quarta-feira, 3 de abril de 2013

"Nunca vi um instrumento de renda tão eficiente', diz gestor sobre fundo imobiliário

"Nunca vi um instrumento de renda tão eficiente', diz gestor sobre fundo imobiliário

SÃO PAULO – Os fundos imobiliários permitem que o investidor tenha lucros de duas maneiras: com a valorização das cotas negociadas na bolsa e com o rendimento mensal distribuído aos cotistas, proveniente dos aluguéis pagos pelos locatários dos imóveis que pertencem ao fundo.

Acompanhe a cotação de todos os fundos imobiiários negociados na BM&FBovespa

Para o diretor comercial de clientes pessoa física da Rio Bravo Investimentos, Julio Ortiz, esta característica de renda dos FIIs é bastante interessante. "Em 30 anos de mercado, nunca vi um instrumento de renda tão eficiente. Todo mês cai um valor na sua conta sem que você precise fazer nenhum resgate", afirma. O executivo acrescenta que a renda é corrigida pela inflação, já que os aluguéis são corrigidos por índices de preços. "Isso faz com que seu poder de compra seja garantido".

 Julio Ortiz, diretor comercial de clientes pessoa física da Rio Bravo Investimentos (Divulgação)
Julio Ortiz, diretor comercial de clientes pessoa física da Rio Bravo Investimentos (Divulgação)

Ao mesmo tempo, ele lembra que apesar de ter uma renda todos os meses, os fundos imobiliários são investimentos de renda variável, já que o valor da cota pode aumentar ou diminuir. "É parecido com comprar uma ação que paga bons dividendos, mas a bolsa é mais volátil. Os fundos não oscilam tanto. Acho que os fundos são um pouco híbridos (entre renda fixa e renda variável)", afirma.

Crescimento e valorização nos últimos anos
O executivo lembra, mesmo tendo crescido nos últimos anos, até o final do ano passado, o patrimônio líquido da indústria de fundos imobiliários estava em cerca de R$ 25 bilhões, enquanto o patrimônio da indústria de fundos abertos (renda fixa, ações, multimercados, etc) ultrapassa os R$ 2,2 trilhões. "A diferença ainda é muito grande. É muito pouco dinheiro nos fundos imobiliários para absorver os clientes insatisfeitos da indústria de fundos abertos", afirma.

Ao mesmo tempo, ele lembra que os fundos imobiliários tiveram uma valorização grande recentemente, e existem muitos fundos que já estão caros. Por isso, o investidor deve fazer um trabalho de seleção cada vez mais detalhado. "Tem fundo que traz retornos de menos de 5% ao ano. Então o investidor precisa tomar cuidado. Temos visto pessoas comprando fundos por preços que nós não pagaríamos", alerta.

Segundo Ortiz, antes de comprar as cotas de um fundo imobiliário, o investidor deve analisar tanto a qualidade do gestor, como a qualidade do ativo (imóveis que fazem parte do portfólio do fundo). "É importante ter uma perspectiva de longo prazo. Pensar como enxerga aquele ativo daqui a 3,5,10 anos. Tudo isso você tem que levar em conta", diz.

A qualidade do inquilino que está locando aquele empreendimento também deve ser levada em consideração. "O risco de vacância (desocupação) existe para qualquer fundo. Você tem que analisar isso e questionar: será que terei dor de cabeça lá na frente?", aconselha.



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Gávea lança primeiro fundo imobiliário e quer captar R$ 200 milhões

Gávea lança primeiro fundo imobiliário e quer captar R$ 200 milhões

SÃO PAULO - A Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, está lançando o primeiro fundo imobiliário da gestora, com a previsão de captar R$ 200 milhões.

Serão emitidas 200 mil cotas, com valor unitário de R$ 1 mil. A quantidade de cotas poderá ser acrescida em até 15% do volume inicial no lote suplementar e em até 20% no lote adicional.

A aplicação mínima para os investidores é de R$ 100 mil.

