terça-feira, 28 de junho de 2011

Crédito para imóveis no Banco do Brasil é recorde

O Estado de S. Paulo - São Paulo/SP - NOTÍCIAS - 28/06/2011

 

Altamiro Silva Junior - O Estado de S.Paulo

 

Saldo da carteira de financiamentos imobiliários da instituição atingiu R$ 5 bilhões em maio e mais que dobrou em relação ao mesmo mês de 2010

 

O crédito imobiliário não para de crescer no Banco do Brasil. A carteira do segmento acaba de atingir a marca de R$ 5 bilhões, segundo dados divulgados pelo banco ontem. O crescimento foi de 114% na comparação com o saldo de maio do ano passado.

 

O Banco do Brasil também registrou em maio o maior volume contratado para um único mês em toda a série histórica da sua carteira de crédito imobiliário, iniciada há três anos. "O ritmo continua forte e deve se manter assim", disse à Agência Estado o vice-presidente de negócios de varejo do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli.

 

Em maio, o Banco do Brasil fechou 2 mil operações com pessoas físicas, com desembolso de R$ 289 milhões. Esse volume supera com folga o recorde anterior, de dezembro de 2010, quando foram desembolsados R$ 261 milhões.

 

A meta do banco para o segmento em 2011 não foi alterada, apesar do crescimento acima de 100% das operações.

 

Segundo o executivo, a projeção continua sendo dobrar a carteira do segmento, fechando dezembro em R$ 7 bilhões. "Talvez feche um pouco acima desse valor, mas a meta está mantida", disse Caffarelli.

 

Da carteira total do banco público, 82% das operações são de crédito para pessoas físicas e o restante para pessoa jurídica. Segundo Caffarelli, o banco vem reforçando sua atuação neste último segmento e já fechou acordos de financiamento com as 16 maiores construtoras e incorporadoras brasileiras.

 

Na comparação com maio do ano passado, a carteira de pessoa jurídica cresceu 266%, fechando o mês em R$ 854 milhões. A tendência, de acordo com o executivo, é que nos próximos anos, a participação da pessoa jurídica chegue a 50% da carteira, como ocorre nos bancos que operam com crédito imobiliário há mais tempo.

 

O Banco do Brasil ocupa o quinto lugar no ranking dos bancos que operam no mercado imobiliário. O ranking é liderado pela Caixa Econômica Federal, seguida por Itaú, Santander e Bradesco. Segundo Caffarelli, a meta do BB é até o final do ano que vem estar entre os três maiores do setor. O banco tem de R$ 5 bilhões para emprestar.

 

Minha Casa. Caffarelli avalia que a segunda fase do projeto Minha Casa, Minha Vida vai contribuir para manter o mercado imobiliário aquecido. O Banco do Brasil vai ampliar sua participação no programa do governo federal. A partir de janeiro de 2012, vai atender os mutuários com renda menor que R$ 1,6 mil. O banco já atuava no programa com a oferta de crédito com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para o público com renda entre R$ 1,6 mil e R$ 5 mil.

 

 

 

Petrobras quer fazer captações em euros

DCI - São Paulo/SP - FINANÇAS - 28/06/2011

 

São Paulo - O diretor Financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou ontem que a companhia estuda fazer, ainda este ano, uma captação no exterior em euros, ou em outras moedas, como a libra esterlina. "Em dólar, já fizemos uma captação em janeiro. Não voltaremos ao mercado nesta moeda", acrescentou o executivo, depois de participar de evento em São Paulo.

 

Apesar dos estudos, o executivo afirmou que a companhia não tem pressa de captar recursos no mercado, dada sua situação financeira confortável. "Não temos uma meta para o ano e sim até 2014, que hoje é de US$ 47 bilhões", disse. De acordo com Barbassa, cerca de US$ 29 bilhões se referem à necessidade de captação de recursos para amortizar dívidas e aproximadamente US$ 17 bilhões será dinheiro novo para investimentos.

 

Este ano, a companhia já captou US$ 9 bilhões, sendo US$ 6 bilhões em operações na moeda americana. Além das captações no exterior, o executivo contou que a empresa trabalha com outras fontes de financiamento, como banco de fomento, agência de crédito à exportação e Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRIs), para construção de novos edifícios.

