sexta-feira, 10 de maio de 2013

Cresce a oferta de 'fundos de fundos' imobiliários na bolsa

Cresce a oferta de 'fundos de fundos' imobiliários na bolsa

Valor Econômico, Antonio Perez, 09/mai

Quem investe - ou pensa em investir - em fundos imobiliários deve prestar muita atenção a um tipo de carteira que promete agitar o mercado nos próximos meses. São os fundos de fundos imobiliários. Ou seja, portfólios que captam dinheiro dos investidores não para comprar imóveis, mas com o objetivo de adquirir, na bolsa de valores, cotas de outras carteiras.

O patrimônio da categoria não vai hoje muito além de R$ 220 milhões, resumido, basicamente, ao fundo de fundos do BTG Pactual. A perspectiva é que este volume alcance, pelo menos, R$ 1,2 bilhão nos próximos meses. O carro-chefe é a nova emissão do próprio produto do BTG, cuja oferta está em andamento e que pretende captar R$ 500 milhões. Já no fim do processo de obtenção de recursos estão os fundos do Banco Fator (até R$ 100 milhões) e da Gávea Investimentos (até R$ 200 milhões). No mês passado, o portfólio da Brasil Plural captou R$ 200 milhões.

Embora haja no mercado outras carteiras que também podem, por regulamento, aplicar em cotas de diversos portfólios, até o momento o único fundo de fundo "puro-sangue" listado na bolsa era o do BTG, ressalta Pedro Junqueira, sócio-diretor da Uqbar. "A tendência é que, com o aumento do número de opções de fundos e de investidores, mais 'players' passem a lançar esse tipo de carteira", afirma.

Se os fundos conseguirem atrair o planejado, haverá, na prática, uma demanda adicional por cotas na bolsa superior a R$ 1 bilhão nos próximos meses. Trata-se de mais do que o giro financeiro de todos os fundos listados no pregão no mês passado (R$ 804,64 milhões). É uma avalanche de dinheiro que promete chacoalhar os preços das cotas de fundos. Hoje, o valor de mercado dos mais de 100 fundos negociados na bolsa ultrapassa R$ 27 bilhões. "O valor de mercado na bolsa até que é grande, o problema é que o giro é reduzido. E esse crescimento rápido dos fundos de fundos vai mexer com as cotações", afirma Raphael Cordeiro, analista da butique paranaense de investimentos Inva Capital.

Para a pessoa física, a leva de fundos de fundos traz um jeito novo de aplicar na categoria. Depois de subir mais de 30% no ano passado, o índice de fundos imobiliários da BM&FBovespa (IFIX) pena este ano. O movimento maciço de valorização das cotas parece ter ficado para trás. Ficou mais difícil conseguir, ao mesmo tempo, ganhos em duas pontas: com a distribuição de rendimentos e a valorização das cotas. "O investidor não deve esperar o mesmo ganho do ano passado. Este ano, as valorizações serão mais pontuais. É preciso ser mais seletivo", afirma Guilherme Nyssens, sócio da consultoria Quantum, especializada no acompanhamento de fundos de investimento.

Entre os especialistas consultados pelo Valor, a maioria vê os fundos de fundos como uma alternativa interessante ao investidor que quer adquirir cotas na bolsa, mas não tem tempo ou conhecimento para analisar e selecionar as carteiras. "São mais de 100 fundos na bolsa. Está cada vez mais difícil para a pessoa física saber o que comprar", afirma José Brazuna, estrategista-chefe de investimentos do private
banking do banco BNP Paribas. "Faz todo sentido aplicar por meio de um fundo de fundos, que tem um gestor capaz de escolher as melhores opções."

