terça-feira, 1 de outubro de 2013

Fundos imobiliários movimentam R$ 6 bilhões até 30 de agosto - EXAME.com

Fundos imobiliários movimentam R$ 6 bilhões até 30 de agosto

André Esteves, dono do banco BTG Pactual.

São Paulo - Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) movimentaram quase R$ 6 bilhões em cerca de 600 mil negócios até o dia 30 de agosto, de acordo com Luiz Eugênio Figueiredo, coordenador do subcomitê de FIIs da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O montante já é 1,5 vez maior que os R$ 3,59 bilhões movimentados em todo o ano passado, em 316 mil negócios.

Os fundos registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) somam 212, quase o quádruplo do que havia em 2008 (70 fundos). O patrimônio destes produtos somam R$ 45 bilhões, segundo Figueiredo.

Na BM&FBovespa, são 108 fundos listados. Entre maio e agosto, o valor de mercado destes produtos caiu de pouco mais de R$ 30 bilhões para aproximadamente R$ 28,5 bilhões.

Segundo a Anbima, o BTG Pactual é a instituição que lidera o mercado, com 33,9% de participação na administração dos fundos, seguido da Caixa (10,8%) e da Votorantim Asset Management (8,34%).

Dentre os próximos passos da Anbima em relação aos FIIs estão a criação de uma base de dados e a classificação dos produtos para facilitar o entendimento dos investidores. "A classificação está sendo discutida com a Bolsa para que saia uma classificação única", destaca.

Ofertas

Figueiredo afirma que o cenário para os próximos meses ainda é de incerteza, e que não há garantias que as ofertas no pipeline serão realizadas neste ano. Em 2012, pouco mais de 40 ofertas movimentaram R$ 14,02 bilhões.

"Tem bastante coisa no pipeline, mas é algo que depende muito do momento do mercado. Se eu tivesse que apostar em alguma coisa, acho que as ofertas não vão bater os R$ 14 bilhões do ano passado. Mas o importante é o que está para acontecer. Se não sair agora, pode sair mais para frente. As oportunidades existem, e é isso que importa", comenta.

Fundos imobiliários movimentam R$ 6 bilhões até 30 de agosto

01/10/2013
Autor: Gabriela Forlin 
Fonte: Estadão


O montante já é 1,5 vez maior que os R$ 3,59 bilhões movimentados em todo o ano passado.

São Paulo – Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) movimentaram quase R$ 6 bilhões em cerca de 600 mil negócios até o dia 30 de agosto, de acordo com Luiz Eugênio Figueiredo, coordenador do subcomitê de FIIs da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O montante já é 1,5 vez maior que os R$ 3,59 bilhões movimentados em todo o ano passado, em 316 mil negócios.

Os fundos registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) somam 212, quase o quádruplo do que havia em 2008 (70 fundos). O patrimônio destes produtos somam R$ 45 bilhões, segundo Figueiredo.

Na BM&FBovespa, são 108 fundos listados. Entre maio e agosto, o valor de mercado destes produtos caiu de pouco mais de R$ 30 bilhões para aproximadamente R$ 28,5 bilhões.

Segundo a Anbima, o BTG Pactual é a instituição que lidera o mercado, com 33,9% de participação na administração dos fundos, seguido da Caixa (10,8%) e da Votorantim Asset Management (8,34%).

Dentre os próximos passos da Anbima em relação aos FIIs estão a criação de uma base de dados e a classificação dos produtos para facilitar o entendimento dos investidores. “A classificação está sendo discutida com a Bolsa para que saia uma classificação única”, destaca.

Ofertas

Figueiredo afirma que o cenário para os próximos meses ainda é de incerteza, e que não há garantias que as ofertas no pipeline serão realizadas neste ano. Em 2012, pouco mais de 40 ofertas movimentaram R$ 14,02 bilhões.

“Tem bastante coisa no pipeline, mas é algo que depende muito do momento do mercado. Se eu tivesse que apostar em alguma coisa, acho que as ofertas não vão bater os R$ 14 bilhões do ano passado. Mas o importante é o que está para acontecer. Se não sair agora, pode sair mais para frente. As oportunidades existem, e é isso que importa”, comenta.

