terça-feira, 12 de agosto de 2014

CVM coloca em audiência minuta para alterar regras de carteiras imobiliárias

CVM coloca em audiência minuta para alterar regras de carteiras imobiliárias

Susana Gonzalez/Bloomberg

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) colocou ontem em audiência pública proposta de alteração da Instrução nº 472, que regulamenta a constituição, a administração, o funcionamento, a oferta pública de distribuição de cotas e a divulgação de informações dos fundos de investimento imobiliário (FIIs), e da Instrução nº 400, que dispõe sobre as ofertas públicas de distribuição de valores mobiliários. Em junho de 2013, a CVM havia afirmado ao Valor que pretendia revisar algumas regras do segmento de forma a tornar as informações mais transparentes e claras para os investidores.

Segundo a autarquia, o objetivo é aperfeiçoar principalmente aspectos da regulamentação quanto à divulgação de informações periódicas e eventuais pelos administradores de FIIs, de forma a facilitar a identificação de dados e a comparação entre fundos. As informações periódicas passarão a ter divulgação mensal, trimestral e anual. A minuta propõe a consolidação em um único formulário de todos os dados cuja divulgação seja exigida pela CVM em base mensal.

E serão exigidas informações mais detalhadas sobre a carteira dos FIIs em formulário que deverá ser divulgado trimestralmente. A ideia é que se possa identificar as principais características da política de investimento dos fundos, assim como conhecer seu administrador e os prestadores de serviço, obter dados sobre o representante de cotistas, se houver, e sobre o grau de concentração ou pulverização da titularidade de cotas.

A minuta também pretende aprimorar a regulamentação pertinente à governança dos fundos. As propostas incluem alterações nas regras relacionadas à convocação de assembleias gerais, estipulando informações a serem prestadas pelos administradores quando dessa convocação, bem como regulamentando a competência dos cotistas e de seu representante para a convocação e inclusão de matérias na ordem do dia de assembleias gerais.

Após analisar o número de cotistas de cada um dos FIIs registrados na CVM, a Superintendência de Relações com Investidores Institucionais (SIN) apurou que existe uma divisão em dois grandes grupos: carteiras com até 100 cotistas, majoritariamente destinadas a investidores qualificados e com distribuição concentrada de cotas; e as com mais de 100 cotistas, voltadas principalmente ao público de varejo e com distribuição pulverizada entre os investidores.

No primeiro grupo, ficou constatada maior capacidade do administrador de identificar os principais cotistas e mobilizá-los para a realização de assembleias gerais. Desta forma, em fundos com até 100 cotistas, continua previsto quórum correspondente à metade, no mínimo, das cotas emitidas para deliberar sobre as matérias listadas. Para os fundos com mais de 100 cotistas, a minuta propõe que seja considerado o quórum de 25% do total de cotas emitidas.

"Isso não significa, contudo, que não deverão ser despendidos esforços para facilitar a participação dos cotistas em assembleias gerais, por exemplo, por meio da adoção do mecanismo de consulta formal, realização de pedidos públicos de procuração e realização de assembleias à distância ou que utilizem meios eletrônicos de votação", diz a CVM.

A minuta também propõe a extensão das mesmas regras aplicáveis às situações de conflitos de interesses entre o fundo e o administrador ou empreendedor à aprovação de atos que caracterizem conflitos de interesses entre o fundo e o gestor ou entre o fundo e cotistas que detenham mais de 10% do patrimônio da carteira. O objetivo é que essas situações sejam devidamente divulgadas e submetidas a um regime mais rígido de aprovação.

E atenta ao fato de que a eleição de um representante permite a fiscalização e o monitoramento do administrador pelos cotistas e, indiretamente, o alinhamento de interesses entre eles, a minuta da CVM atribui o direito de eleger um representante a cotistas que representem, no mínimo, 1% do total de cotas emitidas, no caso de fundos com mais de 100 cotistas; e cotistas que representem, no mínimo, 5% do total de cotas emitidas, no caso de carteiras com até 100 cotistas.

Sugestões e comentários com relação à minuta devem ser encaminhados à Superintendência de Desenvolvimento de Mercado (SDM) até o dia 3 de novembro.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Emissão de covered bonds cai mundo afora

http://www.capitalaberto.com.br/secoes/notas-internacionais/emissao-de-covered-bonds-cai-mundo-afora/

 

Por Bruna Maia Carrion (bmaia@capitalaberto.com.br) é graduada em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com mestrado em jornalismo digital pela IE Business School, de Madri. Repórter da CAPITAL ABERTO desde 2011, venceu o prêmio de jornalismo da BM&FBovespa (2012) e foi segunda colocada no prêmio Abecip (2012). É responsável pelas colunas Notas Internacionais e N@ Web.