A lógica é simples: em vez de a pessoa física comprar a cota de um fundo cujo único bem é um imóvel, deixe o dinheiro na mão do gestor. Ele vai adquirir cotas de carteiras com perfis e riscos diferentes. Isso vai de fundos que têm imóveis como escritórios e hospitais até shoppings e universidades. Com cotas de diversos modelos de fundos, o impacto de problemas com uma carteira específica (atraso no aluguel
ou aumento da vacância) nos rendimentos distribuídos será minimizado. É a velha história de não pôr todos os ovos na mesma cesta, tão repetida pelos consultores de investimento. "É uma alternativa interessante para mitigar o risco da aplicação", diz Nyssens, da Quantum. "E, como o valor das cotas oscila, ele pode melhorar o resultado da carteira se conseguir comprar e vender no momento correto."

Trata-se de um passo adiante no processo de atração da pessoa física. Até agora, os fundos imobiliários tentaram - e conseguiram - atrair os investidores com o aceno da migração do tijolo para cota. Ou seja, em vez de comprar um imóvel e alugar, era mais cômodo e prático aplicar no fundo, diziam os especialistas. Afinal, tarefas às vezes penosas, como lidar com a administração do imóvel, renegociar contratos com inquilinos e administrar o recebimento dos aluguéis, ficavam à cargo do gestor. Era um jeito simples de investir em imóveis e receber um rendimento periódico mais elevado, já que não há cobrança de Imposto de Renda (IR).

"O investidor brasileiro gosta do ativo imobiliário e já se acostumou com a modalidade. O mercado deve avançar agora para fundos multiclasse [que compram vários imóveis de perfis diferentes] e quem sabe para fundos de fundos", diz Carlos Martins, gestor de fundos imobiliários da Kinea, empresa de investimentos alternativos do Itaú Unibanco.

O desafio para o sucesso dos fundos de fundos é a liquidez. Embora o volume negociado mensalmente tenha subido de forma expressiva, passando da casa dos R$ 400 milhões no fim do ano passado para mais de R$ 800 milhões atualmente, os gestores podem encontrar dificuldades para comprar ou vender pelo preço e no tempo que desejam.

Para Raphael Cordeiro, da Inva Capital, a entrada de um volume tão expressivo de recursos no mercado por fundos de fundos pode provocar distorções de preços nas cotas. Em alguns casos, talvez o gestor tenha "puxar o preço para cima" se quiser comprar a quantidade desejada. "A liquidez cresceu bastante, mas ainda é restrita. Digo por experiência própria. Para comprar R$ 1 milhão em cotas de certos fundos, tenho que subir o preço."

O fundo da Brasil Plural, por exemplo, tem, por regulamento, que ter no mínimo 90% do patrimônio em cotas de outros fundos. Na carteira hipotética divulgada no prospecto da oferta do Plural, haveria dez fundos, dos quais sete tem volume diário negociado superior a R$ 1 milhão. Para não mexer demais com o valor das cotas, a compra é programada em fases. O patrimônio do fundo alocado em cotas de outras
carteiras vai superar 90% somente após quatro meses. E, mesmo assim, as compras vão representar percentual elevado dos negócios com os fundos escolhidos. "Para a composição da carteira hipotética, foi considerado que os negócios do fundo irão representar 30% do volume total negociado do ativo até que a alocação esteja completa", afirma o prospecto da oferta.

Junqueira, da Uqbar, ressalta, contudo, que a própria entrada em massa dos fundos de fundos pode elevar o número de negócios, desencadeando um ciclo virtuoso de aumento da liquidez. "Com mais negócios, a formação de preços das cotas tende também a ser mais eficiente. Isso porque mais gestores estarão de olho em questões que afetam o valor da cota, como aumento da vacância e renegociação de contratos."




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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Indústria de fundos de investimento imobiliário ultrapassa os 40 mil milhões de reais

Indústria de fundos de investimento imobiliário ultrapassa os 40 mil milhões de reais

17:25 | 03/05/2013 | POR Funds Americas
Foto: Hans Olav Lien, CC-BY-SA-3.0, vía Wikimedia Commons

Segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários Brasileira existem 195 fundos de investimento imobiliário, ultrapassando os 40 mil milhões de reais de património líquido, tendo sido uma das categorias de fundos com maior desenvolvimento nos últimos anos. O volume de aplicações neste tipo de fundos cresceu 232,9% entre 2010 e 2012, de acordo com dados publicados na Exame Brasil. O número de investidores em fundos imobiliários superou em Março, pela primeira vez, 100 mil investidores, informou Funds People Portugal.

