quinta-feira, 26 de março de 2015

Crescem 46% em fevereiro as aplicações ligadas ao setor imobiliário

Crescem 46% em fevereiro as aplicações ligadas ao setor imobiliário - Paraíba Total

Crescem 46% em fevereiro as aplicações ligadas ao setor imobiliário

Aumento
Valor total dos investimentos em LCI, CRI e CCI atingiu R$ 322 bilhões

Foto: internet
Chegou a R$ 322 bilhões, no final de fevereiro, o estoque de aplicações atreladas ao setor imobiliário brasileiro. Os dados são da Cetip, depositária de títulos privados de renda fixa.

O número mostra um crescimento de 46,5% em relação ao apurado em fevereiro do ano passado e corresponde à soma dos estoques de Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Cédulas de Crédito Imobiliário (CCI) depositados na Cetip. 

No final de janeiro, o estoque de instrumentos financeiros vinculados ao setor imobiliário atingiu tinha atingido um total de R$ 305,6 bilhões.

Redação Paraíba Total com Infomoney

quarta-feira, 25 de março de 2015

CVM padroniza rendimentos de fundos imobiliários

CVM padroniza rendimentos de fundos imobiliários | Exame.com

CVM padroniza rendimentos de fundos imobiliários | Exame.com

A Kinea Investimentos, uma das maiores gestoras de fundos imobiliários do mercado e parceira do banco Itau Unibanco, divulgou comunicados negando que dois de seus fundos, o FII Kinea e o FII LCI Premium tenham problemas de caixa.

Os avisos vieram depois que os dois fundos foram citados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em um memorando sobre como deve ser calculado o lucro a ser distribuído pelos fundos imobiliários

No memorando, a CVM reduz as provisões que os fundos imobiliários podem deduzir do valor a ser distribuído aos cotistas.

Depois, listou sete fundos com mais cotistas que poderiam sofrer o impacto da mudança e que levaria a uma redução no caixa dessas carteiras a partir da distribuição maior dos lucros e menores provisões.

Ontem, a CVM divulgou ofício circular que analisa um questionamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em relação aos lucros apurados pelo regime de caixa para distribuição dos rendimentos dos fundos imobiliários. A Anbima questionou algumas decisões anteriores da Superintendência de Relações com Investidores Institucionais (SIN) e da Superintendência de Normas Contábeis e de Auditoria (SNC).

Pelo menos 95% do lucro

No ofício, a CVM reafirma as orientações das superintendências, que determinam que os fundos que distribuírem rendimentos mensalmente aos cotistas precisam observar que, no fim do semestre, tenham sido distribuídos no mínimo 95% dos resultados obtidos, com base no caixa. A orientação também determina que os administradores não podem antecipar rendas futuras aos cotistas.

O motivo foi o número alto de reclamações de cotistas sobre a forma como os fundos calculavam os valores a serem distribuídos e a CVM constatou irregularidades nos procedimentos dos gestores e administradores. Havia casos em que os valores a distribuir não representavam os lucros calculados pelo regime de caixa.

Ao contrário, os valores eram calculados com base na diferença entre o valor de mercado das cotas e o valor patrimonial do fundo ou, em alguns casos, havia deduções de reservas para contingências que não representavam saídas de caixa que reduziam a quantia a ser distribuída aos investidores.

Pela norma da CVM, os fundos têm de ajustar os valores recebidos e pagos ao longo do semestre, garantindo que nada ficará para trás e impedindo que os fundos deduzam provisões para despesas futuras.

Já a Anbima defende que essas despesas podem ser provisionadas e deduzidas dos valores a distribuir. Entre as provisões estariam reservas para pagar ações judiciais, reformas de emergência e a cessão de recebíveis da carteira do fundo.

Sete fundos mais sensíveis

Na resposta à Anbima, porém, a CVM informou que sete fundos apenas em um universo de 74 fundos com mais de 500 cotistas sofreriam impacto relevante da padronização por terem menor volume de caixa em relação a sua dívida total.

São eles BTG Pactual Corporate Office Fund, Kinea Renda Imobiliária, Santander Agências, CSHG Logística, RB Capital Renda I, Shopping West Plaza e LCI Premium.