 

 

Conheça os 5 principais argumentos de quem nega bolha imobiliária no Brasil

Crédito seletivo, cota de financiamento menor e baixa especulação indicam mercado seguro

Taís Laporta e Vitor Sorano - iG São Paulo | 27/09/2013

O risco de uma bolha imobiliária divide opiniões no Brasil, e ficou mais caloroso depois de o profeta da bolha nos Estados Unidos, Robert Shiller , demonstrar preocupação com a rápida elevação dos preços dos imóveis em território nacional.

Bancos, economistas, consultorias e institutos de pesquisa passaram a se manifestar, enumerando os motivos pelos quais o País não pode ser comparado ao cenário que levou à crise de 2008 nos EUA. Os argumentos, contudo, parecem não ter acalmado o temor popular de uma derrubada repentina dos preços. Podem mesmo, dado mais motivos para a desconfiança. Como diz o próprio Shiller, a negação por parte de fontes qualificadas também precedeu o estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos.

Em meio à discussão, estudiosos e economistas expõem os principais argumentos de que o mercado imobiliário é seguro no Brasil. A principal razão é que o perfil do crédito nos mercados brasileiro e americano é totalmente distinto. A única semelhança, dizem, é o aumento acelerado dos preços dos imóveis.

1 – O crédito no Brasil é mais seletivo

Os bancos brasileiros são bem mais restritivos que os americanos, o que dificulta o acesso ao crédito por pessoas com alto risco de inadimplência. "Nos Estados Unidos houve concessão indiscriminada de crédito, com os famosos NINJAS ( no income, no job, no assets – sem renda, sem emprego estável e sem ativos de garantia)", lembra o professor Marcelo Milan, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

As altas taxas de juros no Brasil – em torno de 10% ao ano – também tornam os financiamentos mais seletivos, na opinião do docente. Enquanto, no Brasil, os bancos costumam conceder o limite de um único imóvel financiado por comprador, nos EUA, cada consumidor podia hipotecar até dez unidades antes da crise de 2008, observa o professor do núcleo de real estate da Universidade de São Paulo (USP), João da Rocha Lima.

De acordo com o professor, o crédito imobiliário pode ser chamado de “irresponsável” quando é concedido a uma porção considerável de pessoas que não são capazes de pagar por ele.

2 – A financeirização é menor

Nos Estados Unidos, o crédito imobiliário – mesmo com alto risco – servia de base para outros tipos de crédito, como seguros contra inadimplência (os credit default swaps ). Esse mercado ainda é inexistente no Brasil, segundo Milan, da UFRGS. Além disso, o imóvel era usado como garantia para tomar crédito de consumo.

"O americano fazia hipoteca, segunda hipoteca, terceira hipoteca e pagava as parcelas do cartão de crédito [ com crédito lastreado no imóvel ]", explica o presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro (Creci-RJ), Manoel da Silveira Maia. "Aqui, não. Todo mundo cumpre as suas obrigações. Não há transação de papel, há transação de dinheiro."

Em palestra no último dia 12, o superintendente de Relações com Investidores do Itaú Unibanco, Geraldo Soares, explicou que a principal razão pela qual o banco descarta uma bolha no Brasil é que as operações de crédito não são alavancadas – com endividamento – como ocorreu em alto grau nos Estados Unidos.

3 – A especulação com imóveis residenciais é baixa

Um dos elementos que elevaram os preços dos imóveis nos EUA foi a crença de que eles subiriam infinitamente. Um descontrole desproporcional entre investidores ávidos por lucro e compradores interessados em ocupar o imóvel cria um cenário especulativo, gerando a oferta artificial no mercado.

Embora não haja dados sobre o nível de especulação no mercado imobiliário brasileiro, alguns indicadores sinalizam que a proporção de especuladores – aqueles com a intenção de obter altos ganhos no curto prazo – que compram imóveis residenciais é baixa no Brasil, e que a maioria dos consumidores adquire compra imóvel para morar.

Isso reduziria o risco, por exemplo, de o mercado ser inundado por imóveis se houver uma sinalização de queda significativa dos preços.

"No perfil de compradores da Caixa Econômica Federal [ que detêm mais de dois terços do crédito imobiliário do País ], cerca de 70% adquirem seu primeiro imóvel", afirma Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP. "Ninguém compra o primeiro imóvel para especular”, observa.