O fundo tem como objetivo investir em ativos com lastro imobiliário, como cotas de fundos imobiliários, letras hipotecárias (LH) e de crédito imobiliário (LCI), além de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).

A Gávea criou a área imobiliária no início do ano passado, comandada pelo executivo Rossano Nonino, ex-Brazilian Capital. A gestora já possui fundos de investimento em participação (FIPs) com foco no setor imobiliário, já tendo investido em empresas ligadas ao setor como a Odebrecht Realizações Imobiliárias e a Aliansce Shopping Centers.

(Silvia Rosa | Valor)



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Rio cresce em direção ao Porto

O Globo, Rio Imóveis

Zona Portuária ganha empreendimentos de alto padrão e já se caracteriza como um espaço nobre do centro da cidade

Aos poucos, a Zona Portuária define seus contornos de um bairro nobre em pleno Centro da cidade. Com a inauguração do Museu de Arte do Rio (MAR), os cariocas começam a frequentar novamente a Praça Mauá ou até mesmo o Morro da Conceição, antes dois lugares pouco conhecidos pelos mais jovens. A Prefeitura, que iniciou a derrubada do viaduto da Perimetral, garante que até junho inaugura algumas avenidas do Binário e o Túnel da Saúde, o que certamente contribuirá para acabar com a imagem sombria e desabitada do Porto.

O presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), Alberto Silva, assegura, ainda, a conclusão das obras do Reservatório do Morro do Pinto, que terá capacidade de 15 milhões de litros de água e abastecerá toda a região. Com isso, a Zona Portuária se apronta para o uso intensivo do seu espaço. "No segundo semestre, começamos as obras de restauração dos morros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo, da Igreja Nossa Senhora da Conceição da Prainha e iniciaremos as de construção das alças de acesso ao Binário, no entorno da rodoviária," informa.

Nesta semana, com o lançamento do Porto Atlântico, o primeiro complexo multiuso na região portuária do Rio de Janeiro, a Odebrecht Realizações deu o pontapé inicial para consolidar a área como novo polo de crescimento da cidade. O empreendimento reunirá, em um único espaço, prédios corporativos, comerciais, hoteleiros e lojas, ocupando dois terrenos de aproximadamente 16 mil e 12 mil m², onde serão construídos o Porto Atlântico Leste e o Porto Atlântico Oeste.

"O projeto é um marco da Odebrecht Realizações na trajetória de revitalização da região portuária. Apostamos em solu¬ções modernas que contribuem para a transformação da região no futuro centro comercial do Rio de Janeiro", diz Rogério Oliveira, diretor de incorporação da Odebrecht Realizações no Rio de Janeiro.

Outro lançamento, em abril deste ano, é o da Torre Carioca, da Concal Construtora. Terá duas torres de 120 metros de altura e 40 andares cada, para abrigar salas comerciais e lajes corporativas. "Está havendo um lançamento atrás do outro na Zona Portuária, o que comprova a expansão do mercado imobiliário da cidade naquela direção", destaca José Conde Caldas, presidente da Concal Construtora e da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi). Para Rubem Vasconcelos, da Patrimóvel, se todas as estimativas se concretizarem, os empreendimentos no Porto Maravilha deverão ser comercializados com valores semelhantes ao da Barra da Tijuca, onde o metro quadrado comercial varia de R$ 9.500 a R$ 12 mil.

A João Fortes Engenharia também se prepara para as vendas do Porto 1 Rio Corporate, empreendimento que visa a atender as empresas de médio e grande porte na região. O novo empreendimento comercial da empresa terá oito pavimentos com espaços corporativos de 525 m² a 643m². Serão quatro unidades por pavimento, com possibilidade de interligação dos 32 espaços corporativos. Haverá ainda duas lojas, uma de 99 m² e outra de 481 m², no pavimento de acesso. "Para os executivos atletas haverá um bicicletário e um vestiário com chuveiro," adianta Luiz Henrique Rimes, da João Fortes.

