segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Maior fundo imobiliário do país compra parte de edifício por R$ 250 milhões

Maior fundo imobiliário do país compra parte de edifício por R$ 250 milhões

SÃO PAULO – O fundo imobiliário BTG Pactual Corporate Office Fund (BRCR11), conhecido no mercado como BC Fund, anunciou ao mercado nesta sexta-feira (18) que o FII Prime, do qual o BC Fund detém 100% das cotas, fechou compromisso para a compra de 40% do edifício de escritórios Brazilian Financial Center, pelo valor de R$ 250 milhões. O BC Fund é o maior fundo imobiliário do país.

A 'fatia' comprada pelo BTG representa 16.107 m² de ABL (Área Bruta Locável) do edifício. Segundo o comunicado, a participação adquirida gera uma renda de locação mensal de R$ 1,90 milhão, além de receitas extraordinárias de aproximadamente R$ 50 mil por mês.

O pagamento da aquisição será divido em R$ 5 milhões em uma parcela à vista e R$ 245 milhões em parcelas mensais consecutivas, com prazo de 12 anos e taxa de correção de TR + 9,3%, podendo variar para baixo conforme remuneração da poupança.

Também será realizado o pré-pagamento de obrigações ligadas ao mesmo ativo no montante de R$150 milhões, que possuem vencimentos mais curtos (63% até 2015) e taxa 0,8% a.a. mais onerosa. Com isso, a conclusão desta operação representará um desembolso à vista de R$155 milhões.

O BTG destacou como 'estratégias de aquisição' o fato da equipe de gestão conhecer bem o imóvel e 'entender' o seu potencial. Além disso, eles apontam que o edifício está totalmente locado com contratos de longo prazo e inquilinos de primeira linha, em um dos principais endereços comerciais de São Paulo.



Alexandre Assolini
PMKA Advogados

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Novo Plano Diretor de São Paulo já afeta mercado de terrenos

 

Fonte: Valor Econômico

Caderno: Empresas/ pg. B1

17/10/2013

 

Por Chiara Quintão | De São Paulo

 

O novo Plano Diretor de São Paulo, entregue pelo prefeito Fernando Haddad (PT) à Câmara Municipal de São Paulo no fim de setembro, já afeta o mercado de compra e venda de terrenos na capital. Incorporadoras estão mais cautelosas para bater o martelo nas aquisições de novas áreas, e a vinculação da compra efetiva ao texto final das novas regras a serem publicadas tem sido prática comum das empresas para reduzir riscos. Trata-se de uma cláusula resolutiva a mais em relação às comumente adotadas.

 

"A demanda das incorporadoras por terrenos, em São Paulo, caiu 50% desde agosto. A outra metade está vinculando a compra ao que será aprovado no projeto do novo plano", diz Ronny Lopes, sócio da Arquimóvel, empresa que representa incorporadoras na aquisição de áreas. Nas opções de compra de terrenos, as incorporadoras têm atrelado ao novo Plano Diretor a aquisição efetiva ou o preço a ser pago.

 

A PDG Realty, por exemplo, passou a incluir, em agosto, nas opções de compra de terrenos, cláusula resolutiva pela qual poderá optar por não adquirir uma área da qual tem a opção de compra, dependendo do coeficiente de aproveitamento na região a ser definido pelas novas regras.

 

Segundo o vice-presidente de incorporação da PDG, Antonio Guedes, com esse condicionamento, a negociação com os proprietários de áreas está mais difícil e demorada. Apesar das incertezas em relação ao novo Plano Diretor, porém, a PDG continua buscando terrenos na capital. "Privilegiamos regiões que tendem a ser beneficiadas pelo Plano Diretor", conta Guedes.

 

Como não se sabe, ao certo, quando o texto final do novo Plano Diretor de São Paulo será sancionado, alguns compromissos de compra e venda de áreas preveem um prazo para que a opção seja ou não exercida. Há quem espere a sanção do projeto para o fim de 2013 e quem acredite que isso só ocorrerá em meados do próximo ano.

