terça-feira, 1 de abril de 2014

BC discute trazer ao mercado títulos imobiliários

O Banco Central participa das conversas que estão sendo comandadas pela Fazenda sobre a lei que vai instituir os covered bonds - títulos de dívida imobiliária - no Brasil, segundo Sérgio Odilon, chefe de Unidade Denor - Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC. Esses debates, conforme ele, estão em um nível bom de detalhes. Os covered bonds são tradicionais na Europa.

"Estamos discutindo os covered bonds com o governo e debatendo ajustes na lei para dar mais segurança ao instrumento. Há um nível bom de detalhes e as conversas já vêm há alguns anos", disse ele a jornalistas, após palestrar em evento em São Paulo.

Segundo Odilon, ainda não foi definido o papel que será utilizado para operação de blindagem como o covered bond ainda não foi definido. Pode ser uma letra financeira imobiliária, uma letra de crédito imobiliário, dentre outros.

Em sua palestra, Odilon lembrou ainda que embora a poupança vá continuar como uma importante fonte de recursos para o crédito imobiliário, alternativas de funding trazem segurança para instituições financeiras. Ele disse ainda que o crédito imobiliário é um excelente negócio para os bancos, pois é de longo prazo e fideliza o cliente. "Estamos batendo recorde de captação líquida na poupança, mas alternativas de funding são para introduzir mercados no crédito imobiliário. Com alternativas de fontes, bancos pequenos e médios podem mudar modelos de negócios", avaliou Odilon.

http://www.parana-online.com.br/editoria/economia/news/788008/?noticia=BC+DISCUTE+TRAZER+AO+MERCADO+TITULOS+IMOBILIARIOS

 

 

PMKA Advogados | Programa de Estágio 2014

quinta-feira, 27 de março de 2014

BSI Capital realiza sua primeira operação de CRI


Após obter registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em abril de 2013, a BSI Capital Securitizadora (BSI Capital) realizou em 2014 sua primeira emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), no valor total de R$ 194,6 milhões. Desse total, R$ 48,6 milhões (25,0%) se referem à 1ª série, de classe sênior, e os outros R$ 145,9 milhões (75,0%) se referem à 2ª série, de classe subordinada. Ambos os títulos vencem em março de 2020, 72 meses após a data de emissão, e pagarão, aos seus titulares, remuneração equivalente ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acrescido de juros de 7,5% a.a. Os títulos foram ofertados publicamente no regime de esforços restritos, conforme as regras da Instrução CVM nº 476, tendo a distribuição destes sido coordenada pela SLW Corretora de Valores e Câmbio.

Leia na íntegra no TLON.

TRX Securitizadora entra com registro de oferta de CRI de R$ 144 milhões

TRX Securitizadora entra com registro de oferta de CRI de R$ 144 milhões

A TRX Securitizadora de Créditos Imobiliários publicou Fato Relevante para comunicar que, em 24 de março, a companhia requereu, por meio de procedimento simplificado para registro de ofertas públicas de distribuição de valores mobiliários, de acordo com a ICVM 471 e com o convênio para adoção do procedimento simplificado firmado entre a CVM e ANBIMA, o registro de oferta pública de distribuição primária de 480 CRI que totalizam R$ 144,0 milhões. Os títulos são lastreados em créditos imobiliários decorrentes do Contrato Atípico de Locação de Imóvel Comercial e Outras Avenças celebrado entre a Logbras Salvador Empreendimentos Imobiliários, cedente da operação, e a BRF, devedora dos CRI. De acordo com a minuta do prospecto da oferta, disponível no site da ANBIMA, o coordenador líder da distribuição será o Bradesco BBI, ao passo que PMKA é o assessor legal designado e Simplific Pavarini o agente fiduciário. Conforme contrato de cessão, a cedente utilizará os recursos oriundos deste pagamento para a quitação integral das noventa debêntures já emitidas pela Logbras Salvador (sendo a Pentágono o agente fiduciário da comunhão dos debenturistas) e de CCB emitidas em favor do Banco Bradesco, ambas detidas integralmente pelo Banco Bradesco. Como garantia dos CRI, será efetuada a alienação fiduciária do imóvel, o Parque Logístico Logbras Salvador, cuja eficácia está condicionada à baixa de alienação fiduciária já outorgada pela cedente em favor da Pentágono, na qualidade de agente fiduciário da comunhão de debenturistas, de forma a garantir o adimplemento integral das debêntures. Tão logo as debêntures estejam quitadas, a Pentágono emitirá o instrumento de baixa da alienação fiduciária de imóvel.