Parcela em LCI

A Kinea, por sua vez, defende que o Renda Imobiliária e o LCI Premium não têm problemas. No caso do Kinea Renda Imobilária FII, a posição de caixa e equivalentes do fundo é superior ao que foi mencionado pela CVM, segundo a gestora, pois não foi considerado o valor investido em Letras de Crédito Imobiliário (LCI) "emitidas por bancos de primeira linha e com liquidez diária", que aumentariam o valor em caixa para R$ 121 milhões em 31 de outubro de 2014.

A Kinea diz também que o pagamento de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) "não afeta o caixa do fundo dado que o pagamento é realizado diretamente pelos inquilinos que tiveram seus contratos de locação cedidos".

E informa também que o valor distribuído para os cotistas já considera que o fundo não tem direito ao fluxo de recursos cedido até a liquidação dos CRI.

LCI da Caixa

Já com relação ao fundo LCI, a Kinea diz que ele tem liquidez suficiente para pagar as despesas, "ao contrário do que se afirma no Ofício Circular".

Segundo a Kinea, na data do documento, 31 de outubro, o fundo tinha aproximadamente R$ 90 milhões em LCI emitidas pela Caixa Econômica Federal com liquidez diária para uma despesa de aproximadamente R$ 2 milhões.

Na época, o fundo estava em processo de captação de recursos, o que levou ao provisionamento da Comissão de Distribuição, no valor de R$ 1,9 milhão.

O fundo já concluiu a captação e "todas as despesas associadas ao processo já foram totalmente quitadas", e agora o fundo possui apenas despesas normais de funcionamento.

"Vale mencionar que atualmente o fundo possui mais de R$ 700 milhões de reais em LCI com liquidez diária", diz a Kinea.


BTG está prestes a vender 25% da Rede D'Or ao Carlyle

BTG está prestes a vender 25% da Rede D'Or ao Carlyle - ISTOÉ DINHEIRO

BTG está prestes a vender 25% da Rede D'Or ao Carlyle

O BTG Pactual está perto de fechar a venda de uma participação de 25% na Rede D'Or para o fundo de private equity Carlyle, apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. De acordo com as fontes, a rede, maior operadora independente do Brasil, com mais de 20 hospitais, teria sido avaliada em R$ 18 bilhões.

A operação se tornou possível em função de uma nova lei publicada em janeiro deste ano. A Lei 13.097 passou a permitir a entrada de capital estrangeiro em hospitais, algo que era proibido até então.

Fundos de private equity já tinham grande interesse no setor e vinham consultando assessores no Brasil, contam advogados. "Fundos e investidores estratégicos no exterior já vinham acompanhando a discussão muito de perto, há clientes muito interessados no setor de hospitais de modo geral", comentou em entrevista ao Broadcast Arthur Bardawil Penteado, sócio do Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados na área de fusões e aquisições. Segundo fontes, outros fundos ainda estariam avaliando a participação no negócio.

IPO

A expectativa no mercado é de que novas aquisições no setor possam acontecer este ano. A mudança na lei abre espaço ainda para que companhias de assistência a saúde abram capital na Bolsa no futuro. A operação da Rede D'or, se concretizada, será a primeira compra de participação acionária por estrangeiros em hospitais. A companhia foi pioneira no processo de consolidação do setor, que ainda é altamente pulverizado. O espaço para consolidação e profissionalização da gestão em hospitais no Brasil é visto como uma oportunidade pelos fundos de private equity.

Antes da Rede D'or, o grupo americano United Health chamou atenção do segmento ao comprar a Amil. O impedimento da lei neste caso foi driblado porque a Amil é uma operadora de saúde que detém hospitais, mas a participação de capital estrangeiro em operadoras já era permitida.

Debêntures

O investimento do BTG Pactual na rede de saúde começou em 2010, com a aquisição de debêntures conversíveis por valor não revelado na época. Os recursos foram destinados à expansão do grupo, incluindo a compra da rede de hospitais São Luiz, ainda em 2010. Procurada, a Rede D'Or informou que não vai se pronunciar sobre o assunto. O BTG Pactual disse que não comentaria e o Carlyle não respondeu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




sexta-feira, 13 de março de 2015

Bancos pedirão teto maior para crédito imobiliário

Bancos pedirão teto maior para crédito imobiliário | Economia: Diario de Pernambuco

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A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), que representa os bancos, irá pedir ao governo para aumentar o limite do valor dos imóveis que serão financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), de R$ 750 mil (em algumas capitais) para, pelo menos, R$ 1 milhão. Estudos sobre o tema serão concluídos nas próximas semanas, segundo o presidente da entidade e diretor do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, e têm como objetivo aquecer o setor e evitar o aumento do desemprego na construção civil.

