sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Caixa tem R$ 39 bi para financiar a casa própria

O Estado de S. Paulo - São Paulo/SP - NOTÍCIAS - 12/08/2011 - 08:40:00

Estado de São Paulo corresponde a 25% da demanda por crédito para moradia, o que, nesse total de recursos, representa R$ 9,75 bilhões

 

Luciele Velluto, do Jornal da Tarde

 

SÃO PAULO -

 

A Caixa Econômica Federal ainda tem R$ 39 bilhões disponíveis para emprestar para quem quiser comprar a casa própria até o fim do ano. Dos R$ 84 bilhões previstos para serem destinados ao setor de habitação em 2011, R$ 45 bilhões já foram contratados até o início de agosto.

 

O Estado de São Paulo corresponde a 25% da demanda por crédito para moradia, o que, nesse total de recursos, representa R$ 9,75 bilhões.

O dinheiro destinado para o financiamento de imóveis pode ser ainda maior, de acordo com o banco estatal. Como o movimento de contratação dos financiamentos costuma ser maior no segundo semestre, a previsão para o ano deve ser analisada nos próximos meses e pode chegar a R$ 90 bilhões. Essa seria a segunda revisão para cima do volume destinado ao financiamento feita pela Caixa.

No primeiro semestre deste ano foram realizados R$ 34,7 bilhões em negócios imobiliários pelo banco. O valor é 20% maior do que o movimentado no mesmo período do ano passado, informou ontem o vice-presidente de governo e habitação do banco, José Urbano Duarte.

 

"Esse crescimento não contabiliza os contratos do programa Minha Casa, Minha Vida de zero a três salários mínimos feitos no primeiro semestre do ano passado, pois não tivemos esse tipo de contratação nos primeiros seis meses deste ano", explicou Duarte.

 

Se essa modalidade estivesse contabilizada, o volume de crédito imobiliário concedido seria 3,4% superior na comparação entre o mesmo período dos dois anos.

Ao todo foram 496.351 unidades financiadas nos seis primeiros meses deste ano, sendo 51% dos contratos para pessoas que ganham até dez salários mínimos e se incluem programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

Desempenho

A Caixa detém 75% do mercado de financiamento imobiliário nacional, com uma carteira de R$129,3 bilhões emprestados. São três milhões de contratos, com prazo médio de pagamento de 181 meses e 80,4% dos clientes com idade de até 45 anos. A taxa de inadimplência em junho deste ano ficou em 1,72%.

Dos recursos da Caixa para financiamento imobiliário, 49,2% vêm do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e 49,8% são de recursos da poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo - SBPE).

Na opinião do presidente da instituição Jorge Hereda, não há temor de escassez de recursos para o financiamento imobiliário, como o setor de habitação já manifestou. "Estamos equacionados até 2013 e os recursos não vão acabar. A poupança não vai acabar. Se no ano que vem for necessário crescer 30% nesse setor, vamos crescer", disse.

Hereda afirma que um possível agravamento da turbulência econômica que atinge Europa e Estados Unidos já está em discussão na instituição.

 

"Não vamos tomar uma medida prévia e adiantar a crise. Os bancos privados erraram em 2008 ao limitar o crédito e perderam mercado. Vamos cumprir o nosso papel, se o governo precisar", afirmou Hereda.

A Caixa já analisa outras formas de levantar recursos para o crédito imobiliário. Uma seria a securitização dos ativos imobiliários, ou seja, transformar a dívida de financiamento em títulos comercializados no mercado financeiro.

 

Um teste já foi feito com esses títulos, no valor de R$ 250 milhões, para investidores com capital a partir de R$ 10 mil. "Tivemos êxito, com 1,6 mil investidores comprando esses títulos. Foi importante para sentir o apetite do investidor", declarou Márcio Percival vice-presidente de finanças da Caixa.

