quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Cai valor de aluguel de escritórios 'A' no Rio

O Globo, Negócios & Cia, 09/out

Pesquisas de consultorias imobiliárias indicam estabilização e até redução no valor do aluguel de escritórios de alto padrão no Rio, no trimestre deste ano. É efeito da entrega de novos espaços corporativos na cidade. De acordo com a Cushman & Wakefield, o preço médio de locação mensal de espaços classe A caiu 16% sobre o período janeiro-março, para R$ 123/m². Das regiões avaliadas, a Zona Sul tem o valor mais alto: R$ 237,90, contra R$ 265,10 no 1º tri. 

 

"É ajuste por conta do estoque de novos edifícios e da desaceleração da economia. Ainda haverá queda até o fim do ano" prevê Marcelo da Costa Santos, vice-presidente C&W. Outro indicativo da mudança no mercado é a taxa de vacância, de 10,8% de abril a junho, informa a Colliers. "É patamar de equilíbrio. Até dois anos atrás, estava em menos de 2%, daí os altos preços" explica Mareio Votorino, gerente da consultoria no Rio. O relatório da Colliers mostra alta de 9,3% no preço médio, para R$ 137,19/m². Em escritórios A+, contudo, já se vê reduções de 5% a 10%, em áreas como Centro e Barra. Neste bairro, a vacância saltou de 13,8% para 21,6%. "Com maior oferta, o locatário consegue descontos ou melhores contratos", diz Votorino.

 

R$ 1,2 milhões

 

É o preço mínimo da concessão, por 25 anos, do terreno da Prefeitura do Rio, na Avenida das Américas (Barra). A área, de 9.858 m², fica ao lado da Ribalta, casa de shows. O leilão é no próximo dia 5.

 

'Nunca vi um projeto dessa escala sendo feito tão rapidamente'

O Globo, Fabíola Gerbase, 09/out

Depois de visitar o Rio em busca de oportunidades de negócios para escritórios de arquitetura americanos, o presidente do Instituto Americano de Arquitetos, Mickey Jacob, deixou a cidade nesta terça-feira com algo que não esperava: um exemplo bem-sucedido de projeto urbano de grande porte para apresentar nos Estados Unidos. Jacob visitou as obras do Porto, conheceu a proposta de revitalização e afirmou nunca ter visto intervenção de tamanha complexidade sendo desenvolvida em tão pouco tempo. Envolvido num trabalho junto à Casa Branca que pretende tornar mais ágil a execução de grandes projetos urbanos no país, Jacob acredita que o Porto carioca se trata de "um modelo a estudar", tanto do ponto de vista arquitetônico, de modelo de gestão e financiamento. O arquiteto, que tem um escritório na Florida e 32 anos de experiência, conversou com o GLOBO no Museu de Arte do Rio, na Praça Mauá.

 

Qual foi sua impressão sobre o projeto para o Porto?

 

O que mais me impressionou foi sentir como a atenção dada ao design urbano realmente mudou o conceito de toda essa área, que será entregue aos pedestres, ciclistas. Serão criadas várias áreas verdes. E é uma intervenção que gera muitos empregos. Não vi até hoje um projeto dessa escala sendo feito tão rapidamente e tão bem. Vocês têm muita pressão para terminar tudo. Os olhos do mundo estão aqui. O maior desafio é a gestão desse projeto, que tem tantos pedaços a conectar. É alta a complexidade da operação. Quando vi o tamanho do buraco feito para a a escavação do túnel pensei em quanto planejamento está envolvido ali. Estivemos há pouco tempo em Toronto, no Canadá, que está passando por uma grande transformação também, e não vimos nada parecido com o conceito de desenvolvimento urbano apresentado aqui.

 

A derrubada da Perimetral causou muita discussão e polêmica na cidade. Como você avalia essa intervenção no contexto do projeto?

 

Essa derrubada é o ponto mais importante de todos. Sem esse elevado, você traz o projeto para o nível térreo, onde as pessoas podem estar. Em São Francisco, houve uma situação muito parecida nos anos 90. Um elevado que cortava a região conhecida como Embarcadero, no porto da cidade, foi derrubado, e criaram ali uma das mais interessantes áreas urbanas do mundo.