 

Sobre o novo plano de negócios 2011-2015, Barbassa comentou que a revisão dos investimentos ainda não foi concluída. Neste contexto, evitou estabelecer prazos para a conclusão deste trabalho.

 

 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Wealth do BTG quer ampliar atuação no mercado externo

Angelo Pavini | De São Paulo

Depois de recomprar o banco do suíço UBS, a área de gestão de fortunas, ou "wealth management", do BTG Pactual se prepara agora para ampliar suas operações no mercado internacional. Com escritórios em Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio, a área conta com 90 pessoas, das quais 40 consultores e 25 gestores de recursos, e pode ser considerada uma das maiores do setor no país, com R$ 34 bilhões sob gestão. O valor representa um crescimento de R$ 20 bilhões em relação aos R$ 14 bilhões de 2009, quando o negócio com o banco suíço foi desfeito, lembra Renato Cohn, que coordena a área ao lado de Rogério Pessoa Albuquerque.

O duplo comando é uma das peculiaridades do "wealth" do BTG. Os dois começaram a trabalhar juntos em 1999, no então Pactual, e passaram juntos pela venda do banco e sua recompra pelos sócios brasileiros. Agora, com uma base sólida no país, a dupla quer ampliar os negócios no exterior. "Temos interesse grande na expansão no Chile, América Central, Estados Unidos e Europa, onde estamos presentes", diz Pessoa. Ele quer agora aproveitar o fato de "o Brasil estar na moda" lá fora, o que aumenta as consultas de estrangeiros sobre como e onde investir aqui.

Um passo importante será a expansão das atividades da corretora do BTG em Nova York. Hoje ela só pode operar com clientes institucionais, ou seja, fundações e fundos de investimento. "Pedimos licença para atender também pessoas físicas nos Estados Unidos", afirma Pessoa. Até o fim do ano, o banco poderá custodiar ativos nos EUA, facilitando a atuação com pessoas físicas. O BTG já tem uma equipe de "private banking" em Nova York para atender os clientes tanto dos EUA quanto da América Latina. "O passo seguinte será a Europa", afirma Cohn.

Um diferencial que o BTG pretende oferecer é o coinvestimento, em que o estrangeiro participará dos mesmos projetos nos quais os sócios do banco estão aplicando. "É uma forma de alinhar os interesses do banco e dos clientes", diz Albuquerque.

A ideia é também trabalhar a imagem de especialista em Brasil nos escritórios de Nova York, Los Angeles, Hong Kong e Londres, dizem os executivos. O alvo são clientes de altíssima renda ("ultra-high-networth") americanos, europeus e emergentes. Em geral, são investidores com mais de US$ 20 milhões para aplicar.

O interesse dos estrangeiros está em ações e no setor real da economia, como empresas de capital ainda fechado. Uma das vantagens do BTG é que o banco se tornou uma franquia global de gestão de recursos conhecida em importantes centros financeiros. "Temos um fundo hedge, o Global Emerging Markets and Macro, criado em 2009, e que já investe em vários países, com sete estratégias, como moedas, títulos e ações", afirma Pessoa. O fundo tem hoje U$ 2,3 bilhões.

A carteira recebe aplicações de um multimercado local para investidores brasileiros superqualificados (com mais de R$ 1 milhão) e que tem hoje um patrimônio de R$ 1,4 bilhão. "A gestão lá fora não é brasileira, usamos as equipes dos escritórios internacionais, que são especialistas nos mercados locais, para cuidar dos ativos", diz Pessoa.

Logo depois da crise de 2008, por exemplo, a equipe dos EUA aproveitou o baixíssimo preço das hipotecas para criar um fundo para comprar esses papéis na bacia das almas, conseguindo um excelente retorno, lembra o executivo.

Cohn admite que o IOF sobre aplicações de estrangeiros reduziu o fluxo de recursos para o país. "Hoje, só aplicações de três ou quatro anos valem a pena em renda fixa, mas nesse prazo o risco cresce muito, principalmente com a moeda brasileira tão valorizada", afirma. "Mas ainda vemos interesse estrangeiro pelo setor imobiliário e em empresas", diz.