Fonte: Uqbar

terça-feira, 25 de março de 2014

Imóvel de luxo busca terrenos

 

Valor Econômico, 25/mar

Encontrar um terreno bem localizado, item fundamental para imóveis de alto padrão, é o principal problema das construtoras de São Paulo e do Rio de Janeiro. Faltam boas áreas nos Jardins, em Moema e no Itaim. No Leblon, o metro quadrado já chega a R$ 40 mil, e prédios antigos são comprados e demolidos para dar lugar a projetos luxuosos.

 

A escassez de áreas pressiona os custos. Por isso, segundo empresários ouvidos pelo Valor, não há perspectiva de redução dos preços dos apartamentos de luxo. Ainda que alguns acreditem em estabilização devido ao ritmo lento da economia, o consenso é que o segmento está longe de uma bolha. "A franja do Central Park, em Nova York, custa US$ 100 mil o m2. Aqui, a franja do Ibirapuera custa US$ 15 mil. O potencial de valorização é muito grande desde que o país cresça", diz o vice-presidente comercial da Abyara Brasil Brokers, Bruno Vivanco.

 

Outro ponto que poderá afetar o segmento é o novo Plano Diretor de São Paulo, que aguarda aprovação. "A mudança tende a favorecer os imóveis compactos porque as regras incentivam produtos menores em volta de eixos de transporte público. Isso vai inibir que áreas propícias a imóveis de alto padrão tenham novos empreendimentos e pressionar o preço", diz Luiz Felipe Carvalho, sócio-gestor da Idea!Zarvos.

 

Para Luigi Gaino, diretor da Lopes Rio de Janeiro, falar em teto de preços é tabu. "Quantos bons apartamentos existem na Vieira Souto? Uns 200. São únicos no mundo. O luxo funciona diferente. Não é só quanto custa o tijolo e o terreno. A maior parte tem a ver com localização, acabamento e assinatura".

 

Pensando nisso, as empresas se esforçam para oferecer projetos diferentes. Um deles, na Barra da Tijuca, será um "residencial arte". O Font Vieille terá 93 obras nas áreas comuns, algumas assinadas por Di Cavalcanti, Portinari e Rodin. Os apartamentos, de até 400 m2, têm elevador privativo e são vendidos por até R$ 5,6 milhões.

 

O pay per use agora vai além dos serviços de limpeza. Imóveis da Brooksfield têm serviços como aulas de idiomas e música. Buscando apelo tecnológico, alguns projetos oferecem dispositivos para carregar baterias de bicicletas e carros elétricos.

 

Se na Zona Sul faltam terrenos amplos, na Barra da Tijuca predomina o condomínio clube. A RJZ Cyrela prepara o lançamento do Riserva Golf Vista Mare Residenziale com apartamentos de 266 a 648 m2. As coberturas de 1.308 m2, avaliadas em R$ 29 milhões, vão situar o morador entre o futuro campo de golfe olímpico, a reserva de Marapendi e a praia. O valor global de vendas estimado é de R$ 1,4 bilhão.

 

Com foco no alto padrão em São Paulo, a Alfa Realty e a MDL lançarão R$ 400 milhões em projetos em 2014 e, em 2015, R$ 500 milhões. A parceria rendeu dois cases interessantes sobre o apetite do segmento.