 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

CVM coloca em audiência pública proposta de alteração da Instrução nº 409, que dispõe sobre a constituição, a administração, o funcionamento e a divulgação de informações dos fundos de investimento - Criação dos fundos de ações "BDR Nível I"

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) coloca em audiência pública hoje, 09/08/2011, minuta de Instrução propondo alterações na Instrução CVM 409, de 18 de agosto de 2004, que dispõe sobre a constituição, a administração, o funcionamento e a divulgação de informações dos fundos de investimento.

A minuta propõe alterações no art. 95-B, §§ 3º e 4º e no art. 2º, § 7º, inciso II, com o objetivo de autorizar a inclusão de Brazilian Depositary Receipts Nível I ("BDR Nível I") na lista de ativos que podem ser considerados para o cumprimento do limite estabelecido no art. 95-B, §1º, inciso I, da mesma Instrução, desde que tais fundos se destinem exclusivamente a investidores qualificados e usem, em seu nome, a dsignação "Ações – BDR Nível I".

As alterações propostas representam mais um passo da CVM na direção de liberação gradual dos investimentos no exterior, autorizando investidores qualificados a investirem em fundos cujos ativos sejam lastreados 100% no exterior.

O prazo para envio de sugestões e comentários termina no dia 09 de setembro de 2011 e devem ser encaminhados para a Superintendência de Desenvolvimento de Mercado (SDM), preferencialmente pelo endereço eletrônico audpublica1111@cvm.gov.br ou para a Rua Sete de Setembro, 111, 23º andar, Rio de Janeiro – RJ, CEP 20050-901.

Clique aqui para ter acesso ao edital de audiência pública com a minuta de Instrução.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Arrematante pode usar valor pago em leilão para quitar dívidas condominiais

 

 

 

O arrematante pode solicitar a reserva de parte do valor pago em leilão para quitar dívidas condominiais que não foram ressalvadas pelo edital. A decisão é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao julgar um recurso em que foi leiloado um imóvel com dívidas condominiais e tributárias pendentes...

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Fonte: AASP

 

 

Diretor da Caixa diz que setor imobiliário deve melhorar ainda mais

08 de agosto de 2011 - 19h54

 

Para ele, Brasil é um dos poucos países do mundo em que financiamentos imobiliários são sustentados por recursos direcionados

 

MS Record

 

O setor imobiliário brasileiro vive momento de “extrema estabilidade”, com recordes de expansão ano a ano, e mais possibilidades se abrem para o futuro, em que pese a “suposta incapacidade” de a caderneta de poupança continuar a sustentar o avanço dos financiamentos do setor, avalia o diretor de Habitação e Infraestrutura da Caixa Econômica Federal, Teotônio Costa Resende.

 

Ao participar hoje (8) do Seminário de Crédito Imobiliário e Securitização, organizado pela Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos (Cetip), no auditório da Caixa, ele ressaltou que o Brasil é um dos poucos países do mundo em que os financiamentos imobiliários são sustentados por recursos direcionados. Para o setor continuar a crescer “vamos ter que buscar alternativas de crédito no mercado, a exemplo do que fazem outros países”, disse.

Na opinião de Resende, o refinanciamento pode ser bom negócio para os bancos, desde que seja só até o valor do imóvel. “Acima disso é um risco”, disse, e lembrou o que ocorreu nos Estados Unidos, em 2007, com os derivativos de créditos refinanciados com valores muito altos. Dentro do limite de 100% ele acha, inclusive, que até os correspondentes bancários podem ser usados como “braço operacional” para o refinanciamento.

 

Quem também se manifestou favorável à busca de novas fontes de financiamento para o setor foi o diretor executivo da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Filipe Pontual. Ele acha que o uso dos certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e de letras de crédito imobiliário (LCI) devem ser incentivados, juntamente com mais investimentos em qualificação profissional para levar sempre “mais credibilidade” para o setor.

Segundo Pontual, o setor imobiliário no país vive um “momento muito saudável”. Basta ver alguns números sobre o crescimento do setor, que movimentou R$ 3 bilhões em 2004, e de lá para cá evoluiu fortemente, a ponto de contabilizar investimentos de R$ 56,2 bilhões no ano passado. E o melhor, de acordo com ele, com nível de inadimplência muito baixo, de apenas 2,06% em 2010, contra níveis ao redor de 11% em 2003 e 2004.