O mercado de fundos imobiliários é uma opção de rendimento para um investimento de longo prazo além de que a redução da taxa de juro nos últimos tempos e a valorização dos preços do aluguer estão a impulsionar esta indústria. O investimento está isento de pagamento de imposto sobre o rendimento, no momento de saída do fundo.

O fundo com maior património líquido é gerido pela Caixa Económica Federal e denomina-se por Caixa Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha com 3.810 milhões de reais. Segue-se o fundo do BTG Pactual – Corporate Office com 3.160 milhões de reais de activos sob gestão e o Opportunity Fundo de Investimento Imobiliário gerido pela BNY Mellon que tem 2.040 milhões de reais de património líquido.

A entidade brasileira BTG Pactual lidera na gestão de fundos de investimento imobiliário com14,7 mil milhões de reais em 48 fundos de investimento imobiliário. A Rio Bravo Investimentos é a segunda entidade com mais fundos nesta categoria, contando com 25 num total 3,9 mil milhões de reais. A terceira entidade com maior número de fundos imobiliários é o Citibank – 21 fundos num total de 2,2 mil milhões de reais.



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O negócio preferido dos fundos imobiliários

O negócio preferido dos fundos imobiliários

Mais de 50% dos fundos listados investem em lajes corporativas (grandes escritórios) de alto padrão, com objetivo de locá-las para grandes empresas e órgãos estatais, que demandam imóveis com infraestrutura adequada para o desenvolvimento de suas atividades.

A qualidade dos imóveis é atestada por consultorias que os avaliam conforme padrões de mercado, classificando-os por notas como AA, A, B e C.

São avaliados aspectos como localização, área do imóvel, qualidade do acabamento, número de vagas de garagem, altura do pé direito, existência de piso elevado, ar condicionado central, heliponto, estrutura de telecom e gerenciamento predial (catracas, elevadores inteligentes, monitoramento, entre outros).

Vila Olímpia - cidades - São Paulo

Alguns edifícios são certificados também como "green building" (prédio verde), de acordo com a sustentabilidade do empreendimento. Esta certificação, LEED, avalia desde o impacto gerado durante a construção, até controle e reaproveitamento de água, eficiência da iluminação, coleta seletiva de lixo etc.

Além do respeito com as questões ambientais, a melhor eficiência dos recursos tende a reduzir as despesas com condomínio e manutenção do edifício.

O que esperar de um FII de lajes corporativas

O investidor poderá lucrar com os rendimentos mensais e com a possível valorização dos imóveis no longo prazo.

Os contratos de aluguel costumam ser típicos, isto é, celebrados por 5 anos, reajustados anualmente por índice de correção (usualmente IGPM ou IPCA) e renegociados no 3º ano.

Do início do contrato até o final do terceiro ano tem-se previsibilidade de receitas, o valor do principal não muda, apenas é reajustado conforme o índice. No momento da revisional (3° ano) as partes podem repactuar o valor do principal, que poderá tanto aumentar quanto diminuir. Este novo valor seguirá vigindo até o término do contrato, sendo apenas corrigido pelo índice. Findo o prazo de 5 anos o contrato termina e, se for renovado o valor do principal poderá mudar novamente.

Se qualquer das partes quiser encerrar o contrato antes do prazo deverá pagar uma multa.

Riscos e vantagens

É claro que também existem riscos e o investidor pode ter prejuízo ao invés de lucro.

Os principais riscos são os de inadimplência, vacância (imóvel vago) e desvalorização.

Em caso de inadimplência, quando o inquilino deixa de pagar o aluguel, o fundo terá menos (ou nenhuma) receita para distribuir aos cotistas, até que a questão seja solucionada.

O mesmo acontece durante o período que o imóvel fica vago.

Há ainda a possibilidade do imóvel desvalorizar, seja por uma recessão econômica no país, seja por um problema localizado.

