quarta-feira, 12 de março de 2014

Plano prevê veto a espigão dentro de bairros

Folha de São Paulo, Eduardo Geraque e Giba Bergamim, 08/mar

A gestão Fernando Haddad (PT) pretende limitar o tamanho dos prédios em até oito andares no miolo dos bairros verticalizados da cidade.

 

A regra é uma das principais novidades do texto final do Plano Diretor, conjunto de normas que vai orientar o crescimento da cidade nos próximos anos, que será apresentado na Câmara Municipal nesta semana.

 

Se o plano for aprovado com essa redação, a construção de espigões ficará limitada a grandes avenidas servidas por transporte público (metrô e corredores de ônibus) e áreas vizinhas.

 

Dentro dos bairros, os novos edifícios não poderão ultrapassar a altura de 25 metros, que, em média, representa oito andares.

 

O vereador Nabil Bonduki (PT), relator do plano, que tem aval do prefeito, disse em entrevista à Folha que a expectativa é que a proposta seja votada até o fim de abril.

 

"A lógica é concentrarmos o adensamento nas regiões que realmente interessa [servidas de transporte]. Deixando as áreas do miolo menos adensadas", disse.

 

O principal objetivo do plano é aumentar o número de moradias nas margens das grandes avenidas, por onde circulam os ônibus, ou nos arredores (raio de 200 metros) das estações de metrô e trens da cidade.

 

Algumas das áreas em que passaria a vigorar o gabarito de oito andares já são bastante verticalizadas, mas seguem na mira do mercado imobiliário, como por exemplo Pompeia, Perdizes, Morumbi e Moema.

 

O plano em vigor não prevê o limite de construção nos miolos desses bairros.

 

"Mesmo que você tenha uma construção vertical nessas áreas, ela vai ser mais baixa. Com isso, não vai haver o conflito que existe hoje", afirma Bonduki.

 

O conflito a que se refere o vereador é a mescla de casas, que remetem à São Paulo dos anos 50, e dos chamados paliteiros --conjuntos de torres com mais de dez andares que surgiram com o boom imobiliário dos anos 1990 e 2000.

 

ZONA ESPECIAL

 

Segundo a proposta, em áreas em que predominam as casas, como Pacaembu e parte do Alto de Pinheiros --onde já vigoram restrições-- a proibição aos prédios, de qualquer altura, continua.

 

Outra nova regra incluída no texto é a que prevê a ampliação das habitações de interesse sociais, voltadas à população de baixa renda.

 

Seguindo uma sugestão do setor imobiliário, que tem pouco interesse em moradias para pessoas com renda abaixo de seis salários mínimos, o plano vai incentivar construções para quem ganha entre 6 e 12 salários mínimos.

 

Para construir nessas áreas especiais, que estão sendo definidas, as construtoras interessadas receberão incentivos econômicos.

 

O instrumento pelo qual a prefeitura vai pôr em prática essas e outras regras é a chamada outorga onerosa, que é uma contrapartida paga por construtoras para poder construir em determinadas áreas com restrições.

 

Por exemplo, o plano prevê tornar mais caro construir imóveis comerciais no centro expandido da cidade, onde a oferta já é alta. Por outro lado, as contrapartidas serão mais baixas para prédios residenciais na região central.

 

Nos extremos, a ideia é fazer o inverso. "Vamos alterar o cálculo das outorgas onerosas", diz o vereador.

 

"Se a pessoa que mora no extremo da zona leste parar no meio do caminho [porque o emprego dela estará ali], em vez de ir até o centro, será um ganho importante", afirma o vereador petista.

 

Reduzir esses descolamentos é uma das promessas de campanha do prefeito Fernando Haddad.

 

 

terça-feira, 11 de março de 2014

Volta do Bragança

Volta do Bragança

O Globo, Ancelmo Gois, 11/mar

A ressurreição do velho Hotel Bragança, no n° 9 da Rua Visconde de Maranguape, da Lapa de outrora, parece perto de se concretizar. O imponente prédio de quatro andares viveu anos de abandono, como se sabe.

