.com.br/onde-investir/fundos-imobiliarios/noticia/2893187/fundo-agencias-outros-entram-previa-ifix

 

Entram na carteira teórica os fundos Agências Caixa (AGCX11), BB Progressivo II (BBPO11)

 
Por Diego Lazzaris Borges  

|15h18 | 01-08-2013

 

SÃO PAULO – A BM&FBovespa divulgou nesta quinta-feira (1) a 1º prévia do Ifix (índice de fundos imobiliários) que vigora entre os dias 2 setembro de 2013 e 3 de janeiro de 2014, com a inclusão de 8 fundos e saída de um.

Entram na carteira teórica os fundos Agências Caixa (AGCX11), BB Progressivo II (BBPO11), CEO Cyrela Commercial Properties (CEOC11B), JS Real Estate Multigestão FII (JSRE11), Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), Santander Agências Bancárias (SAAG11), SDI Logística (SDIL11) e TRX Edifícios Corporativos (XTED11).

Já o fundo RB Capital Prime Realty II (RBPD11) sai da carteira teórica de fundos imobiliários calculada pela Bovespa.

 

Fundo BB Progressivo II, que investe em agências do BB, entrou na prévia do Ifix

 

A maior participação no índice continua com o BTG Pactual Corporate Office Fund, conhecido como BC Fund (BRCR11), com 12,759%. Em seguida, aparece o fundo Kinea Renda Corporativa, com participação de 9,548% e o BB Progressivo II, com 8,8%.

 

Veja abaixo a lista completa com todos os fundos que estão na 1ª prévia do Ifix:

Código.

Fundo

 Participação (%)

FPAB11

FII A BRANCA

1,437

AEFI11

FII AESAPAR

0,466

AGCX11

FII AG CAIXA

2,011

FAMB11B

FII ALMIRANT

2,326

FAED11B

FII ANH EDUC

0,363

BBRC11

FII BB CORP

0,718

BBPO11

FII BB PRGII

8,800

BBFI11B

FII BB PROGR

2,697

RNDP11

FII BB R PAP

0,397

BCFF11B

FII BC FFII

2,125

BRCR11

FII BC FUND

12,759

THRA11B

FII BM THERA

0,622

BMLC11B

FII BMBRC LC

0,585

BBVJ11

FII C JARDIM

2,154

FCFL11B

FII CAMPUSFL

0,988

CNES11B

FII CENESP

1,222

CEOC11B

FII CEO CCP

0,723

HCRI11B

FII CRIANCA

0,248

HGCR11

FII CSHG CRI

1,342

HGLG11

FII CSHG LOG

2,863

HGJH11

FII CSHGJHSF

1,092

HGBS11

FII CSHGSHOP

2,519

CXTL11

FII CX TRX

1,003

PQDP11

FII D PEDRO

0,882

EURO11

FII EUROPAR

0,441

FEXC11B

FII EXCELLEN

0,799

VRTA11

FII FATOR VE

0,520

FLRP11B

FII FLORIPA

0,173

EDGA11B

FII GALERIA

1,516

HGRE11

FII HG REAL

6,025

SHPH11

FII HIGIENOP

1,740

HTMX11B

FII HOTEL MX

0,986

FIIB11

FII INDL BR

1,076

JSRE11

FII JS REAL

4,296

KNRI11

FII KINEA

9,548

KNCR11

FII KINEA RI

1,410

MSHP11

FII LARGO 13

0,235

NSLU11B

FII LOURDES

1,028

MAXR11B

FII MAX RET

0,383

MXRF11

FII MAXI REN

1,049

MBRF11

FII MERC BR

0,667

VLOL11

FII OLIMPIA

0,742

PRSV11

FII P VARGAS

1,184

PLRI11

FII POLO I

0,542

FIIP11B

FII RB CAP I

0,737

RBGS11

FII RB GSB I

0,420

RBRD11

FII RB II

0,704

RBPR11

FII RBPRIME1

0,178

RDES11

FII RD ESCRI

0,381

FFCI11

FII RIOB RC

1,184

RNGO11

FII RIONEGRO

1,130

FLMA11

FII S F LIMA

0,734

SAAG11

FII SANT AGE

2,718

SDIL11

FII SDI LOG

0,736

JRDM11B

FII SHOPJSUL

1,072

ONEF11

FII THE ONE

0,371

ALMI11B

FII TORRE AL

1,628

TRXL11

FII TRX LOG

0,839

XTED11

FII TRXE COR

0,501

FVBI11B

FII VBI 4440

1,026

WPLZ11B

FII W PLAZA

0,344

XPGA11

FII XP GAIA

0,595

 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Fundos imobiliários enfrentam pior mês desde a criação de índice

http://www.infomoney.com.br/onde-investir/fundos-imobiliarios/noticia/2850277/fundos-imobiliarios-enfrentam-pior-mes-desde-criacao-indice

SÃO PAULO – Junho foi um mês complicado para os investidores de fundos imobiliários. O Ifix, índice que mede o desempenho dos principais fundos negociados na BM&FBovespa, terminou o mês passado com queda de 7,23%, aos 1.437 pontos. Esta foi a desvalorização mensal mais expressiva desde a criação do índice – ele começou a ser divulgado em setembro de 2012, mas seus dados históricos estão disponíveis desde janeiro de 2011.

Para especialistas, a queda pode ser explicada por alguns motivos principais. Em primeiro lugar, a elevação da taxa básica de juros tem impacto negativo nas cotas dos fundos imobiliários – o preço recua para que os rendimentos fiquem em linha com o novo patamar da Selic. Na última reunião, encerrada dia 29 de maio, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) aumentou a taxa básica em 0,5 ponto percentual, para 8% ao ano.