Um relatório divulgado pela provedora de dados de mercado Dealogic mostra queda nas emissões globais de covered bonds. Trata-se de títulos emitidos por bancos, lastreados por recebíveis imobiliários e segregados do balanço dessas instituições (o que diminui os riscos de seus compradores em caso de falência do emissor). Do início do ano até 21 de julho, 257 emissões tinham acontecido, 17% menos do que as 310 registradas no mesmo período do ano passado. É o quinto ano consecutivo de queda. Apesar disso, o valor médio de cada negócio feito este ano é maior do que o de 2013: US$ 485 milhões, ante US$ 394 milhões.

O covered bond é muito utilizado na Europa. De acordo com reportagem do jornal Financial Times, os investidores estão menos interessados nesse tipo de título porque estão em busca de retornos maiores. Além disso, os bancos têm conseguido se bancar com empréstimos relativamente baratos concedidos pelo Banco Central Europeu. Outro fator que contribui para esse cenário é o processo de desalavancagem das instituições financeiras europeias. Na busca por balanços mais sólidos, o número de novas hipotecas, matéria prima dos covered bonds, diminuiu.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Mercado imobiliário cresce 1% no Rio

O Fluminense, 27/jul

O mercado imobiliário do Rio de Janeiro cresceu 1% no primeiro semestre do ano, em comparação ao mesmo período de 2013, de acordo com levantamento da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi).

 

"Apesar de termos tido um semestre com muitos feriados e Copa do Mundo, com decréscimo de 1% no lançamento de imóveis residenciais, acho que o resultado foi bastante animador, superando o que a gente esperava", avaliou o presidente da Ademi, João Paulo Rio Tinto de Matos. Entre janeiro e junho deste ano, o número de lançamentos na capital fluminense chegou a 8.112.

 

Dos 26 bairros cariocas onde ocorreram lançamentos de unidades habitacionais no primeiro semestre, a Tijuca, na zona norte da cidade, mostrou a maior alta: 204% em relação a igual semestre de 2013. Foram 255 unidades lançadas, contra 84 no acumulado de janeiro a junho do ano passado.

 

Matos apontou que a implantação de unidades de Polícia Pacificadora (UPP) e a melhoria da mobilidade urbana viabilizaram os empreendimentos em várias regiões do Rio. "Tem uma série de empreendimentos que só foram possíveis porque as regiões estavam pacificadas. A Tijuca é um grande exemplo disso. Só se tornou um bairro desejado a partir do momento em que houve a pacificação". 

 

Segundo ele, o Mundial de futebol não contribuiu para elevar os preços dos imóveis no Rio. "A Copa não tem essa capacidade de fazer subir o preço dos imóveis para venda. Para locação, até pode ser, porque houve uma demanda muito grande. Mas, para venda, não."

 

A Ademi trabalha com expectativa de expansão no ano de 5%. "A economia continua estabilizada. Apesar de a inflação ter subido um pouco, isso não se reflete no custo dos imóveis, nem no custo do financiamento imobiliário. Também não se reflete no ponto de vista de você ter mais ou menos crédito para a aquisição de imóvel", disse o presidente da entidade.

 

 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

PDG pode dar início à sua desalavancagem nos próximos meses

PDG pode dar início à sua desalavancagem nos próximos meses | Valor Econômico

PDG pode dar início à sua desalavancagem nos próximos meses

A PDG Realty divulgou que pode iniciar o ciclo de desalavancagem, que levará de dois a três anos, assim que equacionar as demandas de refinanciamento para os próximos meses. A companhia vem sinalizando, nas últimas divulgações de balanços, que tem conseguido equacionar suas dívidas de curto prazo.

A incorporadora, que tem R$ 434 milhões de vencimentos no terceiro trimestre, informou, ontem, ter "linhas atualmente em estágio avançado de negociação" que ultrapassam esse valor. As necessidades de refinanciamento do segundo trimestre foram equacionadas, e a PDG captou novas linhas de crédito para financiar a parcela dos certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) não repactuada.