Uma vantagem desse ramo é que escritórios costumam ser facilmente adaptáveis, o que facilita a reposição de locatários e permite a diversificação por área de atuação. Fundos com ampla carteira de lajes possuem locatário dos mais variados setores da economia, como financeiro, telecomunicações, varejo, serviços, enfim, qualquer empresa, de qualquer setor, necessita de escritórios.

O que impacta preços

O valor do imóvel e da locação são impactados pela boa e velha lei da oferta e procura.

Novos empreendimentos estão sempre sendo construídos e entregues, a oferta sempre aumenta.

A expansão da economia como um todo dita a força da procura. Crescimento da economia significa necessidade por mais espaços corporativos, demanda aquecida e preços em tendência de alta.

Por outro lado, em tempos de estagnação ou recessão as empresas ficam mais conservadoras, não expandem ou até diminuem as atividades. Nesse cenário podem devolver espaços locados. Menos demanda, imóveis vagos, tendência de queda nos preços.

Fique de olho 

Informe-se sobre a qualidade e localização das lajes que seus fundos possuem, quais os locatários, quando ocorrerão as renovatórias e o término dos contratos de locação.

Procure saber também como anda o ritmo da oferta de novas lajes.


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terça-feira, 30 de abril de 2013

Juro menor e aluguel maior puxam fundos imobiliários

Juro menor e aluguel maior puxam fundos imobiliários - EXAME.com

São Paulo - A redução da taxa de juros nos últimos tempos e a valorização dos preços dos aluguéis estão impulsionando o mercado de fundos imobiliários.

Esse movimento deve seguir atraindo investidores e puxando ofertas dessa modalidade de captação, segundo o gestor de fundos imobiliários da Kinea, Carlos Martins.

"Estamos observando um volume cada vez maior de grandes ofertas", disse nesta terça-feira, 22, durante workshop sobre fundos imobiliários promovido pelo Itaú Unibanco.

Ele ressaltou que estão em análise atualmente 19 operações, com potencial de movimentação de R$ de 3,3 bilhões. Segundo ele, uma dessas ofertas poderá atingir R$ 1 bilhão.

Ao final do ano passado, o patrimônio liquido dos 93 fundos totalizava R$ 24,2 bilhões. "Essas captações devem seguir se concentrando em fundos estruturados em torres comerciais, mas com um crescimento também em fundos que aplicam em outros fundos (imobiliários), como forma de diversificação", disse.

O número de investidores em fundos imobiliários superou em março, pela primeira vez, 100 mil aplicadores. Já o número de fundos atingiu 100 no total, que movimentaram no mês R$ 763 milhões em 87,7 mil negócios.

Martins evitou dar projeções para o crescimento do setor, mas destacou que, desde a mudança na legislação para incentivar essa indústria, o valor de mercado de fundos saiu de R$ 3,9 bilhões ao final de 2009 para R$ 25,3 bilhões no encerramento de 2012.

O mercado de fundos imobiliários é uma opção de renda para um investimento de longo prazo. A falta de liquidez, por sua vez, é o entrave para o investidor. O investimento não possui Imposto de Renda no pagamento do rendimento, apenas na venda de cota do fundo.



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Mercado de imóveis aquecido no Rio

O Globo, Negócios & Cia, 16/abr

O primeiro trimestre de 2013 foi de expansão no mercado imobiliário carioca. O total de unidades lançadas cresceu 7% sobre o período janeiro-março de 2012. Foram 3.144 contra 2.938 um ano antes, informa a Ademi. Já o valor geral de vendas (VGV) bateu R$ 1.526 bilhão, alta de 26,7% na comparação com os três primeiros meses de 2012.  Os lançamentos comerciais puxaram o saldo. Pouco menos de mil unidades  somaram R$ 772,5 milhões, mais de cinco vezes o resultado anterior de R$ 140 milhões. 

 

Já as 1.755 unidades residenciais somaram R$ 575,3 milhões. O setor hoteleiro ganhou 450 novos quartos, VGV de R$ 178,5 milhões. "O ano começou mais cedo, com o carnaval no início de fevereiro. Pesou no resultado dos comerciais o lançamento do Porto Atlântico", diz João Paulo Rio Tinto de Matos, presidente da Ademi. Até o fim do ano, o desempenho de comerciais e residenciais deve se inverter, prevê. O mercado deve crescer 5% a 7% em 2013. 