 

Em que áreas, além do Porto, estão as melhores oportunidades de negócios no Rio para os escritórios americanos?

 

Acredito que seja nas áreas de transportes, especialmente aeroportos, habitação e de construção de prédios escolares. Quanto melhor forem os projetos para espaços de educação, maior o incentivo ao estudo. Além de criar uma relação com os arquitetos e executivos daqui, queremos fazer melhores conexões com as universidades para intercâmbio de alunos.

 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Comportamento promissor do mercado imobiliário

 

07/10/2013
Autor: O Estado de São Paulo 
Fonte: O Estado de São Paulo


As vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo mais que dobraram entre julho e agosto e cresceram 45,8% entre os primeiros oito meses do ano passado e deste ano, segundo o sindicato da habitação (Secovi). Mesmo levando em conta que 2012 foi um ano desfavorável (as vendas caíram 27% em relação a 2011), a recuperação deste ano ganha ímpeto, provocando avaliações favoráveis sobre o investimento imobiliário.

Estudo sobre o investimento no Brasil distribuído ontem pela consultoria LCA mostra que a produção de bens de capital para a construção cresceu 29,6%, no primeiro trimestre, e 58,5%, no segundo trimestre, com previsão de avanço de 8,4% no trimestre junho/agosto. Ou seja, o ritmo já foi mais forte, mas ainda é alto. Segundo o estudo, a construção civil continuará aquecida não só neste trimestre, como também em 2014, em razão da “defasagem de cerca de seis meses a um ano entre o lançamento e o início efetivo das obras”.

A construção civil contribuirá, assim, para uma elevação da ordem de 7% na Formação Bruta de Capital Fixo de 2013, superando as projeções médias de mercado.

Conforme os indicadores do Secovi, a demanda mais expressiva foi para os imóveis de dois dormitórios, que participaram com 44,4% do total de unidades comercializadas entre janeiro e agosto. O ritmo das vendas, tanto nessa faixa como nos imóveis de até três dormitórios, tende a ser favorecido com o maior acesso a recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), inclusive do FGTS. Desde 1.º de outubro, o valor máximo dos imóveis que podem ser financiados pelo SFH, com recursos dos depósitos de poupança, aumentou de R$ 500 mil para R$ 750 mil nas cidades de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Brasília.

O mercado imobiliário apresenta um comportamento bastante favorável, em contraste com a média da economia, que cresce abaixo das expectativas, com fortes oscilações. Para isso contribuiu a evolução mais lenta dos preços pedidos pelos vendedores, que subiram 1,2%, entre agosto e setembro, tanto em São Paulo como na média de 16 cidades, conforme o índice Fipe/Zap Ampliado, da Fipe. Neste ano, os preços médios pedidos subiram 9,8%.

Mais preocupante é a aplicação de ônus adicionais sobre imóveis localizados na capital, onde o tributo municipal (IPTU) de 2014 poderá subir até 30% – para custear a proposta de Fernando Haddad de transferência direta de renda para os usuários de ônibus.

 

 

Mercado vê Selic a 9,5% e aguarda sinal

 

07/10/2013
Autor: Antonio Perez 
Fonte: Valor


Os investidores no mercado de juros futuros da BM&F iniciam a semana do encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) sem ânimo para apostas ousadas. É o que mostra a evolução das posições em aberto com contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI). Uma posição em aberto significa que o investidor comprou ou vendeu um contrato e o mantém na carteira, ficando exposto às variações de taxa de um dia para o outro.

Na quinta-feira, 3 de outubro (último dado disponível), as posições em aberto somavam 13,279 milhões de contratos – o menor nível desde que o Copom iniciou, em abril, o ciclo de alta da taxa básica. Na reunião de 17 de abril, as posições somavam 16,772 milhões. O ápice se deu no encontro do Copom em maio, quando as posições atingiram 21,16 milhões. O BC elevou a Selic em 0,50 ponto, o que provocou pesadas perdas a tesourarias relevantes, que apostavam em alta de 0,25 ponto.