Para Cláudia Martinez, diretora do Banco Máxima, especializado em crédito imobiliário, o aumento da renda do brasileiro permitiu que ele mudasse seu perfil de endividamento, substituindo a compra de móveis pelo financiamento da casa própria. “As pessoas passaram a adquirir imóveis porque o aumento do prazo do financiamento tornou a dívida mais administrável”, argumenta.

4 – A cota financiada é mais baixa que nos EUA

A razão entre o valor do empréstimo concedido pelo banco e o preço do imóvel financiado – a cota de financiamento ( loan to value , em inglês) é menor no Brasil do que em outros países onde houve bolha. Segundo o último Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central, a cota média de financiamento imobiliário no Brasil foi de 75% em junho de 2013.

“Nos EUA, este percentual atingiu 110% no auge do desequilíbrio. O consumidor chegava a receber presentes e viagens por fechar o negócio – a um custo que os bancos acreditavam ser compensado com a valorização futura do imóvel”, explica o professor da USP.

Por aqui, o crédito imobiliário representou 7,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em junho deste ano, enquanto nos EUA superava 80% da riqueza do país, em dezembro do ano passado. A relação crédito/PIB passa a preocupar, segundo analistas, quando está acima de 50%.

5 – Causas estruturais explicam a alta dos preços

Dos três elementos que explicam a alta de preços dos imóveis – crédito sem critérios, especulação e razões estruturais – este último é o único que descarta de imediato a existência de uma bolha. Segundo o docente de real estate da USP, é também o que melhor explica a recente escalada dos preços imobiliários no Brasil.

“De 2006 para cá, os custos dos insumos para a construção cresceram muito além da renda do mercado, impulsionados pela mudança de regras na ocupação de terrenos, que encareceu sua aquisição”, afirma. Isso fez com que as construtoras empurrassem a correção de preços como custo ao consumidor final.

Outro motivo estrutural teria sido a correção inflacionária, na opinião do economista e coordenador do índice FipeZap, Eduardo Zylberstajn. “Tenho a impressão de que o valor real dos imóveis no Brasil foi corroído pela hiperinflação do passado, e agora vivemos um período de ajuste”, acredita.

Essa correção, segundo o economista, acompanhou a melhora da qualidade do crédito no País, aliada a seu crescimento. “O mercado de crédito ficou mais seguro nos últimos anos”, reforça Zylberstajn.

 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Plano diretor de SP cria instabilidade jurídica, reclamam empresários

30/09/2013
Autor: Clara Roman e Daniel Vasques 
Fonte: Folha.com


Até a aprovação final, a nova versão do Plano Diretor tem deixado os empresários da construção inseguros. Há reclamações sobre o modo como ele foi concebido e até suspensão de negociações.

O plano traça as diretrizes para a legislação que rege a produção imobiliária na cidade e está sendo revisto depois de dez anos.

Bruno Vivanco, vice-presidente comercial da imobiliária Abyara, diz que o plano só foi mostrado ao Secovi-SP depois de desenhado.

Antes de apresentar a versão final, encaminhada para a Câmara Municipal na última quinta-feira, a Prefeitura fez uma minuta, espécie de rascunho, para ouvir as sugestões dos vários setores e realizar modificações.

Rafael Rossi, da incorporadora Huma, afirma que suspendeu todas as negociações para compra de terreno até que a última versão do plano seja definida e aprovada.

“Decidi não comprar mais terrenos até ter uma clareza maior do que vai acontecer.”

Fabio Villas Bôas, da Tecnisa, acrescenta que o plano cria insegurança jurídica nas empresas. “Você compra um terreno e não sabe o que vai fazer com ele”, diz.

Reivindicações

Na nova versão apresentada à Câmara, a prefeitura incorporou algumas reivindicações do mercado, como redução da outorga onerosa em alguns bairros –outorga é a taxa cobrada para quem constrói além do limite básico estabelecido.

Outra questão foi o fim da retroatividade, já que a versão anterior previa que o plano tivesse validade antes da sua aprovação final.