 

 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Reserva de fundo imobiliário do Fator termina na sexta

Reserva de fundo imobiliário do Fator termina na sexta

Notícia | 24/04/2013

Fonte: Valor Econômico

Para quem quer aplicar em fundos imobiliários, mas não se sente confiante para escolher um portfólio específico, há a opção dos fundos de fundos - ou seja, carteiras que compram cotas de outros fundos. Depois do BTG Pactual e da Brasil Plural, o Banco Fator pôs na rua um produto do gênero. É o Fator IFIX fundo de investimento, cuja meta é obter, com a compra de cotas de outros fundos, "rentabilidade próxima ou eventualmente até superior à variação do IFIX".

O período de reservas das cotas começou no último dia 8 e termina na sexta-feira, dia 26. A oferta inicial é de R$ 100 milhões, divididos em 1 milhão de cotas com valor de R$ 100 cada uma. Para participar, o investidor tem que comprar, pelo menos, 50 cotas - ou seja, desembolsar R$ 5 mil. A reserva máxima admitida é de 100 mil cotas (R$ 10 milhões).

Dos recursos captados na oferta, o produto vai aplicar no mínimo 80% em cotas de fundos que integrem o IFIX. A concentração no índice, segundo o prospecto preliminar, evita que problemas de liquidez afetem a rentabilidade. "O critério de liquidez ainda representa um desafio para uma gestão ativa de fundos de fundos. Nesse sentido, optou-se por utilizar o IFIX como filtro para seleção dos fundos", afirma o Banco Fator no prospecto preliminar.

Segundo o documento, o Fator IFIX vai comprar cotas de fundos imobiliários com base na análise dos fundamentos, como gestão dos imóveis, valor de locação e taxa de vacância. Não há restrição quanto ao tipo de imóvel em que o fundo vai investir. Isso quer dizer que o Fator IFIX poderá adquirir cotas de fundos que alugam imóveis a empresas, shoppings, hotéis e hospitais, por exemplo.

Outro ponto que será levado em consideração na hora de investir será a relação entre o valor patrimonial e a cotação na bolsa. "A equipe de gestão irá acompanhar possíveis distorções no descolamento do valor da cota de mercado e cota patrimonial dos fundos, no intuito de beneficiar-se de possíveis arbitragens", afirma o Banco Fator, no prospecto da oferta.

Como o objetivo é, eventualmente, superar o Índice de Fundos Imobiliários da BM&FBovespa (IFIX), o fundo terá, além de taxa de administração de 0,40% ao ano, uma taxa de performance de 20% sobre ganhos acima da variação do índice. A distribuição de rendimentos, segundo o prospecto, será mensal.

Após encerrar o ano passado com valorização de 35,02%, o IFIX parece ter perdido o fôlego. Em 2013, até o dia 22, acumulava queda de 1,14%. Composto por 49 fundos, entre os 106 listados na bolsa, o IFIX é hoje o principal referencial da modalidade. E, a julgar pelo que mostra este termômetro, a tão falada febre dos fundos imobiliários, que provocou a valorização expressiva das cotas em 2012, pode já estar amainando.

Segundo Raphael Cordeiro, analista da butique de investimentos Inva Capital, de Curitiba, o fraco desempenho do IFIX este ano pode ser atribuído, principalmente, à alta da taxa básica de juros (Selic). "A correlação entre juros e as cotas é negativa. Com a elevação da Selic, era de se esperar uma queda do IFIX", afirma. "Além disso, houve aumento da vacância em edifícios comerciais em São Paulo, o que prejudicou muitos fundos."