Em agosto, as posições em aberto eram de 14,992 milhões. E as posições somadas dos contratos mais ligados à decisão do Copom – com vencimento em outubro deste ano e janeiro de 2014 – atingiam 5,9 milhões. No último dia 2, o DI para janeiro de 2014, veículo para as apostas para as reuniões do Copom esta semana e em novembro, abrigava 4,370 milhões.

Em agosto, as posições em aberto eram de 14,992 milhões. E as posições somadas dos contratos mais ligados à decisão do Copom – com vencimento em outubro deste ano e janeiro de 2014 – atingiam 5,9 milhões. No último dia 2, o DI para janeiro de 2014, veículo para as apostas para as reuniões do Copom esta semana e em novembro, abrigava 4,370 milhões.

Economistas e tesourarias aferraram-se à aposta de alta de 0,50 ponto esta semana, para 9,50%. Mas divergem quanto ao nível da Selic no fim do ano. Enquanto os economistas se dividem entre 9,75% e 10%, o mercado futuro revela aposta majoritária em Selic de um dígito. “Não haverá grandes perdedores ou ganhadores, porque está quase todo mundo no mesmo barco”, diz o sócio de uma gestora de recursos.

Pode ser que as tesourarias estejam convictas de que a Selic vá para 10%. Há quem diga que falta fôlego financeiro e ninguém quer se arriscar. “Basta ver o balanço dos bancos no segundo trimestre para entender por que não tem tanto apetite para o Copom”, diz um estrategista de uma corretora local. Opinião compartilhada por operadores, tesoureiros e estrategistas ouvidos pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor.

De fato, a safra de balanços do segundo trimestre mostrou que os três maiores bancos privados – Bradesco, Itaú e Santander – tiveram perda contábil de R$ 11,7 bilhões com a queda abrupta do preço dos títulos públicos de maio para junho. Para Flavio Serrano, economista-sênior do Espírito Santo Investment Bank, é até certo ponto natural que os investidores se retraiam. “O fim do ano já está próximo e todo mundo começa a pensar em fechar as contas. Quem acertou quer preservar o ganho. E quem perdeu não quer se arriscar a perder mais ainda”, afirma.

A reunião do Copom nesta semana mudará o jogo no mercado de juros futuros. Se o colegiado do BC repetir o comunicado, o mercado, diz Serrano, pode ver mais chances de o aperto monetário prosseguir no início do próximo ano. Isso levaria a um esvaziamento do DI para janeiro de 2014, com parte dos negócios se deslocando para o contrato com vencimento em abril e também no derivativo para janeiro de 2015. Se o Copom mudar seu comunicado, sinalizando que pode desacelerar o passo, o DI para janeiro de 2014 ganhará ainda mais relevância.

Caso o Copom condicione a continuidade do ciclo monetário em novembro aos indicadores econômicos, vai se abrir um espaço para que haja dissenso entre as grandes tesourarias, traduzindo-se em salto das posições em aberto.

 

 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Rodobens deixará de atuar no Minha Casa, Minha Vida

 

Marcelo Borges, diretor-presidente da Rodobens Negócios Imobiliários, diz que empresa não vai mais lançar no Sul

 

A Rodobens Negócios Imobiliários vai reposicionar sua atuação e se concentrar em segmentos e mercados com potencial de crescimento de longo prazo. A principal mudança é que a incorporadora decidiu deixar de lançar empreendimentos nos moldes do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. A empresa optou também por não incorporar mais empreendimentos na região Sul do país.

Foi no fim de 2011, depois de um período focada em projetos enquadrados no programa habitacional, que a Rodobens voltou a atuar também em lançamentos de valores mais elevados (entre R$ 200 mil e R$ 400 mil naquele momento), para melhorar sua rentabilidade e reduzir riscos. Desde então, a parcela de empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida no total foi diminuindo.

Em agosto, a empresa bateu o martelo de que suas atividades de incorporação terão perfil de médio e médio-alto padrão. Com isso, praticamente não vai produzir mais unidades horizontais.