No mercado local, o BTG Wealth vê grande interesse dos brasileiros por papéis de renda fixa isentos de imposto em seu rendimento, caso dos títulos ligados ao mercado imobiliário ou agropecuário. "Vemos muitos trocando CDBs por Letras de Crédito Agrícola (LCAs) ou por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e alongando os prazos", explica Cohn.

Ao mesmo tempo, há uma saída dos fundos multimercados. "Com uma LCA rendendo 105% a 107% do CDI, os fundos multimercados precisam render 120%, 130% do CDI, senão não chamam a atenção", diz o executivo. "No longo prazo, os multimercados fazem diferença em termos de rentabilidade, mas o investidor só olha o curto prazo, e o desempenho dos gestores não foi bom recentemente.

A gestora está também sugerindo aumento nas aplicações em ações, aproveitando a queda do mercado. "No começo do ano, a economia americana estava mais aquecida e isso levou os estrangeiros para a bolsa de lá, deixando o Brasil, mas agora a situação mudou", diz Pessoa. As empresas brasileiras estão com bons lucros e seus papéis podem se recuperar no longo prazo, afirma. Outra opção são as notas estruturadas, em que o investidor recebe apenas uma parte do ganho da bolsa, mas tem a proteção do capital investido.

O banco criou também uma área de "family office", para atendimento mais amplo das famílias mais ricas, em outubro, que já conta com R$ 750 milhões de oito famílias. Cohn e Pessoa contam com a estrutura do BTG para oferecer mais serviços para os endinheirados. "Temos capacidade para ajudar clientes que queiram vender a empresa, abrir o capital ou fazer um planejamento patrimonial, além de uma assessoria financeira com a experiência de sócios do nível dos ex-Banco Central Pérsio Arida e Eduardo Loyo", afirma Pessoa. A área de fortunas do BTG tem como foco clientes a partir de R$ 3 milhões. "Mas nosso perfil médio é mais acima de R$ 20 milhões."

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O desafio de garantir moradia para todos

Estado de São Paulo - 22/06/2011

Romeu Chap Chap - O Estado de S.Paulo

O anúncio da segunda fase do programa governamental Minha Casa, Minha Vida traz importantes avanços. De acordo com as primeiras notícias, que serão confirmadas na edição da lei, foi feito o necessário ajuste no valor máximo dos imóveis nos grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília (de R$ 130 mil para R$ 170 mil). Além disso, a faixa de renda foi corrigida, permitindo beneficiar famílias com rendimentos de até R$ 5 mil.

Com recursos da ordem de R$ 125,7 bilhões até 2014, oriundos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e do Orçamento-Geral da União e suficientes para mais de 2 milhões de moradias, o programa vai privilegiar a baixa renda - 60% do total será destinado àqueles com salário mensal de R$ 1,6 mil.

O Minha Casa, Minha Vida se consolida como o maior e mais consistente programa de habitação de interesse social dos últimos tempos e merece ser adotado como uma verdadeira política nacional (apartidária). Mas é preciso que todos os brasileiros possam ter acesso à moradia. E, nesse aspecto, temos um segmento da população, entre a baixa e a alta rendas, que precisa ser considerado. Hoje, essa faixa é atendida pelos agentes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com recursos da caderneta de poupança.

Esses financiamentos reapareceram após quase duas décadas de minguadas operações. Entre 1986 (quando inexplicavelmente foi extinto o Banco Nacional da Habitação - BNH) e 2004 (ano da instituição do novo marco regulatório do crédito imobiliário), os empréstimos foram inexpressivos. Aliás, em 2004 foram financiados em âmbito nacional apenas R$ 3 bilhões.

Com a segurança proporcionada pelo marco regulatório a financiadores, compradores e empreendedores, o volume de empréstimos do SBPE somou R$ 52 bilhões em 2010, e deve chegar a R$ 85 bilhões este ano.