 

Em 1996, sob o risco de desabar, foi interditado pela Defesa Civil. Mas acabou invadido por um grupo de sem-teto. E em 2010, lembra? Mais de 60 famílias foram retiradas de lá. Além da restauração, já iniciada, a Concrejato, contratada para a obra, vai construir um segundo bloco. Quando reabrir as portas, em meados do ano que vem, o Novo Hotel Bragança terá 120 apartamentos, e sua fachada ficará como mostra a imagem acima. Tomara! 

 

Boom immobilier au Brésil : une bulle pourrait bientôt éclater

 

Boom immobilier au Brésil : une bulle pourrait bientôt éclater

De Natalia RAMOS (Agence France-Presse) – Il y a 1 jour 

Sao Paulo — Fatigué de perdre des heures dans les embouteillages de São Paulo ? Achetez un appartement de 25 mètres carrés à deux pas de votre bureau pour la bagatelle d'un... demi-million de dollars.

Les prix dans l'immobilier tutoient les sommets depuis le début du boom en 2008. Certains estiment qu'il reste de la marge, tandis que d'autres craignent une bulle sur le point d'exploser dans ce pays-continent de 200 millions d'habitants.

En 2003, les banques brésiliennes ont concédé des crédits immobiliers d'un total de 960 millions de dollars au taux de change actuel. Dix ans plus tard : 47,4 milliards de dollars, selon la Banque centrale.

Eduardo Lima fait partie des optimistes. Le directeur de NPI, une entreprise qui vend des immeubles, affirme à l'AFP que "la demande continue à être très forte et, par conséquent, le prix des logements" également.

- Le boom est passé -

Alexandre Lafer aussi est optimiste. Il a créé en 2009 l'entreprise de construction Vitacon, spécialisée dans les petits appartements et les immeubles avec partage de services de laverie, des gymnases et des cafés, et même des voitures et des vélos à partager.

"Nous avons connu une croissance annuelle de 40%. Nous assistons maintenant à une stabilisation, dit-il à l'AFP. De bonnes années se profilent encore, peut-être pas aussi bonnes que les précédentes, mais avec une croissance à deux chiffres".

Le Brésil a connu lors des années 2000 une forte expansion économique : 40 millions de personnes ont intégré la classe moyenne, ont eu de meilleurs revenus et ont accédé pour la première fois au crédit. La demande immobilière "comprimée" pendant des années a explosé alors que chutaient les taux d'intérêt élevés.

"Beaucoup de gens ont pu tout à coup acheter et le marché a adapté successivement les prix à la hausse", explique à l'AFP Vicente Lima Neto, chercheur à l'Institut d'économie appliquée (Ipea). Mais les prix "vont baisser : de combien et quand, je l'ignore", avance-t-il.

A Rio, cette baisse semble lointaine : les prix ont triplé depuis 2008 et continuent à monter à trois mois de la Coupe du monde de football et à deux ans des jeux Olympiques. L'année dernière, la valeur des immeubles a augmenté en moyenne de 15,2%.

"Cela reste un marché soutenable", déclare à l'AFP Joao Paulo Rio Tinto de Matos, président d'Ademi, qui regroupe les entreprises de la branche à Rio. "En 2014, il y aura une petite hausse. Il s'agit d'un marché mûr mais avec encore beaucoup de demande non seulement à cause du manque de logements, mais aussi en raison des grands événements".

Et cette demande pousse les prix. A Ipanema, un des quartiers les plus huppés de Rio, le mètre carré est en moyenne à 5.770 dollars. Pour louer un appartement de 60 mètres carrés, il faut débourser 2.650 dollars par mois.

Cela fait plus d'un an que l'architecte Bruna Dick cherche infructueusement un appartement à y louer. "Ils préfèrent avoir les appartements vides que les louer moins cher", regrette cette femme de 28 ans, pestant contre les "prix fous".