No fim de junho, a dívida líquida da PDG era de R$ 7,18 bilhões. A relação entre dívida líquida e patrimônio líquido ficou em 138% no segundo trimestre. De abril a junho, a empresa consumiu caixa de R$ 92 milhões e, no semestre, queimou R$ 167 milhões.

A PDG lançou R$ 483 milhões no trimestre, 1,2% menos do que no mesmo período de 2013. Na mesma base de comparação, as vendas líquidas encolheram 20,2%, para R$ 383 milhões. Os distratos caíram 26,3%, para R$ 275 milhões. No trimestre, a PDG repassou 3.683 unidades de clientes para os bancos e, no semestre, 7.500 unidades. A companhia informou que, mesmo com atrasos na liberação do habite-se, os repasses estão conforme o planejado. As entregas da PDG em 2014 estarão concentradas no segundo semestre.

A PDG se antecipou à aprovação do novo plano diretor da cidade de São Paulo com a aquisição de terrenos e protocolo de projetos na regulação anterior. A incorporadora tem um conjunto de projetos que somam Valor Geral de Vendas (VGV) potencial de R$ 1,5 bilhão na capital paulista e que podem ser lançados num prazo de 18 a 24 meses.

O custo a incorrer do legado de obras das safras antigas da PDG ficou em R$ 1,9 bilhão no fim do segundo trimestre, abaixo dos R$ 2,5 bilhões do primeiro trimestre deste ano e dos R$ 3 bilhões do quarto trimestre de 2013.

No segundo trimestre, a PDG teve prejuízo líquido de R$ 135,3 milhões, 29% acima do mesmo período do ano passado. Na comparação dos dois intervalos, a receita líquida da companhia teve queda de 19%, para R$ 926 milhões. A margem bruta da companhia passou de 17,9%, de abril a junho de 2013, para 21%. A incorporadora informou também margem bruta ajustada de 29,1%, ante 27% um ano antes.

Os resultados da incorporadora ficaram abaixo da expectativa do mercado. As estimativas de instituições consultadas pelo Valor - Bradesco Corretora, BTG Pactual, Itaú BBA, JP Morgan e Santander - variaram entre perdas de R$ 57 milhões e lucro de R$ 4 milhões. A receita, por sua vez, ficou 7% abaixo da média das projeções, que apontavam para R$ 993 milhões.



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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Por pressão política, votação de permuta no Fla é adiada - Terra Brasil

Por pressão política, votação de permuta no Fla é adiada

Pela segunda vez, o Conselho Deliberativo do Flamengo adiou a votação da permuta de um imóvel do clube com o BNY Mellon Serviços Financeiros Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S/A, por meio do Fundo Personale I - Fundo de Investimento Imobiliário FII. Inicialmente, a votação ocorreria no último dia 15, mas foi adiada na época para esta quinta-feira por falta de documentos. Agora, a votação foi novamente adiada. Desta vez, porém, por prazo indeterminado e por conta de pressão política.

O imóvel em questão está localizado na Avenida Jaime Silvado, 8, em São Conrado. Em troca, o Flamengo ficaria com andares do prédio comercial que seria construído no local. Porém, grupos de oposição do Flamengo batalharam nos bastidores para que a votação não fosse para frente, alegando a destruição do patrimônio rubro-negro. Para isso, indicaram aos seus partidários a não comparecerem na votação.

E, de acordo com o estatuto do Flamengo, por meio do parágrafo 4 do artigo 91, em “alienação de patrimônio ou celebração de contrato com garantia real, será observado o “quórum” de 250 de seus membros, deliberando o Conselho por voto secreto”. O risco do número mínimo de conselheiros não ser cumprido era enorme e fez com que a situação pedisse pelo adiamento da votação. Agora, tentarão acordos políticos para mudar a posição dos membros da oposição e, assim, marcar novamente a pauta da permuta no Conselho Deliberativo.

Lancepress!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Cyrela fecha acordo com Caixa para desenvolver Gasômetro

Cyrela fecha acordo com Caixa para desenvolver Gasômetro

Marcelo Correa/EXAME.com

Obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - A Cyrela Brazil Realty e a Cyrela Commercial Properties entraram em acordo com o Caixa Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha para o desenvolvimento da área conhecida por "Gasômetro", localizada na região do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

A área possui um potencial construtivo de cerca de 450 mil metros quadrados, informou a Cyrela em comunicado nesta terça-feira.