“Essa etapa buscou não mudar a essência da minuta. O que a gente fez foi acatar sugestões, a maior parte pontuais, e ao mesmo tempo fazer ajustes, calibres, que nos pareceram importantes”, diz Fernando Mello Franco, secretário de Desenvolvimento Urbano de São Paulo.

Sobre as reclamações de que o mercado teria sido pouco escutado, Franco rebate. Segundo ele, desde o início do ano, a prefeitura participou de amplos debates com o setor.
Franco também afirma que a instabilidade jurídica é natural em uma nova lei. “É uma instabilidade momentânea”, diz ele.

 

 

Trump Towers devem mudar a paisagem da região central do Rio

30/09/2013
Autor: Valor 
Fonte: Valor


Considerado o maior empreendimento de uso comercial exclusivamente urbano entre os países que compõem o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) começa em breve, no coração do Porto Maravilha, a primeira fase de construção das Trump Towers, megaprojeto que promete erguer cinco grandes torres de 38 andares e 150 metros de altura cada, que mudará radicalmente a paisagem e o comércio da até então decadente avenida Francisco Bicalho, em frente à estação ferroviária Barão de Mauá.

O empreendimento é a primeira investida de peso das Organizações Trump, lideradas pelo magnata americano Donald Trump, que no caso da Trump Towers entra apenas com a marca e o know-how – o grupo americano assessora o projeto, licencia a marca, que pode ser retirada caso o negócio não atenda às exigências das Organizações Trump. Os parceiros de Trump na empreitada, porém, não temem por isso. A incorporadora imobiliária búlgara MRP International, o espanhol Salamanca Group e a construtora paulista Even já estão a todo vapor e pretendem, até 2016, entregar as duas primeiras de cinco torres – as outras três vão depender da demanda do mercado e não existe o compromisso de entregá-las até os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

“Não temos dúvida do potencial do Porto Maravilha. Aqui foram criadas todas as condições para que um projeto das dimensões das Trump Towers, algo inédito no Brasil, seja um sucesso absoluto”, afirma Stefan Ivanov, presidente da incorporadora MRP no Brasil. “Se essa região do Rio, com todo o processo de revitalização vivido nos últimos anos, não fosse tão atrativa comercialmente, a família Trump não escolheria começar os negócios no Brasil por ali, depois de várias tentativas de entrar no país”, diz Inanov.

De fato, Donald Trump busca, há alguns anos, parceiros para o seu modelo de negócios, que, por entrar apenas com a marca – e não com investimentos – nem sempre consegue adeptos. No caso da Trump Towers, além de investimentos dos parceiros envolvidos no projeto, a obra contará com recursos da Caixa Econômica Federal, gestora do fundo imobiliário da área do Porto Maravilha.

O valor dos investimentos na Trump Towers não é revelado, mas, segundo Ivanov, estima-se que o valor geral de vendas (VGV), caso as cinco torres sejam de fato construídas, fique entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões. Nascido na Bulgária, mas dono de um português impecável, Stefan Ivanov afirma não existir, no mundo, um porto com tantos atrativos quanto o Porto Maravilha, primeiro pela sua privilegiada localização.

“Digite no Google Maps a palavra ‘Rio de Janeiro’: você vai cair exatamente no local onde pretendemos erguer as torres”, afirma. Para o presidente da MPR no Brasil, a carência de bons escritórios comerciais na cidade, sobretudo na região central, vai fazer com que a demanda seja rapidamente atendida. “A maioria dos escritórios do Rio funciona de maneira precária, sem a mínima estrutura, alguns sem ar condicionado e entrada para internet, o que não deixa de ser uma aberração nos tempos de hoje”, diz Ivanov. (TC)

 

 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

"Chegou a hora de colocar fundos imobiliários na carteira", diz Inva

http://www.infomoney.com.br/onde-investir/fundos-imobiliarios/noticia/2944676/chegou-hora-colocar-fundos-imobiliarios-carteira-diz-inva

SÃO PAULO - A Inva Capital divulgou sua carteira recomendada de fundos imobiliários para o mês de setembro com apenas uma alteração. Ela incluiu o fundo TRX Edifícios Corporativos (XTED11) no lugar do Shopping Mais Largo Treze (MSHP11).