 

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Rede social também serve para vender

O Estado de S. Paulo - São Paulo/SP - ECONOMIA - 07/08/2011

Empresas se preparam para ir além do simples relacionamento com o cliente

 

Renato Cruz - O Estado de S.Paulo

Muita gente fala sobre o protagonismo do Brasil em mídias sociais. Segundo a empresa de pesquisas de mercado comScore, 79,1% dos usuários brasileiros de internet visitaram o Orkut em junho, serviço em que o País é líder. Cinquenta e dois por cento usaram o Facebook e 27% o Twitter. Nos microblogs, o Brasil fica atrás somente da Holanda, em que 31,1% utilizaram o Twitter em junho.

 

Diante desse cenário, as empresas querem que sua presença nas redes sociais deixe de ser somente um canal de relacionamento com os clientes para transformá-la numa ferramenta de negócios. Ainda no início no Brasil, o chamado "social commerce" já é uma realidade em outros países, como os Estados Unidos.

No mercado americano, uma empresa chamada Payvment é a principal fornecedora de tecnologia para lojas no Facebook. Recentemente, ela lançou um shopping center virtual que reúne mais de 60 mil lojas, criadas por terceiros com o seu aplicativo.

 

"A expectativa é que, até 2015, o social commerce alcance um faturamento anual de US$ 30 bilhões nos Estados Unidos, o equivalente a 15% do comércio eletrônico americano", disse Gabriel Borges, fundador da LikeStore, que se inspirou em serviços internacionais como a Payvment para criar uma ferramenta de loja virtual no Facebook para brasileiros. "Nos EUA não é modinha, já pegou."

A empresa começou um piloto em maio, em que a Show de Ingressos vendeu no Facebook ingressos para o show do cantor Jack Johnson no Recife. Depois disso, abriu um cadastro para interessados, que teve mais de 2 mil inscritos. Entre os que se cadastraram, 960 lançaram suas lojas. A fase comercial, em que qualquer usuário do Facebook pode criar sua loja, conectada ao seu perfil, começa agora.

Experimentação. Nessa fase de testes, o resultado foi limitado. A designer Ana Elise Ferrari levou há um mês sua loja de pingentes e brincos, chamada Capuleto, para a rede social. "Muita gente vem do Facebook e compra no meu site", disse Ana Elise. "Vendas no Facebook mesmo, fiz uma ou duas." Em seu site, normalmente ela faz cerca de 30 vendas nos meses em que faz campanha de e-mail marketing.

Até quarta-feira, haviam sido feitas 290 vendas pelo sistema da LikeStore, que é gratuito para a criação da loja. A remuneração da LikeStore é de 2% das vendas. A MoIP, que oferece os meios de pagamentos, cobra 5,9% do valor da venda, mais uma taxa fixa de R$ 0,39 por transação.

 

"No social commerce, o consumidor é exposto a ofertas com a curadoria dos amigos", disse Borges. O comprador pode publicar no seu mural do Facebook as compras que fez, podendo vir a interessar sua rede de amigos.

Imóveis. Mesmo sem ter uma solução que permita fechar negócios na rede social, a incorporadora Cyrela tem conseguido vender imóveis no Facebook. "O diferencial é que temos um chat integrado", diz Fernando Moulin, gerente geral de e-Business da Cyrela. Com isso, os corretores podem mostrar fotos, passar as informações e marcar a visita para o cliente assinar o contrato.

A primeira venda foi feita em abril, quando um cliente do Paraná negociou pelo Facebook um apartamento em Recife, cidade para a qual estava se mudando. Antes de assinar o contrato, usou o aplicativo da empresa no iPhone para que a esposa pudesse ver fotos e informações do imóvel, já que ela não estava na cidade para visitá-lo pessoalmente.

A ferramenta de chat foi fornecida pela Direct Talk. "Na minha opinião, as redes sociais servem tanto para vendas quanto para relacionamento com os clientes", disse Marcelo Pugliesi, diretor de novos negócios da Direct Talk. "Não vejo esse encaixotamento."