A Even, por sua vez, vai erguer cinco torres de 150 metros de altura e 38 andares cada uma, em uma área total construída de cerca de 322 mil m²: o Trump Towers Rio. As obras das duas primeiras têm previsão de início no segundo semestre deste ano. "A Zona Portuária é hoje uma alternativa viável, sustentável e planejada de crescimento e expansão do Centro da cidade, já saturado e com poucos espaços disponíveis para grandes empreendimentos. Neste processo de revitalização, teremos a integração de moradia, lazer e trabalho", assinala Fabio Terepins, diretor da Even no Rio de Janeiro.

O primeiro prédio a ser ocupado será o Port Corporate Tower, da Tishman Speyer, que está em fase final de construção e deverá receber o habite-se em dezembro. Ele fica na Avenida Rio de Janeiro, em terreno de 13 mil m² de frente para o mar, que pertenceu ao antigo moinho Marilú. Serão 22 andares, dos quais 18 destinados a escritórios. "A região Portuária é a nova fronteira de desenvolvimento do mercado imobiliário da cidade, em razão das limitações geográficas do Centro", diz Daniel Cherman, presidente da Tishman Speyer.

 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Fundo imobiliário anuncia que não pagará rendimento na data prevista e cotas caem 6%

Fundo imobiliário anuncia que não pagará rendimento na data prevista e cotas caem 6%

SÃO PAULO - A RB Capital informou na última quinta-feira (28), que o fundo RB Capital Prime Realty I (RBPR11) não realizará o pagamento de rendimentos no 10º dia útil de abril - como havia sido informado em fato relevante no dia 1º de março. Há pouco, as cotas do fundo registravam forte queda de 6,32%, vendidas a R$ 59,01. O volume de negócios era de R$ 114 mil em 24 operações.

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De acordo com a gestora do fundo, não foi possível operacionalizar a distribuição de dividendos por parte de determinadas sociedades investidas pelo fundo, mesmo que alguns empreendimentos já tenham gerado parte do caixa esperado. A gestora informou ao InfoMoney que o problema é apenas operacional e que o projeto em que o fundo investe está performando normalmente.

Ainda segundo o gestor, a equipe está trabalhando para resolver o problema operacional que dificulta o pagamento na data estipulada anteriormente e os esforços são para que o fundo consiga pagar os cotistas até o 10º dia útil de abril - o que, se concretizado, será informado por meio de novo fato elevante.

No comunicado, a RB Capital informou que assim que os recursos forem recebidos pelo fundo, "será realizado o pagamento extraordinário de amortização e rendimentos das cotas seniores, nos termos do comunicado a ser oportunamente divulgado ao Mercado e a BM&FBovespa".

Sobre o fundo
O RB Capital Prime Realty I FII tem como objetivo investir, indiretamente via cota sênior, em um portfólio diversificado de empreendimentos imobiliários residenciais predefinidos, localizados em diferentes regiões do Brasil. O patrimônio do fundo está dividido em duas classes de cotas, ume sênior, que tem preferência no recebimento de rendimentos e amortização do principal, e outra subordinada. O fundo captou R$ 80 milhões em cotas sêniors e R$ 20 milhões em cotas subordinadas.



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domingo, 31 de março de 2013

Fundo imobiliário é intimado a pagar tributo e distribuirá menos rendimento

Fundo imobiliário é intimado a pagar tributo e distribuirá menos rendimento

SÃO PAULO - O BTG Pactual, gestor do fundo imobiliário Torre Almirante (ALMI11B), anunciou ao mercado nesta quinta-feira (28) que recebeu intimação da Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro para realizar, no prazo de 30 dias, o pagamento do credito de ITBI (imposto sobre a transmissão de bens imóveis) de R$ 447.140,87.