A demanda é sólida. A classe média, que já corresponde à metade da população brasileira, assumiu seu devido lugar no mercado imobiliário e passou a ser alvo preferencial das empresas do setor. Mas esse cenário não permanecerá confortável indefinidamente. Cedo ou tarde a caderneta de poupança será insuficiente para financiar todos, o que obriga a estudar desde já novas fontes de recursos, tarefa à qual já se dedicam entidades como o Secovi-SP e a Abecip (que representa os agentes financeiros).

Importante lembrar que a ferramenta já existe. Trata-se do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), que foi criado em 1997, mas necessita de algumas condições para se tornar operacional.

Uma delas é a padronização dos contratos para facilitar a análise dos ativos em carteira de incorporadoras e agentes financeiros. O setor trabalha para equacionar essa questão e é esperada uma solução para breve.

Porém, há outro aspecto fundamental e que independe do setor: a taxa de juros. O Brasil tem a maior taxa real de juros do mundo (6,8%), utilizada como ferramenta de política econômica.

Não se nega a necessidade dessa medida. Pior do que taxas de juro elevadas é o aumento da inflação. Esse é um mal que ninguém deseja ver ressuscitado. Ele acaba com qualquer chance da previsibilidade indispensável para a compra do imóvel, pois a pessoa precisa confiar que continuará empregada e que poderá pagar as prestações.

Todavia, é necessário que as medidas macroeconômicas não se limitem aos juros. Afinal, enquanto as taxas permanecerem elevadas, será impossível colocar em prática instrumentos do SFI, como a securitização dos ativos imobiliários.

O País precisa de um modelo que permita ao SFI complementar o tradicional Sistema Financeiro da Habitação. Mais que novos proprietários de moradias, essa conjugação repercute no desempenho da economia nacional, permitindo que se confirme a previsão otimista de que o Brasil só será superado pela China em ritmo de crescimento nos próximos anos.

PRESIDENTE DO CONSELHO CONSULTIVO DO SECOVI-SP E DA ROMEU CHAP CHAP DESENVOLVIMENTO E CONSULTORIA 
IMOBILIÁRIA. E-MAIL: ROMEUCHAPCHAP@SECOVI.COM.BR 



terça-feira, 21 de junho de 2011

Mesmo com estoque de R$ 30 bi, mercado de CRIs é incipiente no Brasil

Filipe Pacheco | Valor

 

21/06/2011 13:05

 

SÃO PAULO – Ainda que os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) estejam sob o holofote entre os novos instrumentos para financiar o mercado imobiliário, o volume movimentado por este tipo de ativo ainda é incipiente, de acordo com o Marcelo Michaluá, diretor da RB Capital.

Os CRIs são uma forma típica de securitização, em que os créditos originados pelos bancos são empacotados, saem do balanço da instituição que originou a operação e cuja remuneração é atrelada ao conjunto dos financiamentos imobiliários que compõem a sua emissão. Hoje, representam cerca de 14% do crédito imobiliário total concedido no país, que soma pouco mais de R$ 200 bilhões no total, segundo dados do Banco Central (BC). Desse volume, cerca de 70% vem de recursos governamentais e do direcionamento obrigatório da poupança — os bancos são obrigados a aplicar 65% dos depósitos da caderneta no crédito imobiliário e à habitação

 

“O mercado de securitização imobiliária  (CRI) passou de R$ 30 bilhões em estoque recentemente, mas ainda é incipiente em volume total e em oferta de produtos”, disse Michaluá ao participar do encontro Café da Manhã com o Valor, que discutiu o tema “Soluções Alternativas de Financiamento para projetos imobiliários” nesta manhã, em São Paulo.  “Ainda assim, o potencial de crescimento é muito grande, com perspectiva de crescimento na casa das centenas de bilhões de reais para os próximos anos.”

Segundo as estimativas mais recentes do Banco Central (BC), o volume de crédito imobiliário total representa 5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, sendo que essa proporção nos Estados Unidos chega próximo a um terço do conjunto das riquezas nacionais. “O mercado imobiliário precisa de alternativas como os CRI”, disse Michaluá.

Lançado o Programa Minha Casa, Minha Vida 2

A presidenta Dilma Rousseff lançou hoje a segunda etapa do programa que vem realizando o sonho de milhões de brasileiros: o Minha Casa, Minha Vida. A meta é a construção de dois milhões de moradias, com investimentos de R$ 125,7 bilhões até 2014. Na primeira etapa, o programa permitiu a contratação de 1 milhão de moradias a partir de 2009.