 

Em Moema, o Araguari, com apartamentos de 180 a 350 m2, foi vendido em três meses. As unidades variavam de R$ 2 milhões a R$ 2,5 milhões. No Alto de Pinheiros, perto do parque Villa-Lobos, um condomínio com casas a partir de 400 m2 foi vendido em dois meses. Cada uma saiu por cerca de R$ 4 milhões.

 

Nos próximos meses, a incorporadora Kallas lançará um prédio com "vista eterna" para o parque da Aclimação. As unidades terão entre 254 a 450 m2, variando de R$ 3 milhões a R$ 5,5 milhões. Um dos diferenciais serão vagas de estacionamento "tamanho G".

 

Numa das áreas mais disputadas na região do Ibirapuera, a JHSF lançou o Mena Barreto, um prédio de 7 apartamentos com valor médio de R$ 11,5 milhões - 60% já foram vendidos. Perto dali, no Jardim Paulista, a Even lançou o Design Arte com unidades de 407 m2 e preço médio de R$ 5,9 milhões.

 

 

quarta-feira, 12 de março de 2014

Retomada gradual

Folha de São Paulo, Janela, 09/mar

Depois de um desempenho sofrível em 2013, a construção espera melhorá-lo em 2014. Esta expectativa encontra respaldo em diversos indicadores.

 

Ao divulgar o crescimento de 2,3% do PIB em 2013, o IBGE calculou que o PIB da construção evoluiu 1,9% no ano passado. O resultado foi ligeiramente melhor do que o aumento de 1,4% em 2012. 

 

Entretanto, pela primeira vez desde 2010, o desempenho da construção ficou abaixo do registrado pelo conjunto das atividades econômicas do país, conforme previram SindusCon-SP e FGV.

 

Dois dados relevantes apareceram na divulgação do PIB. O primeiro foi a própria elevação de 2,3%, acima das expectativas do mercado. O segundo, a alta de 6,3% do investimento, a maior desde 2010. Com isso, a taxa de investimento atingiu 18,4% do PIB.

 

Quanto maior for esta taxa, mais favoráveis se tornam as perspectivas para a construção. Isto ocorre porque quase a metade dos investimentos feitos no país acaba passando pelas atividades do setor.

 

Mas resta o desafio de elevar esta taxa para 25% do PIB, patamar em que se situam as economias com nível de desenvolvimento sustentável.

 

Antes da divulgação desses dados, os empresários do setor não davam sinais de expectativas melhores. Sondagem Nacional da Construção feita trimestralmente por SindusCon-SP e FGV na primeira quinzena de fevereiro mostrou isso em relação aos itens pesquisados: desempenho atual da empresa e perspectivas, dificuldades financeiras, custos da construção, sucesso na condução da política econômica, inflação reduzida e crescimento econômico.

 

Este estado de espírito decorre do cenário de desaceleração acentuada da atividade da construção no ano passado. E em parte também respondeu por uma retomada mais lenta do que costuma ocorrer. Em janeiro, o nível de emprego da construção, principal indicador do desempenho setorial, cresceu 1,7% comparado a dezembro (mais 40 mil postos de trabalho). Desconsiderando a sazonalidade, haveria queda de 3%.

 

No entanto, SindusCon-­SP e FGV estimam para este primeiro semestre uma recuperação gradual das contratações de mão de obra no setor, com altas de 2,5% no país e de 2% no Estado de São Paulo, em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Ou seja, há sinais de que a atividade da construção se intensificará ao longo deste semestre, esperando-­se a ultrapassagem do recorde de 3,547 milhões de empregados formais, alcançado em setembro do ano passado.

 

Estes sinais vêm do aumento das contratações de mão de obra nos segmentos de imobiliário, preparação de terrenos e infraestrutura. Um maior número de licenciamentos e de lançamentos de empreendimentos imobiliários em São Paulo vai na mesma direção positiva. É de se esperar, portanto, uma melhora das expectativas na próxima sondagem, em maio.