Até a metade de 2014, a Rodobens ainda vai lançar três empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida, já que as aprovações estão em fase avançada e serão desenvolvidos com parceiros. Mas o pé no freio dos projetos relacionados ao programa já levou a companhia a reduzir o que espera lançar em 2013. Ainda que não tivesse uma meta formal de lançamentos para o ano, a Rodobens tinha, internamente, a perspectiva de lançamentos de R$ 1 bilhão. A projeção, agora, é que o Valor Geral de Vendas (VGV) alcance R$ 800 milhões

Atualmente, os projetos enquadrados no programa correspondem a 30% do banco de terrenos da companhia. Parte dessas áreas será devolvida aos permutantes, um terreno irá para loteamento, e outro será vendido, segundo o diretor-presidente da Rodobens, Marcelo Borges.

O foco em imóveis para as classes média e média-alta possibilitará que a companhia tenha margens mais elevadas. Na margem bruta, o ganho será de cerca de dois pontos percentuais, conforme o diretor financeiro e de relações com investidores, Flávio Vidigal de Capua.

A saída da empresa do Minha Casa, Minha Vida resultará em redução de despesas, à medida que não será mais necessária estrutura direcionada para o segmento. O avanço esperado para a margem líquida é superior e portanto maior que o estimado para o indicador de margem bruta.

Em decorrência do novo foco, a Rodobens espera também reduzir seu patamar de distratos (cancelamentos de vendas). No programa habitacional, a empresa atua no segmento voltado para famílias com renda de três a seis salários mínimos. "Está cada vez mais difícil enquadrar a renda do comprador", diz Borges.

Recentemente, a Rodobens ganhou a concorrência para desenvolver as torres residenciais de alto padrão que vão integrar o empreendimento Iguatemi São José do Rio Preto, da Iguatemi Empresa de Shopping Centers.

O reposicionamento da Rodobens prevê também o aumento da participação do Centro-Oeste em seus negócios de incorporação. O interior de São Paulo, a Região Metropolitana de Belo Horizonte e o Triângulo Mineiro seguem como prioridades. No Nordeste, a Rodobens está apenas em Fortaleza, mas a atuação em Recife também é considerada.

No Paraná e em Santa Catarina, a empresa não terá novas incorporações imobiliárias. Nos dois Estados, a Rodobens Urbanismo fará lançamentos dos projetos de loteamento já em curso, mas não vai buscar novos negócios. No terceiro trimestre, a empresa de urbanismo fez seu primeiro lançamento, em Londrina (PR), com VGV de R$ 23 milhões.

A Rodobens concluiu a captação de R$ 100 milhões na semana passada. "A empresa segue reduzindo seu endividamento e gerando caixa todos os meses", diz o diretor-presidente.

Por Chiara Quintão | De São Paulo

 

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Essex e HSI focam em condomínios logísticos no Sul

Com empresas cada vez mais terceirizando processos de transporte, armazenagem e distribuição, a procura pelos chamados condomínios logísticos cresceu significativamente nos últimos cinco anos. Neste mês, será inaugurada em Curitiba a primeira fase do maior empreendimento do tipo na região Sul. Com 144 mil m2 de área de armazenamento, construída em um terreno com 370 mil m2, o Ecopark Curitiba recebeu investimento de R$ 230 milhões.

O projeto foi desenvolvido pela incorporadora Essex e a gestora de private equity HSI (Hemisfério Sul Investimentos). Outro terreno de 140 mil m2 foi comprado pelos mesmos investidores na região de Araucária (PR), onde será construído outro condomínio, ainda sem previsão de entrega.

"O uso de condomínios logísticos é uma tendência forte dos últimos anos, principalmente por reduzir custos. Um condomínio sai mais barato do que ter um galpão isolado para armazenagem principalmente por reduzir custos com segurança, energia e pessoal", explica Jaime Emílio Galperin, diretor da Top Imóveis, responsável pela comercialização do projeto.

A primeira fase terá 54 mil m2 que serão ocupados por uma só empresa. Galperin não revelou o nome porque as negociações ainda estão sendo finalizadas.