Acompanhe a cotação de todos os fundos imobiliários negociados na BM&FBovespa

A Inva afirmou em relatório que esta é uma ótima oportunidade para elevar exposição nesse segmento, pois quando comparamos a renda mensal dos fundos com imóveis alugados, considerando seus preços de mercado, a diferença é grande. "Se você nunca teve fundos imobiliários em seu portfólio de investimentos, acreditamos que chegou a hora de iniciar", afirmou a Inva em relatório.

Em relatório, gestora recomenda aumentar exposição a FIIs (Getty Images)

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Os fundos que continuaram na carteira foram: Brasil Shopping (HGBS11), RB Capital Renda II (RBRD11), BTG Pactual C. Office (BRCR11) e TRX Logística (TRXL11).

No mês de agosto, a carteira apresentou queda de 2,81%, ante desvalorização de 3,64% do Ifix (Índice de Fundos Imobiliários da BM&FBovespa), sendo que os destaques de alta foram o fundo TRX Logística, que registrou rendimento positivo de 2,28%, e o fundo Largo 13, que subiu 0,61%.

Confira a carteira recomendada abaixo:

Carteira  Inva Capital

Fundo

Código

Peso

Brasil Shopping

HGBS11

32%

TRX Edifícios Corporativos

XTED11

5%

BTG Pactual Corporate Office Fund

BRCR11

30%

RB Capital Renda II

RBRD11

15%

TRX Logística

TRXL11

18%

Inva Capital 

Os fundos:

Brasil Shopping (HGBS11)
Gerido pela Credit Suisse Hedging Griffo, o CSHG Brasil Shopping tem como objetivo rentabilizar os cotistas com a aquisição de participação em shopping centers. Entre os empreendimentos que fazem parte do fundo estão o shopping Via Parque, no Rio de Janeiro, o Shopping Dom Pedro, em Campinas, o Mooca Plaza e o Shopping Penha, ambos na zona leste de São Paulo.

TRX Logística (TRXL11)
Visa a aquisição de direitos reais relativos a imóveis comerciais, construídos e destinados à operação de armazéns logísticos. O Fundo não poderá adquirir imóveis em fase de construção, sendo permitida, no entanto, a celebração de compromissos de compra e venda de Imóveis condicionados à finalização das respectivas obras.

RB Capital Renda II (RBRD11)
O RB investe em imóveis não residenciais e que seja preferencialmente da modalidade "built to suit". Ele é administrado pela Votorantim Asset e tem como estruturador e gestor a RB Capital Realty.

BTG Pactual Corporate Office Fund (BRCR11)
Dono do maior patrimônio dentre todos os fundos negociados na BM&FBovespa, ele é proprietário de importantes edifícios comerciais nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas. O fundo tem gestão ativa e política de distribuição de resultados direcionada a possibilitar reinvestimentos.


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Fundos imobiliários: queda generalizada dificulta vida do investidor

http://economia.ig.com.br/financas/2013-09-23/fundos-imobiliarios-queda-generalizada-dificulta-vida-do-investidor.html

A queda nos fundos de investimento imobiliário (FIIs) tem sido expressiva – os 111 que têm cotas negociadas em bolsa fecharam agosto com um valor de mercado 11% menor do que o patrimônio líquido de suas carteiras. No mesmo mês do ano passado, o valor de mercado era 10% maior.

Mas o que torna o cenário mais adverso para o investidor é que ficou mais difícil saber onde estão os bons e maus negócios nessa indústria. 

De janeiro a agosto, o Ifix, índice da BM&F Bovespa que mede o desempenho dos FIIs negociados em bolsa, teve queda de 12,6%. Um levantamento feito pela gestora de recursos Rio Bravo, entretanto, mostra que o recuo não se limitou a alguns segmentos desse mercado, tendo se espalhado de fundos lastreados em shoppings a escritórios, passando pelos que possuem carteira diversificada.

Leia mais: Estouro de bolha no Brasil teria consequências menores, crê Shiller

Os FIIs de escritórios – que representam 40% do Ifix – acumularam uma queda média de 13% do início do ano até meados de agosto, quando termina o levantamento. O maior tombo, porém, foi entre os de rentabilidade garantida (veja lista abaixo): 18%. Os FIIs de shoppings perderam 8%.