 

Nas suas análises de terrenos em São Paulo, a Tecnisa faz cálculos de viabilidade conforme o cenário que considera mais provável para o potencial construtivo da área a partir do texto atual do Plano Diretor. "Num cenário de mais estresse, a empresa vai pagar até determinado valor ou distratar a área", conta o diretor técnico da Tecnisa, Fabio Villas Bôas. A situação da companhia em relação aos terrenos que possui está "bastante confortável" para o curto e médio prazo, segundo Villas Bôas. "Estamos mais restritivos na compra de áreas", diz.

 

O condicionamento às novas regras que vem sendo utilizado por muitas incorporadoras nas opções de compra de terrenos está vinculado também ao custo da outorga onerosa do direito de construir na região. A outorga é um instrumento que possibilita construção de área acima da permitido pelo coeficiente básico até o limite do coeficiente máximo de cada zona. Existe expectativa de alta do custo da outorga.

 

"A reflexão sobre a compra de terrenos está muito maior que antes, porque o novo plano é mais restritivo e o valor da outorga pode subir", afirma o diretor financeiro e de relações com investidores da EZTec, Emilio Fugazza. Ele acrescenta que, em alguns bairros da capital paulista, como Vila Leopoldina, Lapa e Vila Guilherme, o estoque de outorga já está esgotado. "O novo estoque só entrará em vigor quando houver a revisão da Lei de Zoneamento, o que só irá ocorrer após o novo Plano Diretor", diz Fugazza.

 

A EZTec não incluiu cláusula referente ao Plano Diretor nas suas compras de terrenos. Não há necessidade, de acordo com o diretor de relações com investidores, porque a empresa tem buscado áreas em regiões onde já não há mais estoque de outorga ou naquelas abrangidas pelas operações urbanas consorciadas. As regras das operações urbanas se sobrepõem ao Plano Diretor. "Procuramos fazer escolhas de terrenos em que a possibilidade de alteração das regras seja mínima ou inexistente. Não quero correr risco futuro", diz Fugazza.

 

O terreno em que está sendo desenvolvido o Jardim das Perdizes (projeto da Tecnisa, PDG e BV Empreendimentos), faz parte da Operação Urbana Água Branca. Na primeira quinzena de outubro, foi aprovado o projeto de lei que altera a Operação Urbana Água Branca, possibilitando a construção de imóveis em mais 1,8 milhão de m2 em parte dos bairros da Água Branca, Perdizes e Barra Funda. "Isso nos libera para desenvolver o Jardim das Perdizes todo. O potencial construtivo esgotado volta a existir", diz Villas Bôas.

 

Todos os projetos protocolados na Prefeitura de São Paulo até 31 de julho serão submetidos às regras do antigo Plano Diretor da cidade. Não está claro, porém, qual será o tratamento para os projetos com data de protocolo entre 1º de agosto e a sanção do novo Plano Diretor. "A tendência é que o mercado de compra de terrenos seja paralisado, a não ser que haja um indicativo de que a lei vigente será respeitada", diz o presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Claudio Bernardes.

 

O diretor-presidente da Brasil Brokers, Sergio Freire, diz não esperar que as regras do novo Plano Diretor sejam retroativas até 1º de agosto. Na avaliação de Freire, o primeiro movimento já decorrente da expectativa de mudança das regras é que as incorporadoras estão acelerando o processo de pedido de aprovação de projetos. "Os grandes escritórios de arquitetura estão abarrotados de projetos no momento", diz Lopes, da Arquimóvel.

 

 

Puxadas por SP e RJ, vendas de imóveis residenciais novos crescem 13% no País

16/10/2013
Autor: Luiza Belloni Veronesi 
Fonte: InfoMoney


Apenas São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram variações positivas entre nove estados brasileiros.