A vantagem do empreendimento é a localização: no chamado contorno Sul, que dá acesso às principais rodovias que ligam a capital paranaense ao Sudeste, Centro-Oeste e outros Estados do Sul.

O Ecopark segue a tendência dos prédios verdes e está em processo de certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), que atesta a responsabilidade ambiental da construção. As medidas ecológicas adotadas - como aproveitamento da luminosidade natural com telhas prismáticas que absorvem a claridade e sistemas de conforto climático que renovam o ar seis vezes por hora - prometem reduzir despesas com água e energia. A modernidade, porém, terá custo: o aluguel no Ecopark é de R$ 20 o metro quadrado, 11% mais caro do que a média no mercado local.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Logística (Abralog), Pedro Moreira, a construção de condomínios logísticos deverá crescer mais nos próximos anos, já que existe um déficit em espaço de armazenagem em todo o país. Segundo Moreira, em um raio de 100 km na região de São Paulo existem hoje 10 milhões de m2 de armazenagem, mas seriam necessários mais 1,5 milhão de m2 para atender a demanda atual.

"As empresas estão cada vez mais focando em seus projetos produtivos e terceirizando a logística. Os condomínios dão mais flexibilidade para a indústria diminuir ou aumentar sua produção sem ter de construir estrutura de armazenagem e distribuição", diz.

Em todo o Brasil, o déficit chega a 25%. Novos empreendimentos estão sendo construídos próximo a Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE) e Recife (PE). O maior condomínio do país fica em São Paulo e tem 250 mil m2 de espaço de armazenagem.

Por Lorenna Rodrigues | Para o Valor, de Curitiba

 

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Crédito imobiliário cresce 27,7% em agosto, diz Abecip

http://atarde.uol.com.br/economia/materias/1537702-credito-imobiliario-cresce-277-em-agosto-diz-abecip

Os empréstimos para construção e aquisição de imóveis atingiram R$ 10,51 bilhões em agosto, volume 5,5% acima de julho e 27,7% superior a agosto de 2012, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira, 01, pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

No acumulado dos oito meses de 2013, os financiamentos totalizaram R$ 70,12 bilhões, 35,6% mais que igual período do ano passado. Já em 12 meses encerrados em agosto, os financiamentos chegaram a R$ 101,15 bilhões, crescimento de 26,2%.

Em agosto, 50,2 mil imóveis foram financiados. No ano, foram 342,9 mil. O levantamento considera apenas os empréstimos com recursos provenientes da poupança. Pelas regras do Banco Central, 65% do saldo da caderneta deve ser direcionado pelos bancos para o crédito imobiliário.

A Abecip estima que a contratação de financiamentos ultrapasse os R$ 100 bilhões em 2013, o equivalente a um crescimento na faixa dos 20% em relação a 2012, quanto totalizou R$ 82,76 bilhões.

A elevação de R$ 500 mil para até R$ 750 mil no valor de imóveis que podem ser financiados no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) - que oferece taxas mais atrativas e a opção de uso do FGTS - deve ter um impacto moderado no volume das contratações, de acordo com avaliação de Octávio de Lazari Junior, presidente da Abecip.

"Em tese, a perspectiva de um aumento no valor médio do financiamento acaba tendo efeito nulo. De um lado, o comprador pode financiar valores maiores, mas por outro, tem a oportunidade de usar o FGTS para amortizar essa dívida", explicou Lazari, estimando manutenção dos patamares médios das contratações. Com isso, ele também reiterou a projeção de que o funding do crédito imobiliário será suficiente até meados de 2015.

O valor médio dos financiamentos para aquisição de imóveis chegou a R$ 207 mil em agosto, ante R$ 192 mil no ano passado. No mês, os empréstimos representaram 65,1% do valor do imóvel, em média, ante 63,8% em 2012.

Lazari elogiou a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) em limitar os empréstimos a 80% do valor dos imóveis, com exceção dos financiamentos pela tabela SAC, que poderão chegar a 90%. "Essa limitação é importante, porque obriga o comprador a dar uma entrada, mostrar compromisso. Isso contribui para se manter a saúde do mercado", opinou.