sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O boom dos imóveis

Enviado por luis nassif, sex, 11/11/2011 - 08:00

 

Um dos campeões do boom imobiliário dos últimos anos, Joseph Meyer Nigri, da Tecnisa, aposta que o nível atual de preços de imóveis se manterá nos próximos dez a vinte anos.

Há casos de bairros cujos preços subiram demais, houve exagero. Além disso, em algumas áreas a valorização dos terrenos influenciou o preço de novos imóveis, fazendo-os bater no limite do mercado. Mas são bolhas localizadas que, segundo Nigri, não atrapalharão o ritmo de desenvolvimento do mercado.

Antigamente, era muito alto o percentual de compradores do mesmo bairro onde se situava o lançamento. Quem era da Mooca, não saía de lá, assim como do Tatuapé. Hoje em dia, não existe mais essa fidelização. Quando um bairro fica caro, o mutuário migra para outro mais barato.

Há dois tipos básicos de compradores: o investidor e o mutuário. O primeiro pode ser afetado pela crise. Perdeu dinheiro com ações, perdeu no mercado internacional, lê sobre crises em outros países e entra na retranca.

Mas o segundo tipo de comprador continuará pressionando o mercado. Este, tem emprego fixo, reserva de 25% a 30% do seu salário para a prestação e continua comprando normalmente, pouco se lixando para a Grécia e para a Itália.

O que anima o mercado é a perspectiva de aumento da renda real. No ano passado, o aumento foi de 7,4%. Espera-se ritmo semelhante nos próximos anos.

A principal característica do atual  movimento, é que está ocorrendo em todo o país.

No caso da Tecnisa, a estratégia tem sido a de se colocar em toda cidade com mais de 300 mil habitantes. Atualmente, está em 26

Atua em um mercado que vai do imóvel de R$ 100 mil até o de R$ 2,5 milhões. O ticket médio dela é de R$ 300 mil.

Um dos fantasmas do setor - o esgotamento dos recursos da caderneta de poupança - não assusta Nigri.

Primeiro, há espaço na parcela dos depósitos recolhidos hoje no compulsório (20%). Depois, porque o setor já dispõe de instrumentos variadíssimos, como os CRI (Certificados de Recibos Imobiliários). Esse setor tem atraído, inclusive, grandes grupos estrangeiros, devido à sua rentabilidade - os títulos rendem IGPM mais 12%.

Outro fantasma - o da inadimplência ou da bolha financeira - está muito longe do país.

Para conseguir o financiamento, o mutuário precisa dar 30% à vista. Usando o FGTS, pode abater até 80% da prestação. Em geral, o prazo médio dos financiamentos é de 30 anos. Mas, na média, os mutuários têm quitado em apenas 8,3 anos - antecipando parcelas futuras.

Tudo isso porque o modelo SAC (Sistema de Amortização Constante) começa com prestações altas, caindo mês a mês, enquanto os salários têm registrado trajetória de alta.

Além disso, com a valorização dos preços dos imóveis, a cada mês o saldo devedor representa uma parcela menor do valor final do imóvel.

A Tecnisa foi a primeira empresa a descobrir a Internet como motor de venda. Hoje em dia, gasta mais com o Google do que a soma da publicidade em jornal papel.

 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

FGTS irá destinar quase R$ 34 bilhões para habitação em 2012

SÃO PAULO – O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) irá destinar R$ 33,9 bilhões ao setor de habitação, segundo decisão sobre o orçamento de 2012 aprovada na quarta-feira (9) pelo Conselho Curador do fundo. 

Deste montante, R$ 4,4 bilhões serão destinados a subsídios para famílias de baixa renda. “Somente para subsídio em 2011, aprovamos um total de R$ R$ 5,5 bilhões. Para 2012 chegamos a um total de R$ 4,4 bi, sendo R$ 3 bi apenas para o programa Minha Casa, Minha Vida”, destaca o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

Segundo o ministro, o orçamento para o próximo ano tem como prioridade o financiamento de habitação a famílias de baixa renda, destacando que neste ano o orçamento original, que era de R$ 39,4 bilhões, alcançou um total de R$ 54,7 bilhões, após as suplementações.