O BTG informou que vai contestar o lançamento do crédito tributário na justiça, "tendo em vista a jurisprudência do STJ ser favorável à tese defendida até então". Ao mesmo tempo, o gestor informou que fará o deposito judicial do valor estimado atualizado de R$ 1,3 milhão, de acordo com os cálculos oficiais da SFM-RJ, o que deve impactar negativamente nos resultados do fundo de março e na distribuição de rendimentos efetuada em abril.

Torre Almirante
O fundo tem como lastro 40% do imóvel comercial Edifício Torre Almirante, localizado na Avenida Almirante Barroso, na cidade do Rio de Janeiro. O prédio possui 36 andares e foi planejado e construído com a mais alta tecnologia, sendo todos os andares locados para a Petrobras, além de uma agência bancária da Caixa Econômica Federal.



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Fundos Imobiliários: uma bolha ou um sucesso?

Fundos Imobiliários: uma bolha ou um sucesso?

Hoje em dia é muito difícil encontrar um investidor que não tenha ouvido falar em Fundos Imobiliários (FIIs), sendo que, somente há alguns anos, eram poucos os que sabiam o que é um fundo imobiliário, e menos ainda os que pensavam em comprar cotas de um. Por isso é inevitável pensar se estamos vivendo uma bolha de fundos imobiliários.

Como o tempo passou e, sem perceber, vivemos algo que representou uma enorme mudança no mercado de capitais brasileiro, hoje podemos ver mais claramente o que aconteceu, avaliar os motivos de porquê esta determinada classe de ativos encontra-se sob os holofotes do mercado financeiro, e determinar se isso é uma bolha de fundos imobiliários, ou algo que realmente faz sentido.

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bolha de fundos imobiliários

Novas preocupações para o investidor

Se por um lado a estabilidade macroeconômica possibilitou a manutenção das taxas básicas de juros em níveis de um dígito, por outro lado o investidor tem um novo motivo para se preocupar.

Desta vez, não pelas incertezas de um ambiente econômico outrora volátil, mas pela certeza de que seu dinheiro parado em um fundo de liquidez (em geral atrelado ao CDI), na poupança ou em CDBs, rende pouco mais, se não menos, do que a inflação – que, por sua vez, tem perturbado o sono de muitos ultimamente.

Estranho pensar que uma conjuntura de estabilidade, que trás maior confiança aos agentes econômicos, requer coragem dos investidores, que precisam assumir mais risco para poder rentabilizar seus patrimônios. O que acontece é que, em condições normais de "temperatura e pressão", vulgo: de estabilidade, o mercado tende a estabelecer uma relação direta entre risco e retorno, onde deve-se encarar mais risco para se obter maior retorno.

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A luta pelo seu dinheiro: setor público X setor privado

A estabilidade macroeconômica dos últimos anos possibilitou o que os economistas chamam de "crowding-in" na economia. O que seria de forma simplificada, a poupança privada – o meu e o seu dinheiro – migrando de títulos públicos para o mercado de investimentos privados, em busca de maior rentabilidade.

Para ilustrar a situação contrária, imagine no caso de um aumento de juros pelo governo, a fim de controlar pressões inflacionárias, essa mesma massa de recursos privados migraria de volta ao mercado de títulos públicos, por conta do baixo risco, alta liquidez e, nesta situação hipotética, rendimentos interessantes que esses títulos estariam oferecendo (processo conhecido como "crowding-out").

Funciona assim porque o setor privado acaba competindo com o setor público para captar recursos, tendo que pagar ainda mais caro (juros mais altos) pelo que "pega emprestado".

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Incentivos para tornar o mercado imobiliário mais atrativo

Sabendo disso, e com consciência da necessidade de investimentos privados em diversos setores da economia, como o imobiliário, o Governo tomou iniciativas para fomentar investimentos privados voltados a esse setor. Assim, desde Novembro de 2005, investidores Pessoa Física que adquirem cotas são, por regulação, isentos de tributação de imposto de renda em fundos imobiliários, nos rendimentos distribuídos pelo fundo.