- Bulle à l'horizon ? -

"Au Brésil, il n'y a pas de bulle immobilière", assure à l'AFP Claudio Bernardes, président du syndicat de vente et de location d'immeubles de São Paulo.

80% des crédits hypothécaires dans le pays viennent de la banque publique Caixa Federal, et la majorité servent à acheter un premier logement, car "personne ne spécule", affirme-t-il. "Les Brésiliens achètent et paient", insiste-t-il.

Il souligne aussi que les crédits immobiliers ne représentent que 8% du PIB brésilien, que le chômage est très bas et qu'il y a "encore beaucoup de monde" qui entre sur le marché.

Mais les experts pointent la croissance très modérée du pays ces trois dernières années : 2,3% en 2013, 1% en 2012 et 2,7% en 2011, après un spectaculaire +7,5% en 2010.

"La croissance (du marché immobilier) a été très intense et rapide et il y a des caractéristiques de bulle", estime Vicente Lima Neto.

"Cette situation, avec ces prix, c'est insoutenable", abonde l'économiste Samy Dana, de la Fondation Getulio Vargas, spécialiste du secteur. "C'est une bulle immobilière. Les prix sont déjà élevés mais les gens continuent à acheter parce qu'ils ont peur qu'ils ne le soient encore plus après. C'est une logique de bulle".

 

segunda-feira, 10 de março de 2014

Chegou: Anuário Imobiliário 2014

De acordo com o ranking divulgado nesta data pela Uqbar no Anuário de Securitização e Financiamento Imobiliário, o 

PMKA Advogados foi novamente o escritório que mais participou de emissões de CRI e de cotas de FII em 2013. 

MD-Anuarios

 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Diferencial de rendimentos de fundos imobiliáriios sobre a taxa DI se reduz em janeiro

Diferencial de rendimentos de fundos imobiliáriios sobre a taxa DI se reduz em janeiro

* Publicado originalmente no Portal TLON

Mesmo com o efeito da mais recente elevação da taxa básica de juros em janeiro, o Dividend Yield (DY) médio mensal dos Fundos de Investimento Imobiliários (FII) negociados na BM&FBOVESPA cedeu para 0,82% no último mês, contra 0,85% em dezembro de 2013. Assim, o diferencial entre o DY médio dos FII e a rentabilidade acumulada mensal da taxa de Depósito Interfinanceiro (taxa DI), líquida de imposto de renda (assumindo 15% de tributação¹), se estreitou de 22 pontos base em dezembro para apenas 11 pontos base em janeiro. A rentabilidade acumulada da DI líquida subiu de 0,63% em dezembro para 0,71% em janeiro.

A Figura I apresenta os valores mensais de DY médio e de rentabilidade acumulada da taxa DI líquida nos últimos doze meses.

Figura I – Nível mensal de DY e da taxa DI bruta nos últimos doze meses

 Uqbar 21-02

O movimento de queda do DY no último mês em relação a dezembro de 2013 se deu principalmente em função do efeito da sazonalidade na distribuição de rendimentos de alguns FII. Mesmo com um movimento concomitante de queda nos preços das cotas dos FII, o indicador de DY, o qual se equivale à razão entre a distribuição de rendimentos e o preço das cotas, também se reduziu. Ou seja, a redução do nível de distribuição de rendimentos entre dezembro e janeiro foi proporcionalmente maior do que a queda do nível de preços das cotas dos FII entre os dois meses.

Ao longo de 2013, o mercado precificou as cotas de FII de forma altamente correlacionada (negativamente) com os aumentos da taxa básica de juros. Tal comportamento reflete a atual percepção, por parte do mercado investidor, de que as cotas dos FII negociadas no mercado secundário são títulos de perfil de renda-fixa. Uma consequência direta desta percepção tem sido um crescente valor de desconto entre o valor patrimonial dos fundos e o seu valor de mercado, o qual aponta para possibilidades cada vez mais concretas de arbitragem para seus gestores.