No geral, somando os recursos destinados às áreas de saneamento e infraestrutura urbana, serão aplicados R$ 43,9 bilhões do FGTS.

Habitações populares
Para os programas de habitação popular foi destinado um total de R$ 25 bilhões. O programa Pró-Moradia, também destinado à habitação popular, principalmente das famílias com renda de até 3 salários mínimos, terá orçamento de R$ 1 bilhão.

Outro programa que também receberá R$ 1 bilhão será o Pró-Cotista, que financia a casa própria com juros mais baixos do trabalhador que tem conta vinculada do FGTS.

Em aplicação nos CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), o fundo reservou R$ 2,5 bilhões e, para subsídio à compra da casa própria para população de baixa renda, foram aprovados R$ R$ 4,4 bilhões.

Suplementação
Também foi aprovada suplementação de R$ R$ 6,2 bilhões no orçamento de 2011 para aplicação em habitação popular, o que elevou em 38,9% o orçamento original, que era de 39,4 bilhões, alcançando um total de R$ 54,7 bilhões para os três setores.

Neste ano o orçamento havia destinado 21 bilhões para habitação popular, R$ 2 bilhões para o programa Pró-Moradia, R$ 1 bilhão para o Pró-Cotista e R$ 4,5 bilhões para subsídio a baixa renda, destinando ainda R$ 2,1 bilhões para aplicação em CRIs.

Com as suplementações ocorridas durante o ano, o orçamento para habitação popular chegou a R$ 34,6 bilhões, um aumento de 64,76%. Já o subsídio foi ampliado de R$ 4,5 bilhões para R$ 5,5 bilhões e os recursos para aplicação em CRIs subiu 35,24%, alcançando R$ 2,8 bilhões. O orçamento para os outros programas e os setores de saneamento e infraestrutura continuam os mesmos aprovados no orçamento inicial.

 

BB lança crédito para compra de imóveis na planta ou em construção

INFOMONEY 09/11/2011 17h33 

O Banco do Brasil lançou, nesta quarta-feira (9), uma linha de crédito para aquisição de imóveis na plana ou em fase de construção para pessoas físicas.

A nova modalidade será destinada à aquisição de empreendimentos que tiverem as construções financiadas pelo banco, através do Financiamento à Produção PJ, além dos empreendimentos do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Financiamento
A linha tem taxa de juros a partir de 8,4% ao ano, prazo de até 30 anos e possibilidade de financiamento de até 80% no âmbito do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) e de até 90% no Programa Minha Casa, Minha Vida. Também oferece carência de até seis meses após o término da obra para iniciar o pagamento de amortização de capital.

O financiamento, segundo o Banco, deve agregar facilidades ao comprador, já que não será necessário se preocupar com a busca do financiamento após o Habite-se. Para a incorporadora/construtora, o benefício será a segurança de contar com recursos necessários para a construção do empreendimento, além de contribuir para a velocidade de comercialização das unidades.

Com isso, a instituição bancária espera se consolidar no mercado imobiliário, aumentando seu portfólio de produtos e ampliando o relacionamento com os clientes.

Crédito imobiliário
O Banco do Brasil encerrou o terceiro trimestre de 2011 com a marca de R$ 5 bilhões em crédito imobiliário, valor 19,8% maior que o verificado em junho de 2011 e 105,1% acima do valor em carteira no mesmo período do ano anterior. Se somado ao montante destinado às empresas nesta modalidade, o volume emprestado atingiu a marca de R$ 6,3 bilhões.

Para o Programa Minha Casa Minha Vida, o banco já financiou 7.540 habitações populares até setembro de 2011. A previsão é que, por meio do programa, sejam financiadas 37 mil unidades habitacionais até o final do ano.

 

 

ENC: Anbid: Código de Ofertas passará por reformulação

Código de Ofertas passará por reformulação - 10/11/2011

 

O Subcomitê de Regulação e Melhores Práticas do Comitê de Finanças Corporativas elabora uma proposta de reformulação para o Código de Ofertas Públicas de Distribuição e Aquisição de Valores Mobiliários.