No evento de lançamento, Dilma disse que a meta poderá ser ampliada em 600 mil moradias no próximo ano. Os financiamentos serão feitos pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil.

“Uma meta que se atinge deixa de ter validade porque se provou que se conseguiu a meta. Agora temos que buscar uma meta ainda maior. Eu quero aqui lançar um desafio. É fato que vamos fazer esses dois milhões [de moradias]”, disse a presidenta durante a cerimônia. “Se daqui a um ano estivermos em um ritmo adequado, mostrando nossa capacidade de fazer mais, vamos ampliar os recursos e nós vamos fazer mais 600 casas.”

População rural

A nova fase do Minha Casa, Minha Vida prevê, ainda, a ampliação das faixas de renda familiar urbana e rural e prioriza as famílias de menor renda: 1,2 milhão de casas (60%) destinadas a famílias que ganham até R$ 1.600 por mês.

Outra novidade do programa visa beneficiar as mulheres chefes de família com renda até R$ 1.600 por mês: agora elas poderão assinar contratos independentemente do estado civil. Haverá também uma parceria maior com as prefeituras, que receberão recursos para o desenvolvimento do trabalho social junto às famílias beneficiadas.

Eletrodomésticos

Dilma também disse que o governo vai estudar uma forma de financiamento especial para os chamados produtos da linha branca, eletrodomésticos, geladeiras, fogões, televisões e outros.

“De fato esse programa enseja uma demanda sobre a linha branca. As pessoas, quando mudam para uma casa nova, querem, muitas vezes, melhorar, comprar uma geladeira, trocar a sua cama, enfim. Vamos primeiro ver o nosso desafio de mais 600 mil unidades. Vamos cumpri-lo. Depois, vamos olhar se podemos também já agregar uma linha de financiamento para a linha branca”, disse Dilma.

Veja os benefícios:

- Aumento no número de moradias: mais 2 milhões de moradias para a população.

- Maior volume de investimentos: R$ 125,7 bilhões de 2011 a 2014.

- Ampliação das faixas de renda: de R$ 1.395 a R$ 5.000 mensais no meio urbano e de R$ 10.000 a R$ 60.000 anuais no meio rural.

- Prioridade às famílias de baixa renda: 60% das moradias serão destinadas às pessoas com renda até R$ 1.600 mensais.

- Aperfeiçoamento das regras: maior controle do programa, inclusão da modalidade reforma na habitação rural para baixa renda, maior proteção à mulher chefe de família, maior parceria com o poder público local no trabalho social.

- Moradias ainda melhores: ampliação da área construída para melhoria da acessibilidade, portas e janelas maiores, azulejos em todas as paredes da cozinha e banheiro, piso cerâmico em todos os cômodos, aquecimento solar nas casas.

 

 

 

 

 

 

Previ-Rio vai levar a leilão 28 mil m²

Valor | Paola Moura

20.06.2011

 

Ariane, presidente do fundo, ainda não definiu a forma de venda: "A Rio Negócios (agência de promoção de investimentos do Rio) está desenhando o modelo"

Terrenos valendo mais do que o dobro do que valiam há cinco anos e um mercado imobiliário superaquecido onde prédios comerciais são vendidos no máximo em dois meses, o ambiente parece ser o ideal para colocar à venda novas áreas. Por isso, a Previ-Rio, instituição que administra o fundo de pensão dos servidores de Prefeitura do Rio, decidiu vender cerca de 28 mil metros quadrados, divididos em oito terrenos, que ficam no entorno do prédio onde está localizada a Prefeitura, na Cidade Nova. O potencial de edificação da área é de 270 mil metros quadrados. "Hoje a cidade vive um momento ímpar com grande interesse de investimentos comerciais e residenciais", analisa a presidente do instituto, Ariane Di Iorio.