Eldorado Business Tower, prédio que está na carteira do fundo imobiliário BC Fund (Rodrigo Paiva)

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No entanto, os analistas da XP Investimentos consideram essa correção do preço das cotas exagerada. “A principal deficiência na precificação correta está em olhar apenas para a remuneração atual do fundo e seu nível de risco, automaticamente comparando estas variáveis a ativos de renda fixa e à Selic esperada para o fim do ano. Neste processo é esquecido que fundos imobiliários têm diversas fontes de incremento de receita ao longo de períodos mais longos, que são variáveis dependendo de seu eixo de atuação”, disseram, em relatório.

Além da elevação da Selic, o advogado e especialista em fundos imobiliários, Arthur Vieira de Moraes, aponta que as incertezas do mercado em relação à economia acabaram afetando o desempenho dos fundos imobiliários. “O mercado está muito cauteloso. O PIB (Produto Interno Bruto) cresce pouco e isso afeta a confiança dos investidores de uma maneira geral”, afirma.

Segundo ele, ainda não existem eventos no setor imobiliário que justifiquem uma queda tão acentuada. A vacância dos imóveis comerciais está em níveis normais e a inadimplência dos locatários também não chega a preocupar. “Acredito que a desvalorização não está refletindo um cenário pessimista, mas sim antecipando alguns problemas como esse”, disse o especialista.

O que fazer
Segundo especialistas, o atual momento exige cada vez mais seletividade dos investidores de fundos imobiliários. Analisar onde o fundo investe, a qualidade dos inquilinos e a capacidade do gestor é fundamental para ganhar dinheiro neste cenário.

“Quem investe com objetivo de obter rendimento mensal precisa observar se existe risco real do fundo deixar de pagar esta renda, ou dela ficar muito menor. Isso aconteceria nos casos dos imóveis ficarem vagos, por exemplo”, aponta Moraes. Ele ressalta que fundos com apenas um imóvel na carteira oferecem mais riscos para os investidores – em caso de problemas com aquele imóvel, todo o fluxo de rendimento pode ser afetado. Os imóveis que possuem apenas um locatário são ainda mais problemáticos – caso de fundos de hospitais ou universidades, por exemplo. “Fundos monoativos e monousuários oferecem um risco muito maior”, alerta Moraes.

Em carta enviada aos seus cotistas no início deste ano, a Rio Bravo Investimentos já alertava sobre a importância da seletividade para conseguir bons resultados com os fundos imobiliários. “ Com o crescimento do mercado e a entrada de novos gestores, através de novos fundos, faz-se ainda mais essencial analisar cada fundo em particular, seus ativos, região-alvo e perspectiva de rentabilidade, tendo em vista que está cada vez mais difícil encontrar excelentes oportunidades, como nos últimos anos”, diziam os gestores.

 

Estoque de renda fixa cresce 2,9% em 1 ano, aponta Cetip

http://www.infomoney.com.br/onde-investir/renda-fixa/noticia/2884077/estoque-renda-fixa-cresce-ano-aponta-cetip

SÃO PAULO – O estoque de renda fixa da Cetip apresentou crescimento de 2,9% no período que compreende junho de 2012 à junho de 2013. De acordo com dados da instituição, em junho de 2012, o estoque acumulava R$ 2,281 trilhões, número que passou para R$ 2,347 trilhões no mesmo mês deste ano.

Acompanhe a cotação de todos os fundos imobiliários negociados na BM&FBovespa

Dentre os ativos incluídos no levantamento, as debêntures apresentaram crescimento de 24,7%, saindo de um estoque de R$ 445 bilhões em junho de 2012 para R$ 556 bilhões em junho de 2013. "Com o cenário macro econômico atual, somado ao incentivo do governo para emissões de debêntures de infraestrutura, configuram um ambiente propício para novas emissões desses
títulos", afirma a Cetip.

Estoque de renda fixa apresental alta em 1 ano, afirma Cetip (Getty Images)

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No segmento de estoques imobiliários, as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) foram as que apresentaram maior crescimento (21,8%). Já as CCIs (Cédula de Crédito Imobiliário) e os CRIs (Certificado de Recebíveis Imobiliários) apresentaram incrementos de 17,24% e 14,29%, respectivamente.

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Nos estoques agrícolas que levam em conta LCAs (Letra de Crédito do Agronegócio), CRAs (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) e CDCAs (Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio), o crescimento foi de 27,7%. “Equivalentes dos ativos imobiliários, os títulos do agronegócio ainda não possuem o mesmo sucesso. Ainda assim, observa-se um ligeiro crescimento no estoque, quando comparado ao mesmo período do ano anterior”, afirma a instituição.

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Quedas
Em contrapartida às altas demonstradas, uma classe que sofreu queda no estoque foi a de títulos de captação bancária, com redução de 1,1%, mesmo com a alta de 33% no estoque das LFs. O principal responsável por essa queda foram os CDBs (Certificado de Depósito Bancário), cujos estoques sofreram queda de 11,13%, enquanto os DPGEs (Depósito a Prazo com Garantia Especial) ficaram praticamente estáveis.

“Dentre os produtos de Captação Bancária, nota-se uma correlação negativa na evolução do volume em estoque de CDBs e de LFs. Isto nos leva a observar uma provável migração parcial do volume de CDBs pra LFs, em especial entre os investidores institucionais”, explica a Cetip.

Por último, o estoque de DI foi o que registrou a maior queda (9,6%).