SÃO PAULO – As vendas de imóveis residenciais novos registraram alta de 13% em dois de nove estados brasileiros no primeiro semestre deste ano, ante igual período de 2012. Segundo estudo do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), São Paulo e Rio de Janeiro cresceram as vendas em 39% e 8%, cada.

Em São Paulo, o número de imóveis novos comercializados passaram de 20,6 milhões para 28,7 milhões. Já no Rio, 5,8 milhões de unidades foram vendidas no período, um acréscimo de 400 mil em relação a 2012.

As maiores quedas nas vendas de imóveis residenciais no período foram registradas no Ceará, com -32%, Minas Gerais, -16%, e Pernambuco e Goiás, ambos com retração de 9% nas vendas de unidades.

O levantamento se baseou em pesquisas de mercado de entidades na Bahia, Goiás, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e João Pessoa.

Lançamentos

No comparativo de janeiro a junho entre os anos 2012 e 2013, o destaque ficou por conta de Goiás, com uma alta de 50% no número de imóveis residenciais lançados. A região metropolitana de João Pessoa também apresentou variação significativa, com uma alta de 48%. Ele é seguido por São Paulo, 41%, e Rio de Janeiro, com alta de 9% nos lançamentos residenciais.

Já os estados que apresentaram queda nos lançamentos foram: Paraná (-51%), Rio Grande do Sul (-48%) e Ceará (-37%).

 

Iguatemi vai administrar shopping Pátio Higienópolis em São Paulo

16/10/2013
Autor: Renato Rostás 
Fonte: Valor


SÃO PAULO – A Iguatemi venceu concorrência para administrar o Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo. Comunicado enviado nesta quarta-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informa que a empresa encontra-se em estágio de discussão do contrato que assinará para operar o empreendimento.

O shopping center tem como sócia a Brookfield e possui área bruta locável (ABL) de 34,9 mil metros quadrados. São 260 lojas distribuídas por seis pisos da construção que foi concluída em 1999. A expansão do local foi realizada em 2010.

Na segunda-feira, a JHSF Participações adquiriu 17% da primeira parte do shopping e outros 21,37% de fatia na expansão, por R$ 350 milhões. A participação era detida pela Fundação Conrado Wessel.

 

 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Investidor ainda foge de fundo imobiliário

Investidor ainda foge de fundo imobiliário

Foto: Agência Brasil

Lastro em tijolo sugeria a investidores que perda em FIIs era muito pouco provável

Os fundos imobiliários (FIIs) continuam a perder clientes, apesar de o setor dar sinais de recuperação. Em setembro, o número de investidores nesse tipo de aplicação, que crescera quase ininterruptamente até junho, recuou novamente, pra 101.710 mil, o menor número desde fevereiro deste ano. 

A fuga decorre do desempenho cambaleante que os FIIs têm tido ao longo de 2013. De janeiro a setembro, o Ifix – indicador que reflete o desempenho dos fundos imobiliários negociados em bolsa – caiu 11%, de acordo com dados da BM&FBovespa. Desde junho, o valor de mercado dos FIIs negociados em bolsa tem sido reiteradamente menor do que o patrimônio que eles têm nas carteiras – em agosto, ficou 11% menor.

E, como apontam analistas, as perdas têm sido generalizadas, o que dificulta a vida do investidor. De acordo com dados da Economática, entre os cinco FIIs com as piores quedas nos retornos neste ano estão um fundos que investem em outros fundos e títulos imobiliários (BTG Fundo de Fundos, -29,95% e Maxi Renda, -26,7%), em escritórios (BB Votorantim JHSF Cidade Jardim Continental Tower, -27,16%; Memorial Office, -26,33%) e shoppings (Floripa Shopping, -26,33%). 

Os produtos também têm se tornado menos líquidos. O volume negociado recuou 8% em setembro em relação a agosto, para R$ 471,2 milhões, o menor valor desde novembro de 2012.