O incentivo de rendimentos isentos de Imposto de Renda, aliado ao:

  • perfil de menor volatilidade do que o do mercado de ações,
  • cenário de queda de taxa de juros e
  • existência de potenciais pressões inflacionárias na economia,

Fez com que os Fundos Imobiliários (ou "FII", como são conhecidos no mercado), atraíssem o interesse de investidores Pessoa Física, que atualmente compõem mais de 75% do perfil de investidores nesse mercado.

Considerando que tais investidores não encontram o mesmo benefício fiscal em investimentos em títulos do tesouro ou em CDBs de Bancos, não é de se estranhar o desenvolvimento, especialmente entre investidores Pessoa Física, desse mercado sob tal cenário.

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O potencial do mercado Vs. uma bolha de fundos imobiliários

Na data em que escrevo este artigo, existem 193 Fundos, dos quais 94 são fundos imobiliários listados na Bovespa, disponíveis para negociação, resultando em um total de R$ 29 bilhões em valor de mercado (base Fev/13).

No entanto, comparado ao mercado de títulos públicos, que acumula um valor de mais de R$ 1,9 trilhão, podemos dizer que o mercado de Fundos Imobiliários ainda encontra-se em estágios iniciais, frente ao seu potencial de crescimento.

Portanto, com base nos pontos levantados acima, é justificável o elevado crescimento dos fundos imobiliários nos últimos anos, além de ressaltar que ainda existe muito espaço para este mercado. E podemos, assim, descartar a especulação sobre um bolha de fundos imobiliários no mercado atual, já que há fundamentos sólidos para o desenvolvimento de tal mercado.


sábado, 16 de março de 2013

Caixa entra com ação de despejo contra locatário inadimplente de fundo imobiliário

Caixa entra com ação de despejo contra locatário inadimplente de fundo imobiliário

SÃO PAULO - A Caixa Economica Federal, gestora do fundo Caixa TRX Logística Renda (CXTL11) informou ao mercado nesta sexta-feira (15) que a empresa L. Ferenczi Indústria e Comércio LTDA,, locatária do "imóvel Ferla", continua "inadimplente com suas obrigações contratuais" e que, diante da situação, entrou com ação de despejo contra a locatária. A ação foi proposta em 18 de fevereiro, com pedido de liminar.

"A Administradora Caixa e a Consultora Imobiliária TRX Investimentos Imobiliários tentaram compor a situação de maneira não-litigiosa; no entanto, diante da manutenção do inadimplemento da Ferla, tiveram que tomar as medidas judiciais para resguardar os interesses do Fundo", diz o comunicado.

De acordo com a Caixa, a ação não foi divulgada antes por "estratégia processual", com o intuito de se evitar que a empresa adotasse alguma medida preventiva para evitar o cumprimento da decisão judicial. Ainda segundo o comunicado, a empresa ajuizou pedido de Recuperação Judicial no dia 19 de fevereiro. O deferimento da recuperação, ocorrido no dia 1º de março, poderá impactar na retomada do imóvel, aponta a Caixa.

"A Administradora CAIXA e a Consultora Imobiliária TRX Investimentos Imobiliários  S.A. prosseguem tomando todas as medidas cabíveis no sentido de preservar os  interesses do Fundo diante desse fato e manterão os cotistas informados sobre o  caso", conclui o comunicado.

O fundo
O Fundo TRX Logística Renda é proprietário de aproximadamente 20.000 m² de área construída em galpões logísticos e quase 85.000 m² de terreno. Dentre os locatários está o Grupo Schahin, atuante nos setores de Engenharia, Desenvolvimento Industrial, Telecomunicações, Petróleo, Gás e Energia e cujo imóvel está localizado no município de Macaé, no norte do estado do Rio de Janeiro. A empresa de gestão e higienização de têxteis Atmosfera é a locatária de um imóvel localizado em Duque de Caxias (RJ). Já a Ferla, maior produtora de aveia no mercado brasileiro, ocupa um imóvel localizado em Itapevi (SP).



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