O objetivo é atualizar o conteúdo vigente e modificar a estrutura do conjunto de regras, além de reforçar as boas práticas de ética e transparência já existentes. Estão previstos também a incorporação de um capítulo dedicado aos agentes fiduciários e outro específico sobre as ofertas de CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários).

Os representantes do organismo estão realizando reuniões semanais para finalizar a proposta e apresentá-la ao Comitê de Finanças Corporativas e à diretoria ainda em 2011.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Mercado de grandes propriedades no Brasil atinge recorde

Por Assis Ribeiro

Da BBC Brasil

Mercado de grandes propriedades no Brasil atinge recorde, diz estudo

Um estudo elaborado por uma empresa especializada no mercado imobiliário mundial afirma que o setor brasileiro seguiu "pegando fogo" no terceiro trimestre de 2011, apesar de alguns movimentos de retração no continente americano.

Um relatório divulgado na segunda-feira pela consultoria Real Capital Analytics (RCA), baseada em Nova York, afirma que o volume de vendas de propriedades no Brasil atingiu o recorde de US$ 3,5 bilhões no terceiro trimestre de 2011.

A pesquisa da RCA analisa vendas de propriedades em 37 países com valores acima de US$ 10 milhões - na maioria, grandes propriedades como terrenos, prédios comerciais, industriais, residenciais e hotéis.

Na região das Américas, o estudo afirma que o volume de vendas de propriedades cresceu 35% no terceiro trimestre do ano na comparação com o mesmo período do ano anterior.

No entanto, o desempenho nos países americanos no terceiro trimestre foi mais fraco do que durante o resto de 2011. O ritmo de crescimento nas vendas de propriedades caiu pela metade no terceiro trimestre.

A desaceleração na região foi provocada por um movimento de baixa no mercado de hipotecas nos Estados Unidos. Já a América Latina e o Brasil permanecem com o mercado aquecido, segundo a RCA.

"A América Latina é o único local [da região] com momento positivo. O Brasil continuou pegando fogo, com o volume no terceiro trimestre atingindo o recorde de US$ 3,5 bilhões, logo atrás do Canadá, que está em desaquecimento", afirma o relatório da empresa, que também destaca movimentos positivos no Chile e no México.

Estrangeiros na China e no Brasil

De acordo com o levantamento, o volume de vendas de propriedades cresceu 34% em todo o mundo no terceiro trimestre de 2011, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A RCA diz que o volume total de vendas de propriedades em 2011 – US$ 568 bilhões – já é superior a todo o ano de 2008, quando estourou a bolha imobiliária nos Estados Unidos.

O relatório também afirma que o Brasil e a China continuam sendo destinos preferidos de investidores que buscam aplicações em propriedades no exterior.

"Nos ricos dias de 2007, mercados emergentes – especialmente os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) – eram um alvo preferencial de investidores estrangeiros em busca de rentabilidade", afirma o relatório da RCA. "Mas riscos no exterior, que antes pareciam mínimos, aumentaram com a instabilidade financeira e turbulências políticas."

"Para os investidores de hoje que investem em propriedades comerciais no exterior, a antiga solidez dos BRICs parece estar se desmanchando. China e Brasil continuam sendo grandes alvos de investimentos, mas investimentos na Índia retraíram, e a Polônia ultrapassou a Rússia como mercado mais atraente na Europa, Oriente Médio e África."

Segundo a RCA, a predominância do Brasil na América Latina ocorre não só pelo tamanho do seu mercado, mas porque houve "avanços claros nas condições de mercado para os investidores".

No entanto, a consultoria destaca que a China ainda é o destino favorito de investidores que procuram rentabilidade em propriedades no exterior. Nos últimos 12 meses, o mercado de propriedades do país atraiu US$ 30 bilhões em investimentos externos.

 

Rush on Sao Paulo office space pushes rents to record high

Office rents in Brazil's biggest city, Sao Paulo, jumped to a record in the third quarter, underscoring a squeeze in supply and a property boom that is showing no signs of abating, a report by real estate market consultants Cushman & Wakefield showed Tuesday.