A oscilação do IFIX mostra que os fundos imobiliários têm um componente de renda variável que não pode ser ignorada pelo investidor, dizem especialistas. Embora a aplicação tenha atraído muita gente com o apelo da distribuição mensal de rendimentos com isenção de Imposto de Renda (IR), o investidor precisa estar atento à oscilação das cotas. Até porque uma queda do valor da cota pode ter sido motivada pela redução da capacidade de distribuição de rendimentos do fundo, por problemas como saída de inquilinos ou redução do valor do aluguel.

Para Cordeiro, da Inva Capital, a estrutura de fundos de fundos é interessante para o investidor que pretende diversificar o portfólio, mas não tem interesse em selecionar cada um dos fundos em que vai investir. "Na prática, a pessoa delega ao gestor a decisão de escolher as melhores alternativas", afirma o analista. "Contar com a capacidade de análise de um gestor é sempre bom, mas o investidor tem que lembrar sempre de que não há nenhuma garantia de que o profissional vai bater o IFIX".

Além de cotas de fundos imobiliários negociadas em bolsa, o Fator IFIX também poderá investir até 10% em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Também limitado a 10% do patrimônio fica a aplicação, conjunta, em Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras Hipotecárias (LHs). Segundo o analista da Inva Capital, o dinheiro aplicado nesses ativos não tende a proporcionar ganhos elevados. "Os recursos ficam em LCIs ou CRIs apenas enquanto o gestor não encontra oportunidade de alocá-los em cotas de fundos. É o desempenho dos fundos escolhidos que vai fazer a diferença", diz Cordeiro.

Fonte: Valor Econômico, EU & INVESTIMENTOS, 24/04/2013



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IFIX: a exceção que nos interessa

IFIX: a exceção que nos interessa

Mesmo que você nunca tenha investido em ações na vida, tenho certeza que já ouviu falar no índice Bovespa e que tem noção que ele indica se a bolsa está valorizando ou desvalorizando. O Ibovespa é a principal referência do mercado de ações brasileiro, desde 1968 quando foi criado, mas não é a única. Existem 23 índices calculados pela BM&FBovespa. Todos eles medem o desempenho de ações, exceto um, o IFIX e é justamente este o índice que nos interessa.

O IFIX é o índice de fundos imobiliários, por assim dizer, o Ibovespa dos FII.

Como todo índice, o IFIX é uma carteira teórica (e hipotética) de fundos imobiliários, sua pontuação é o resultado da média ponderada dos valores de todos os fundos que o compõe.

São elegíveis para fazer parte dessa carteira os fundos com maior liquidez (medida pelo cálculo do índice de negociabilidade) e que tenham participação de pregão igual ou superior a 60%, isto é, que tenham sido negociado em pelo menos 60% dos pregões nos 12 meses anteriores ao período de cálculo da carteira. Atualmente 49 fundos fazem parte do índice. Cada um desses fundos tem um peso dentro da carteira teórica e esse peso é definido conforme o valor de mercado do fundo (número total de cotas multiplicado pela última cotação), quanto maior mais peso dentro da carteira, mas nenhum fundo poderá ter participação maior do que 20%.

A cada quatro meses a carteira é reavaliada, calcula-se novamente o índice de negociabilidade de todos os fundos, apura-se quais serão os elegíveis para compor a carteira do índice e, dentre eles, qual será o peso de cada um, de acordo com o valor de mercado. O próximo rebalanceamento ocorrerá já em maio e a prévia da nova carteira conta com 54 fundos.

A medida que o mercado for crescendo é provável que mais índices de FII sejam criados, principalmente para medir comportamentos setoriais. Índice dos FII que investem em shoppings, índice dos FII que investem em lajes corporativas e assim por diante.

O IFIX é bem recente, começou a ser divulgado pela bolsa em 03/09/2012 mas tendo como base valores desde 30/12/2010, com a cotação inicial de 1.000 pontos, de forma que já é possível verificar o comportamento dos FII nos últimos dois anos. Quanto mais tempo, quanto maior o histórico, mais relevante o indicador vai se tornando. É sempre bom contar com uma referência.