Susto

O desempenho ruim dos FIIs ainda é melhor do que o das ações: neste ano, o Ibovespa já recuou 14% e o Imob, que reflete os títulos de empresas do setor imobiliário, 17%. Mas o tombo foi suficiente para assustar investidores que não contavam que os FIIs, por serem lastreados em tijolo (ainda que indiretamente, via fundos de títulos imobiliários), também poderiam cair.

"As pessoas pensavam 'em imóvel você não perde dinheiro'. E começaram a perder", diz Michael Viriato, professor de finanças do Insper, instituto de ensino e pesquisa. "Com imóvel você também perde dinheiro, mas no físico você não vê o valor flutuando [ como nos fundos imobiliários ]

."

Para Viriato, o que jogou contra os fundos foi a elevação das taxas de juros de mercado em antecipação das altas da Selic realizadas pelo Banco Central. Na última quarta-feira, data da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa básica da economia chegou a 9,5%, na 5ª elevação consecutiva.

O professor do Insper acredita, entretanto, que o pior já passou. Apesar da queda no conjunto do ano, em setembro o Ifix registrou a primeira alta após três meses consecutivos de recuo, segundo os dados da BM&FBovespa. Por isso, quem permaneceu com os títulos não deve se desfazer deles, aconselha Viriato.

"A visão do mercado hoje é de que pode haver mais um aumento [ da taxa Selic ]

e acabou. Dado isso e, se a economia brasileira não se deteriorar, pode haver uma elevação tanto do Idiv [ índice das ações que pagam bons dividendos, como os fundos imobiliários ]

como dos fundos imobiliários", diz o professor.

A saída de investidores também deve ser estancada. 

"Grande parte dos investidores que não entendiam o produto fundo imobiliário já saíram. Cada vez mais você verá menos pessoas saindo."




Alexandre Assolini
PMKA Advogados

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Marriott e Mega terão hotel no Rio

Valor Econômico, Ana Paula Ragazzi, 11/out

A Mega Realizações Imobiliárias fechou uma parceria com o grupo americano Marriott International para o lançamento de um hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. Pelo acordo, a bandeira do hotel será AC by Marriott - em 2011, o grupo americano comprou 50% da espanhola AC Hotels. A associação com a Mega representa a estreia no Brasil dessa marca - um hotel "design", de quatro estrelas.

 

O Marriot será o administrador do hotel, que deverá estar pronto no primeiro trimestre de 2016 - a tempo da Olimpíada. O contrato assinado tem validade de 20 anos. Após os primeiros dez, o Marriot, unilateramente, decide se quer prorrogá-lo por mais 5 anos. Passado esse prazo, novamente a rede americana terá a prerrogativa de decidir se quer continuar no comando por outros 5 anos.

 

Procurado pelo Valor, o Marriot, que tem capital aberto nos Estados Unidos, não se pronunciou por estar em período de silêncio, em função da divulgação de resultados. Walter Oaquim, presidente da Mega, disse que o hotel será vendido a investidores com um formato diferenciado. Em vez de colocá-lo dentro de um fundo imobiliário ou buscar compradores para os apartamentos, serão vendidas "partes ideais" do empreendimento.

 

Nesse modelo, o investidor não será dono de uma cota, mas sim de uma fração da área total construída - ao fechar o negócio, o investidor recebe uma escritura, atestada no Registro Geral de Imóveis (RGI), como acontece quando se compra um imóvel. Não haverá a venda, portanto, de valores mobiliários.

 

Como administrador do hotel, o Marriott deverá levantar receitas com a hospedagem, eventos, produtos e serviços comercializados no hotel. Depois de pagar todas as contas e retirar as taxas que cobra para operar e emprestar sua marca ao empreendimento, vai distribuir a soma restante como uma espécie de dividendo aos compradores das partes ideais.