“Não houve diferença muito grande [ entre os diversos tipos ], muito embora os shoppings tendem a sofrer um pouco menos”, afirma João Alberto Domenici, da equipe de gestão de investimentos da Rio Bravo. 

O único segmento com rentabilidade positiva no ano no levantamento da Rio Bravo foi o dos fundos lastreados em agências bancárias, com uma alta de 9% entre janeiro e agosto. Esse segmento tem grande popularidade – o lançamento do BB Progressivo II (BBPO), em outubro de 2012, fez praticamente dobrar o número de  investidores em FIIs. Ainda assim, no fim do período o conjunto estava longe do patamar atingido no começo de fevereiro.

Otimismo exagerado

Para Domenici, o que derrubou o Ifix foi uma combinação de otimismo exagerado com os FIIs, com o fim da alta acelerada dos preços de imóveis e aluguéis e a retomada dos juros futuros  – o que fez as aplicações em renda fixa recuperaram atratividade.

“Primeiro, houve uma euforia muito grande. Até quem não entendia nada entrou e todo mundo que tinha entrado ganhou dinheiro”, diz Domenici. “Houve até um certo exagero tanto em preços de aluguéis quanto no preço de imóveis em algumas regiões.”

Claudia Martinez, diretora do Banco Máxima – que lançou seu primeiro FII na bolsa em março – avalia que a recente queda na rentabilidade dos fundos imobiliários tem mais relação com a cautela do setor privado quanto à economia do que com a oscilação dos preços dos imóveis.

 “As propriedades não perderam valor, mas o cenário retracionista inibe a demanda das empresas por imóveis comerciais, o que pode aumentar o nível de vacância, afetando a rentabilidade”, afirma.

Seletividade 

Getty Images

Generalizada: queda atingiu diversos segmentos do mercado de fundos imobiliários

Olhando para os fundos que tiveram os dez melhores e os dez piores desempenhos nos últimos 12 meses, o professor de finanças do Insper Michael Viriato também não vê padrões que possam ajudar a orientar o investidor em termos de segmento de atuação do fundo.

“Entre os dez melhores há toda a gama [de segmentos ], então não conseguimos dizer especificamente um tipo de fundo. E entre os piores, você consegue colocar todos.”

A outra classificação bastante usada para organizar os FIIs, que os divide entre lastreados em imóveis prontos, em projetos de desenvolvimento e em títulos imobiliários, também não tem servido para nortear o investidor, diz Viriato.

Essa complexificação mostra, na avaliação do professor do Insper, que a indústria dos FIIs entrou em uma nova fase, em que o lucro precisa ser conquistado.

 “Agora está na hora da avaliação mais criteriosa. Se você comprar qualquer um não vai ser tão fácil ter um bom retorno. É preciso entender um pouco melhor", diz Viriato. "Antigamente havia uma visão de que o fundo imobiliário era uma renda fixa um pouco mais agressiva. Hoje as pessaos começam a entender que é uma renda variável um pouco mais conservadora."

Para Domenici, da Rio Bravo, a palavra chave é seletividade – e já é possível encontrar opções que pagam entre 8% e 9% ao ano. 

"O mercado imobiliário tem bastante espaço para crescer. Quando esse mercado voltar a ter um desenvolvimento normal, muita coisa que está engavetada será lançada – muita coisa ruim, boa e média”, diz o analista. “O nosso papel principal é de ir a fundo e separar o joio do trigo e fazer uma carteira diversificada para os nossos clientes.”

Claudia, do Banco Máxima, tem avaliação semelhante. Uma análise mais apurada sobre localização, características individuais do imóvel e potencial para atrair locatários deve compor os critérios para ingressar em novos FIIs, observa.

“O investidor quis ser dono de um pedaço de shopping, mas esqueceu de avaliar que o produto é renda variável e tem risco de ficar vago”, conclui a executiva.

Domenici lembra que, no longo prazo, os FIIs continuam a ser uma ótima aposta – em 24 meses, o Ifix acumula alta de 25%. Por isso, para quem já tem cotas de um FII e não está precisando do dinheiro, a orientação do analista da Rio Bravo é mantê-las – para quem não as têm, aproveitar o momento de queda para comprar. "Mas olhando para diversificação e seleção."