O Previ-Rio espera arrecadar com a venda cerca de R$ 600 milhões. A estimativa é de que o metro quadrado saia por R$ 8 mil para escritórios e chegue a R$ 11 mil para lojas. "Estamos num ponto privilegiado da cidade, a dez minutos do centro, na saída do Túnel Rebouças, próximo à Linha Vermelha e à Ponte Rio-Niterói, além de duas estações do metrô na porta", explica a Ariane. Só para ter uma ideia, no centro da cidade, o preço do metro quadrado pode chegar a R$ 14 mil, é o caso do valor cobrado no RB1, edifício que fica na Avenida Rio Branco número 1, na Praça Mauá.

A presidente do instituto explica que a modelagem ainda está sendo feita. "A Rio Negócios (agência de promoção de investimentos do Rio) está desenhando o modelo", conta. Segundo ela, ainda não foi decidido se o instituto terá participação nos empreendimentos ou se venderá totalmente as áreas.

No mercado imobiliário, a notícia dos novos terrenos foi bem recebida. Luis Henrique Rimes, diretor de Negócios Nacional da João Fortes acredita que o preço sugerido pelo fundo torna o negócio viável e que deve haver uma demanda pelos terrenos. "No entanto, não acredito em grandes valorizações para a área", afirma o diretor da construtora. Isso porque a licitação deve ocorrer junto com o início da oferta dos terrenos do Porto Maravilha, área mais próxima do centro da cidade.

Já Mario Amorim, diretor da Basimóvel, imobiliária que pertence ao grupo Brasil Brokers, além de acreditar na viabilidade do negócio, diz que a chegada de novos terrenos nessa proporção é salutar para o mercado. "Ela causará um equilíbrio de preços. Evitará a especulação no mercado", acredita. "O potencial para imóveis comerciais naquela região é muito grande e uma opção ao centro, porque tem bons acessos e o metrô na porta", conclui.

Ariane aposta que os terrenos do Previ-Rio podem ter uma atratividade maior, já que estão livres, com infraestrutura pronta e capacidade para receber alta tecnologia. "No Porto é preciso reformar os prédios e ampliar a capacidade tecnológica".

Os executivos concordam que este é um bom momento para o Previ-Rio vender os seus terrenos. "Esta é a hora para a Prefeitura vender, quando o mercado está aquecido", diz Marcelo Latini, sócio da Latini Bertoletti, empresa especializada no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários. Latini também acredita na viabilidade de empreendimentos residenciais na região, já que a área está bem próxima da Tijuca, que, atualmente, está sendo valorizada em função da instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). A própria Cidade Nova também foi beneficiada em função da instalação de uma UPP no morro do São Carlos, localizado em frente ao bairro.

Desde os anos 80, diversas administrações do Rio tentaram revitalizar a Cidade Nova. O primeiro passo foi a transferência da Prefeitura do Palácio da Cidade, em Botafogo, para o bairro encravado entre o Morro do São Carlos e a Avenida Presidente Vargas.

Nos anos 90, nova tentativa com a criação do projeto Teleporto e a construção do Edifício Centro Empresarial Cidade Nova, conhecido também como Teleporto, além de um anexo à Prefeitura. Durante esses anos, as casas e prédios que ficavam no entorno foram sendo desapropriados pelas sucessivas administrações para reurbanização da área, incluindo a Vila Mimosa, famosa zona de prostituição que ficava onde hoje está o Centro de Convenções SulAmérica. Além do Centro, a área recebeu, em 2007, um prédio novo da BR Distribuidora.

A maior parte dos terrenos que serão leiloados foi repassada pela Prefeitura ao Previ-Rio em 1997. O instituto fez um empréstimo ao município e recebeu como garantia os Carioquinhas, (títulos públicos da cidade). Com o escândalo dos títulos e para quitar a dívida, a Prefeitura repassou os terrenos.

O Previ-Rio tem em carteira R$ 2,334 bilhões, dos quais R$ 1,2156 bilhão em imóveis. Parte desse dinheiro é utilizado para financiar a casa própria dos servidores. Já o fundo que ele administra para pagar as aposentadorias e pensões, o Funprevi, tem em carteira R$ 1,506 bilhão. O dinheiro arrecadado com a venda dos terrenos será repassado ao instituto e não ao fundo.