Rents for office space in Sao Paulo's upscale business districts soared 23% to a record 111.8 reals ($65) per square metre from the year-earlier period, the report said. Sao Paulo is the country's most populous city and home to some of the nation's biggest financial and industrial firms.

Vacancies in Sao Paulo fell 2.3% in the commercial real estate segment even as new projects were delivered in the period. Prices in the Itaim, Paulista and Vila Olimpia districts were about 14% higher than the city's average.

"High demand, short supply of office space and deliveries of more state-of-the-art real estate had an impact on rental prices for upscale commercial real estate," the report said.

Brazil has limited reliable data for nationwide real-estate prices but there have been clear signs of a steep run-up in major cities, leading to concerns about the market's sustainability. Deliveries of new office projects in Sao Paulo could also hit a record this year, surpassing the 180,000 square metres of 2003, the firm said.

Upward pressure on prices is expected to prevail for the next two years as Brazil's largest metropolitan areas face a shortage of office space. To overcome that, commercial real estate developers in Brazil are launching new projects at a breakneck pace, expanding existing assets and buying smaller rivals to capture a growing customer base.

Red-hot demand for office space underscores Brazil's economic rise and new-found corporate wealth. Latin America's largest economy expanded 7.5% last year, its fastest pace in 24 years and way faster than developed economies.

Hot economic growth and a rally of the real, Brazil's currency, has sparked a surge in the cost of living in Brazil. Goldman Sachs Group and the Bank for International Settlements have said the real was among the world's most overvalued currencies in the first half of 2011.

Sao Paulo topped New York and Paris in a recent cost of living survey carried out by consultancy Mercer, and is now the world's 10th-most expensive city for foreigners.

Recent surveys have shown prices for residential and commercial property gaining more momentum in Sao Paulo than other cities. Market research firm Ibope said last month that home prices soared 85% in the past two and a half years.

The pace of growth is on course to slow sharply to about 3% this year, but Brazil faces a shortage of quality housing that most analysts expect will support overall property demand in the coming years.

The Cushman & Wakefield report found that office rentals in Rio de Janeiro, Brazil's second-largest city, dropped 15% to 120.1 reals per square metre in the quarter, partly because new space became available.

The firm said earlier in the year that Rio, which is drawing a rush of investments for the 2014 World Cup and the 2016 Olympic Games, had become the world's fourth-most expensive city to rent office space, based on prices in its central business district.

(Published by The Globe and Mail - November 8, 2011)

 

 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

TJ-SP inaugura centro para resolução de conflitos

Por Adriana Aguiar | São Paulo

SÃO PAULO - O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) inaugura nesta segunda-feira  o primeiro Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania da Capital. Nele, as partes poderão tentar acordo antes de dar início a um processo nas áreas cível, de família e fazenda pública.

Podem ser resolvidos no centro de conciliação, por exemplo, causas de direito do consumidor, briga entre vizinhos, acidente de veículos, divórcio, regulamentação de visitas, guarda de filhos, pensão alimentícia, união estável, entre outras questões. Não há limite de valor da causa. O atendimento será de segunda à sexta-feira, das 9 às 17 horas na Rua Barra Funda, 930, 2º andar. 

No local serão realizadas, sob a orientação e supervisão de um juiz coordenador, as sessões de conciliação e mediação. O setor também prestará serviços de atendimento e orientação de problemas jurídicos ao cidadão. A ideia é estimular o uso de meios consensuais, como a conciliação e a mediação e diminuir a quantidade de processos judiciais.

Esses centros judiciários de solução de conflitos serão instalados em todas as comarcas com mais de duas varas em funcionamento em todo o país. Eles receberão demandas pré-processuais— ou seja, casos que ainda não chegaram ao Poder Judiciário — e também casos já judicializados. A previsão de criação desses centros está na Resolução nº  125, de 2010, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A solenidade de criação do primeiro centro em São Paulo será na segunda-feira  às 11 horas. O evento contará com a presença da secretária estadual da Justiça e Defesa da Cidadania, Eloisa de Sousa Arruda, do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, e do presidente do TJ-SP, desembargador José Roberto Bedran.  O prédio onde funcionará a unidade foi fornecido e reformado pelo governo do Estado.