Mas nem todo mundo é tão animado sobre o social commerce. "Como resultado, a mídia social ainda é um mito", afirmou Leonardo Cid Ferreira, diretor executivo da agência digital AD.Dialeto. "Serve mais para engajamento que para resultado."

Ele destacou, no entanto, que sua agência fez campanhas de vendas de bastante sucesso, mas baseadas em promoções. "As mídias sociais geram muito conteúdo, levam informação aos consumidores e, no longo prazo, acabam gerando resultado." Na visão dele, o social commerce é bom para gerar recomendações de produtos entre amigos.

 

Cartório se Isenta de Culpa por Assinatura Falsificada em Aluguel

 

FOLHA DE S. PAULO - IMÓVEIS - 7.8.2011

Descrição: http://www.aasp.org.br/aasp/imprensa/clipping/imagens/bg_not_03.png

Descrição: http://www.aasp.org.br/aasp/imprensa/clipping/imagens/bg_not_04.png

 

Um tribunal de segunda instância da cidade de São Paulo decidiu que o cartório que reconheceu firma de uma assinatura falsa não deveria indenizar a suposta fiadora...

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Bancos apostam em títulos imobiliários

Por Redação BNI http://noticias.bahianoticias.com.br/conteudo/imoveis/noticias/bancos-apostam-em-titulos-imobiliarios

 

Grandes bancos com atuação reduzida ou nula em securitização de recebíveis, como Bradesco, Caixa e Citibank, preparam maior distribuição de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e fundos a seus clientes.

A partir do ano que vem, essas instituições financeiras deverão transformar parte da carteira de crédito imobiliário em valores mobiliários e vendê-los aos clientes para levantar recursos para atender a demanda de empréstimos voltados à compra da casa própria.

Essas operações têm como principal objetivo testar a estrutura dos bancos para fazer securitização em larga escala e distribuí-la na rede de atendimento, na forma de títulos como os CRIs e cotas de fundos que incluam esses papéis.

"O ano de 2011 é um divisor de águas. Em 2012 já começaremos a ter alguma operação piloto para testar essas fontes alternativas", afirma o diretor de crédito imobiliário do Bradesco, Cláudio Borges.

Para o executivo, outras instituições devem fazer o mesmo teste a partir do ano que vem. Isso porque a expectativa é que a partir de 2013 a poupança, principal fonte de recursos para o crédito imobiliário, deixe de ser suficiente. "Será uma transição tranquila. Quando chegarmos em 2014 essa questão já estará equacionada", acredita.

No início do ano, a Caixa Econômica Federal - que possui mais de 70% do mercado de financiamento imobiliário no País - fez a securitização de uma pequena parcela de sua carteira, com a distribuição de cerca de R$ 250 milhões em CRIs em sua rede de agências.

Esse teste também pode ser feito pelo Citibank. O superintendente de produtos e seguros da instituição, Rodrigo Cury, explica que por falta de fontes alternativas, o banco já limita a concessão de crédito imobiliário à demanda dos clientes. "Estamos deixando de ofertar para atender apenas a demanda dos clientes e isso é uma pena", lamenta.

Cury acrescenta que a captação de poupança, com taxa de juros em alta, é mais difícil quando outros produtos de investimento apresentam rentabilidade maior. O que torna a situação do Citibank menos dramática é que uma parcela das operações são quitadas antecipadamente, o que libera parte dos recursos para novas operações.

O superintendente do Santander, Fernando Baumeier, acredita que a partir de 2013 todos os bancos começarão a fazer as contas sobre a capacidade da poupança de suportar o crescimento do crédito imobiliário. O banco já fez uma securitização de parte de sua carteira em 2008, mas foi apenas um teste. "Em um futuro próximo teremos mais espaço para securitizar a nossa carteira", garante.

Já no HSBC, além da securitização, espera-se que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) também comece a ser mais utilizado. "Mas para isso precisamos de maior agilidade na liberação de recursos por parte do FGTS", pondera o diretor de crédito imobiliário do banco, Antonio Barbosa. (com informações de Brasil Econômico)