 

"Inicialmente, a ideia era vender como um fundo imobiliário. No entanto, uma das exigências para empacotar o produto dessa forma seria uma garantia de rendimento mínimo por um período de cinco anos, com os quais os empreendedores não concordaram", diz Oaquim. Além disso, pesou para a decisão o fato de pesquisas mostrarem que o investidor prefere ter em mãos uma escritura em vez de uma cota.

 

O hotel será dividido em 1.000 partes ideais. Desse total, 10% serão adquiridos por sócios e fornecedores do projeto, como a própria Mega, a Dominus, incorporado e construtora que erguerá o hotel, além de engenheiros e arquitetos envolvidos. As 900 partes restantes serão vendidas pelos corretores da imobiliária Patrimóvel. Cada uma será vendida a um preço médio de R$ 240 mil - a partir de três partes haverá descontos. O valor poderá ser financiado em até 37 vezes. O Valor Geral de Vendas (VGV) é estimado em R$ 230 milhões. A compra das partes não dá direito de utilizar os quartos.

 

Ao comprar as frações, além de receber a escritura referente a seu pedaço no hotel, o investidor se associará a uma Sociedade em Conta de Participação (SCP). Essa sociedade terá um "sócio ostensivo", como se diz no jargão do setor, que será a Rio Barra, Sociedade de Propósitos Específico (SPE) criada pela Mega e que figura como a dona do terreno em que o hotel será construído. É a Rio Barra que está vendendo as partes do empreendimento ao investidor e que também será a responsável por receber os recursos pagos pelo Marriott, recolher o Imposto de Renda (IR) e distribuir os dividendos aos investidores.

 

Como a Rio Barra não tem a expertise nesses procedimentos, contratou a Prodomus, especializada em serviços de gestão de quartos de hotéis, para cuidar dos pagamentos. A Prodomus é ligada à construtora Dominus e também será a responsável por fiscalizar e auditar os trabalhos do Marriott. Esse trabalho da Prodomus custará aos compradores das partes ideais uma taxa de 2% sobre os dividendos que irão receber.

 

"Esse modelo, conhecido como 'pool hoteleiro' evita a bitributação. Dessa forma, o imposto será pago apenas pela pessoa jurídica. A SCP foi criada apenas para que o comprador possa receber o dividendo já líquido do pagamento de IR", explica Oaquim.

 

Os responsáveis pelo lançamento vão dispor de recursos para o capital de giro no primeiro ano de funcionamento do hotel. A Mega vai colocar R$ 3 milhões e o Marriot, R$ 2,5 milhões - se for necessário. Além disso, 1% do faturamento do hotel será destinado a uma reserva para dar conta de eventuais despesas extraordinárias. O Marriott cobra taxas pelo uso da bandeira, para marketing e um percentual do lucro obtido - os valores não foram revelados.

 

Quem comprar as partes ideais não será sócio do Marriott, que responde apenas pela gestão do hotel por um prazo de dez anos, prorrogáveis por mais dez.

 

Pelo projeto, o hotel terá 14 andares e 378 quartos, cada um com 25 metros quadrados e terá um total de 22 mil metros quadrados de área construída. O terreno está localizado no início da Barra, a 600 metros da praia e de grandes centros comerciais.

 

Segundo Oaquim, o empreendimento poderá atender tanto a um perfil de viajantes de lazer quanto de negócios. Estimativas internas indicam que o retorno para o investidor pode ser de 1% ao mês, líquido de imposto, se houver uma taxa de ocupação de 72%. Qualquer venda da parte ideal adquirida poderá ser feita através da transferência de escritura, como acontece com um imóvel. E ele acredita que, nesse momento, o investidor vai se beneficiar da valorização do empreendimento.

 

O terreno onde o hotel será construído é da família proprietária do Grupo Mega, que presta serviços de locação de equipamentos pesados, como guindastes, gruas e geradores. Ao decidir realizar o empreendimento no terreno, a empresa criou um novo braço, de realizações imobiliárias.