Investidores podem comparar a performance das suas carteiras com a do IFIX, administradores de fundos podem comparar o retorno do fundo com o do índice (aliás já poderiam incluir essa informação nos relatórios mensais), já começam a surgir fundos de fundos referenciados no IFIX, no futuro poderão existir fundos de índice (ETF) que repliquem a carteira teórica do IFIX, os fundos que cobram taxa de performance poderão usar o índice como benchmark, é possível aferir a volatilidade de cada fundo por meio do cálculo do beta em relação ao índice, enfim, são muitas as utilidades de um índice. Mas também é importante não superestimá-lo, lembre-se sempre que esse (e qualquer outro) índice demonstra apenas o comportamento médio de um mercado, não uma verdade absoluta.

 

Para saber mais sobre a metodologia de cálculo do IFIX consulte a página da BM&FBovespa.

 

Abaixo a prévia da carteira que passará a vigorar em maio (ordenada por peso).

 

Fundo Qtd. Teórica Participação %
BRCR11 FII BC FUND 19.224.537 14,77
KNRI11 FII KINEA 1.379.700 13,12
HGRE11 FII HG REAL 900.000 8,49
HGBS11 FII CSHGSHOP 412.225 4,83
BBFI11B FII BB PROGR 130.000 3,44
ABCP11 FII ABC IMOB 61.019.165 3,26
BBVJ11 FII C JARDIM 5.420.000 2,99
FAMB11B FII ALMIRANT 104.800 2,83
HGLG11 FII CSHG LOG 340.100 2,37
SHPH11 FII HIGIENOP 578.353 2,25
ALMI11B FII TORRE AL 104.700 2,12
EDGA11B FII GALERIA 3.812.055 1,88
FPAB11 FII A BRANCA 750.000 1,66
HGCR11 FII CSHG CRI 254.709 1,51
PRSV11 FII P VARGAS 195.000 1,5
RNGO11 FII RIONEGRO 2.676.000 1,43
BCFF11B FII BC FFII 2.123.862 1,42
CNES11B FII CENESP 1.958.330 1,42
FIIB11 FII INDL BR 664.516 1,36
MXRF11 FII MAXI REN 2.299.705 1,32
CXTL11 FII CX TRX 253.597 1,28
FVBI11B FII VBI 4440 2.150.000 1,28
FFCI11 FII RIOB RC 128.780.543 1,26
HGJH11 FII CSHGJHSF 165.000 1,24
JRDM11B FII SHOPJSUL 2.223.060 1,24
NSLU11B FII LOURDES 1.144.800 1,22
HTMX11B FII HOTEL MX 714.516 1,12
FCFL11B FII CAMPUSFL 167.000 1,09
PQDP11 FII D PEDRO 119.000 1,03
FEXC11B FII EXCELLEN 1.461.280 0,98
TRXL11 FII TRX LOG 1.591.357 0,96
BBRC11 FII BB CORP 1.590.000 0,95
VLOL11 FII OLIMPIA 1.784.828 0,94
FIIP11B FII RB CAP I 927.162 0,86
RBRD11 FII RB II 1.848.383 0,84
FLMA11 FII S F LIMA 69.033.500 0,84
PLRI11 FII POLO I 954.304 0,75
THRA11B FII BM THERA 1.368.247 0,74
MBRF11 FII MERC BR 101.664 0,74
BMLC11B FII BMBRC LC 998.405 0,68
XPGA11 FII XP GAIA 1.050.973 0,67
VRTA11 FII FATOR VE 876.375 0,56
EURO11 FII EUROPAR 440.000 0,53
AEFI11 FII AESAPAR 752.500 0,5
ONEF11 FII THE ONE 91.100 0,5
RBGS11 FII RB GSB I 1.078.000 0,48
RDES11 FII RD ESCRI 742.000 0,47
WPLZ11B FII W PLAZA 989.339 0,45
FAED11B FII ANH EDUC 518.007 0,42
MAXR11B FII MAX RET 59.245 0,39
HCRI11B FII CRIANCA 200.000 0,33
MSHP11 FII LARGO 13 90.840 0,29
RBPR11 FII RBPRIME1 800.000 0,21
FLRP11B FII FLORIPA 48.000 0,19

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