Analisando os 74 fundos que foram negociados em janeiro de 2014, verifica-se que 58 deles registraram um DY mensal superior à rentabilidade acumulada no mês da taxa DI líquida. O FII Polo Recebíveis Imobiliários II (PORD11), fundo dedicado à gestão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), liderou o mercado pelo critério deste indicador. Mas o PORD11 pagou aos seus cotistas no último mês rendimentos acumulados entre os meses de agosto e dezembro de 2013, desta forma majorando o DY mensal muito acima do que seria caso suas distribuições tivessem ocorrido em todos estes meses. A Tabela I apresenta os FII com DY mensal superior a 1,0% no último mês.

Tabela I – FII com DY Mensal superior a 1,0% em Janeiro de 2014

 uqbar 2 - 21-02

Mudando o intervalo de análise para o período dos últimos doze meses, nota-se que o DY realizado2 médio entre os FII atingiu a marca de 7,6%, pouco acima da rentabilidade líquida da taxa DI no mesmo período, de 7,1%. Entre os dez FII com maior DY realizado anual, os três primeiros são fundos que investem preponderantemente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). São eles os FII XP Gaia Lote (XPGA11), Fator Verita (VRTA11) e BTG Pactual Fundo de CRI (FEXC11B). Este tipo de fundo tende a apresentar um desempenho distinto dos demais em relação ao DY por deterem carteiras compostas por títulos de renda fixa. A Tabela II apresenta os dez FII com maior DY realizado nos últimos doze meses.

Tabela II – Dez FII com maior DY realizado³ nos últimos doze meses

 Uqbar 3 - 21-02

¹ Tributação aplicada para investimentos com prazo de vencimento maior do que 24 meses

² O dividend yield realizado é calculado levando-se em conta as distribuições realizadas nos últimos doze meses e o preço médio das cotas dos fundos no primeiro mês do período. Assim, um nível de distribuição no último ano relativamente alto em relação ao preço da cota no primeiro mês significa um dividend yield maior.

³ Para evitar distorções, ao classificar os FII com maior DY realizado, não são considerados os fundos cujas cotas sofreram amortização durante o período pelo fato de que as amortizações impactam o preço e o fluxo de rendimentos das cotas, gerando inconsistência na comparação do indicador de DY entre fundos que amortizaram e aqueles que não amortizaram.

 

BB diz que não vai renovar contrato de locação com fundo imobiliário;

BB diz que não vai renovar contrato de locação com fundo imobiliário; cotas caem

SÃO PAULO – A Caixa Econômica Federal, administradora do fundo imobiliário BB Progressivo (BBFI11B), anunciou que o Banco do Brasil (locatário do fundo) não pretende renovar o contrato de locação do Edifício Sede I.

Segundo a Caixa, o BB manifestou interesse apenas pela locação da Sobreloja, Térreo, 1º Subsolo -Anexo A - e 2º Subsolo - Anexo A – do edifício.

Há pouco, as cotas do fundo registravam queda de 1,91%, vendidas a R$ 2.820.

O edifício Sede I está localizado em Brasília, e funciona como uma das sedes administrativas do Banco do Brasil. Além dele, o fundo também é dono do edifício Carj, no Rio de Janeiro, também locado ao BB.

O contrato de locação vence no dia 9 de dezembro deste ano. A Caixa ressalta que, de acordo com o documento, o BB tem o prazo de até 90 dias da data de vencimento dos contratos para manifestar seu interesse em renová-los.

"A Administradora iniciou, portanto, tratativas com o Locatário para determinação das condições para a desocupação do Edifício Sede I, assim como a análise de alternativas para a destinação das áreas que ficarão vagas no encerramento do contrato de locação, mantendo os cotistas informados oportunamente", diz o comunicado da administradora.

A Caixa disponibilizou dois e-mails para os cotistas tirarem dúvidas:

gedef@caixa.gov.br e gemob@caixa.gov.br.