O projeto será desenvolvido em diversas fases, com uso misto, incluindo shopping center, empreendimentos residenciais e comerciais e hotéis.

O vice-presidente da RJZ Cyrela, unidade da Cyrela Brazil Realty no Rio de Janeiro, Rogério Zylbersztajn, disse recentemente à Reuters que a companhia avaliava um terreno na região para uso misto.

A área foi comprada da União pela prefeitura carioca, para que construtoras desenvolvam um novo bairro no porto.

"Pelo modelo de negócio, o terreno e os Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção) serão adquiridos através de permuta. Importante ressaltar que o projeto encontra-se em fase de estudo e possui cláusulas resolutivas a serem superadas", informou a Cyrela.

Tags: Caixa, Construtoras, Cyrela

BTG vê queda em vendas de construtoras, aponta oportunidades

BTG vê queda em vendas de construtoras, aponta oportunidades

Germano Lüders/EXAME.com

Prédio em construção: preços dos imóveis já subiram e taxas de juros também estão mais altas

São Paulo - Em relatório enviado aos clientes, o BTG Pactual fez uma reavaliação do setor de construtoras. Assinado pelos analistas Marcello Milman e Gustavo Cabauva, o relatório aponta para o cenário macroeconômico desafiador, que deve reduzir a demanda e a velocidade de vendas e provocar um aumento do estoque de unidades, como principal fator para definir o desempenho das empresas neste ano e no próximo.

Os preços dos imóveis já subiram, não estão tão atrativos para os compradores, e as taxas de juros dos empréstimos imobiliários também estão mais altas, acompanhando a taxa básica Selic. Além disso, há os efeitos do desaquecimento da economia, com a renda disponível estabilizada e queda na confiança dos consumidores.

Lançamentos caem

O número de lançamentos deve diminuir, também sob influência do calendário mais apertado pelo carnaval mais tarde, Copa do Mundo e eleições. A estimativa é de uma queda total de 14% no valor financeiros dos lançamentos este ano e de 13% em 2015. O banco estima uma queda nos lançamentos de 36% no caso da Helbor, 32% na Tecnisa e 29% na Direcional.

Por isso, o banco cortou a projeção de vendas contratadas médias do setor em 20% para este ano e 16% para o ano que vem, o que provocará uma forte queda nos lucros por ação de todas as 11 companhias que ele acompanha. A estimativa é de uma redução no lucro por ação de 21% este ano para MRV, de 63% para a Gafisa, 32% para Tecnisa, 9% para Even, 19% para EZTec, 17% para Helbor e 23% para Direcional.

Melhores oportunidades

As melhores oportunidades no setor, segundo o BTG, são Direcional e Even, não apenas em relação às demais empresas, mas de maneira independente. Já entre as grandes empresas mais líquidas, a preferência é pela MRV.

Apesar de um segundo trimestre fraco, a Direcional deverá ter uma forte geração de caixa livre, mais de 15%, ampliando seus dividendos. Para a Even, o BTG observa que o preço da ação está atrativo, representando menos de seis vezes o lucro projetado para este ano, ao mesmo tempo em que as operações da empresa permanecem sólidas e termos de margens e fluxo de caixa.

O BTG recomenda compra para MRV com preço justo de R$ 10,00, para Direcional, com preço de R$ 15,00 e Even, com preço justo de R$ 9,00. Também com recomendação de compra aparecem Tecnisa, com preço justo de R$ 9,00, EZTec, com preço justo de R$ 28,00 e Helbor, a R$ 8,00.

Com recomendação neutra estão Cyrela, preço justo de R$ 16,00, PDG Realty, preço justo de R$ 1,80, Gafisa, preço justo de R$ 4,40 e Rossi Residencial, preço justo de R$ 2,20.

Resultados do segundo trimestre

Para o segundo trimestre deste ano, o BTG estima uma melhora na maioria das empresas em termos de lucro por ação em relação ao primeiro trimestre do ano. Já em relação ao segundo trimestre do ano passado, a expectativa é de queda. Para Cyrela, a queda prevista é de 1%. Direcional deve ter redução de 7%, EZTEc, de 15%, Even de 20%, MRV, de 23% e Helbor, de 30%. Já Tecnisa é a única que terá aumento, de 8% no lucro por ação. O banco não fez estimativas para PDG, Gafisa e Rossi Residencial.

Tags: BTG Pactual, Imóveis, Juros, Preços