 

Comprar imóveis no exterior é boa opção de investimento

 

10/10/2013
Autor: Terra 
Fonte: Terra


A procura de brasileiros por imóveis no exterior é crescente. Segundo o Banco Central, entre 2007 e 2011 o investimento direto em atividades imobiliárias em países como Estados Unidos, Portugal e Espanha cresceu 360%. Somando-se os gastos com a compra a serviços como corretagem, o valor chega a US$ 1,1 bilhão – equivalente à R$ 2,42 bilhões. A crise financeira dos Estados Unidos em 2008 e os recentes problemas econômicos europeus impulsionaram esse mercado. Mais do que uma opção de lazer, comprar imóveis fora do Brasil é uma alternativa de investimento.

Segundo Renato Teixeira, presidente da rede imobiliária RE/MAX Brasil, a crise norte-americana tornou os preços do país mais baratos que o de imóveis no território brasileiro, como no Rio de Janeiro. Quem deseja passar as férias no exterior busca áreas turísticas com clima semelhante ao do Brasil, o que coloca a Flórida como a região mais procurada. Rodrigo Gomes Bellini, sócio-diretor da rede Century 21 Max – Rio de Janeiro, diz que Orlando é o local mais procurado, por ter um preço mais acessível, enquanto Miami vem se valorizando.

Nos Estados Unidos, o perfil médio do imóvel procurado pelos brasileiros custa de US$ 250 mil a US$ 400 mil, de acordo com Teixeira. Influencia nesse valor principalmente a localização. Embora haja quem procure uma segunda moradia, na maioria dos casos, os brasileiros compram buscando um investimento, que pode render pela valorização e pela locação para turistas.

O processo de aquisição do imóvel é pouco burocrático, em especial nos Estados Unidos. Uma vez confirmada a disponibilidade do valor necessário na conta do comprador, uma minuta contratual é elaborada, o contrato é feito e a remessa enviada aos Estados Unidos. Não é preciso abrir conta em um banco americano. O brasileiro tem acesso fácil a crédito no país, afirma Teixeira. É possível financiar até 70% do imóvel, sendo necessário comprovar a renda. Ainda assim, a maior parte das compras é à vista. Se financiado, a entrada pode ser a partir de 30% do valor, estando sujeito a aprovação de crédito e com juros entre 4% e 5% ao ano, afirma Bellini.

Ainda que normalmente se busque imóveis mais caros, apartamentos de um dormitório em Orlando, próximos aos parques da Disney, custam a partir de US$ 60 mil (R$ 132 mil). O valor pode dobrar para um bom imóvel em Aventura, Miami.

Investimento na Europa

O terceiro local mais procurado pelos brasileiros, segundo Bellini, é Portugal, que vem tentando atrair investidores daqui. “Em Portugal, as instituições bancárias não possuem uma linha de financiamento específica para estrangeiros, mas os brasileiros podem se valer de uma linha normal, oferecida aos portugueses. Neste caso, ter dupla nacionalidade ou um fiador português são os requisitos”, ressalta Teixeira. O financiamento pode chegar até a 80% do imóvel. Além dos custos de aquisição, a escritura e os registros – que somam no máximo mil euros – e o imposto de selo – porcentagem do empréstimo bancário – também devem ser pagos. Um apartamento com dois dormitórios em Lisboa pode ser encontrado por 70 mil euros (R$ 209 mil).

Punta del Este, no Uruguai, e Espanha completam a lista dos locais mais procurados. Imóveis na praia uruguaia só podem ser adquiridos se o comprador tiver rendimento no país, afirma Bellini. Um flat na praia espanhola de Torremolinos, ao sul do país, pode custar 50 mil euros (R$ 149,5 mil).

Espanha, Portugal e Grécia oferecem os melhores preços da Europa. Mas Teixeira alerta que os investidores precisam analisar caso a caso, já que não é possível saber quanto tempo essa desvalorização irá durar.