A última elevação no teto do preço dos imóveis que podem ser financiados pelo SFH ocorreu há pouco mais de um ano, em outubro de 2013. Na ocasião, o governo aumentou o limite de R$ 500 mil (antes, em todas as regiões) para R$ 750 mil em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Distrito Federal. Nos demais Estados, porém, o teto foi para R$ 650 mil.

Apesar da escassez de recursos da poupança, que registraram resgates pelo segundo mês consecutivo, preocupar o mercado, o presidente da Abecip explica que é importante manter a cadeia produtiva em funcionamento. A preocupação, segundo Lazari Junior é com o nível de emprego no setor que tem uma folha de pagamento de mais de 3,3 milhões de pessoas.

"O setor de construção precisa continuar produzindo, pois temos milhões de empregos envolvidos, além de ser um dos mais importantes da economia. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, que respondem por 60% do crédito imobiliário, é muito difícil encontrar imóveis de até R$ 750 mil", justifica o presidente da Abecip, em entrevista exclusiva ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Em janeiro, o nível de emprego na construção teve queda de 0,34% em comparação a dezembro. Em um ano, a retração chegou a 6,14%. Foram fechadas 11,4 mil vagas em janeiro, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e a Fundação Getulio Vargas. Em 12 meses, os postos fechados somam 216.297.


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quinta-feira, 12 de março de 2015

O boom dos hotéis

O Globo, 11/mar

Com previsão de superar a meta de chegar a 48 mil quartos até as Olimpíadas, setor hoteleiro busca estratégias para manter novas unidades ocupadas mesmo após os Jogos. O temor de que o Rio não conseguisse atender à demanda por hospedagem nas Olimpíadas parece superado. Agora o debate em torno da rede hoteleira carioca recai sobre outra preocupação: diante do aumento da oferta de acomodações, o desafio é como mantê-las ocupadas depois dos Jogos. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Rio (ABIH-RJ) afirma que, só este ano, mais de 15 mil novos quartos - 10.500 só na Barra da Tijuca - ficarão prontos na cidade. Atualmente, a cidade dispõe de cerca de 34 mil.

 

Até o fim do ano, deverá ser ultrapassada a meta de 48 mil acomodações para os Jogos - contra 31,7 mil em 2010, segundo a agência Rio Negócios. E a previsão é que o Rio tenha 51,1 mil quartos no ano que vem. Para representantes do setor, o número representa uma nova etapa na organização dos Jogos, como aquecer o calendário de eventos e ampliar a atração de turistas, de forma a evitar que os quartos fiquem vazios.

 

Como ponto favorável, diz Alfredo Lopes, presidente da ABIH-RJ, é grande o potencial para aumentar o número de visitantes. Ele lembra que o Brasil recebe, por ano, cerca de seis milhões de turistas internacionais (34% deles no Rio), enquanto só Paris, na França, contabiliza 23 milhões. Segundo Lopes, aqui são necessários, sobretudo, maiores investimento na captação de visitantes em mercados como o americano, o europeu, o asiático e o árabe.

 

Novo centro de convenções

 

Para o período pós-Jogos, diz ele, já há esforços em andamento. Lopes cita a troca de experiência do setor com representantes de outras sedes olímpicas, como Barcelona e Sydney. Destaca que o Rio Convention & Visitors Bureau e a associação buscam espaço para um novo centro de convenções na Zona Sul - que poderia ficar no terreno do antigo Canecão ou nas proximidades do Forte do Leme. E, com a consolidação da Barra como novo polo hoteleiro, Lopes enumera iniciativas de divulgação do bairro, que receberá grandes parte das instalações das Olimpíadas:

 

- Embora seja uma região com uma diversidade de restaurantes, shoppings e praias que os cariocas conhecem, a Barra ainda é uma ilustre desconhecida do mundo, se comparada com Copacabana e Ipanema. É um desafio trabalhar a imagem do Rio, mas também a da Barra. Com esse objetivo, criamos o Fórum de Marketing da Barra e, recentemente, foi publicado um guia sobre o bairro.

 

Apesar de mais distante de pontos turísticos como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, a Barra é mesmo a aposta de grandes redes internacionais para oferecer hospedagem de luxo na região. É o caso do Hilton Hotel Collection, na Avenida Abelardo Bueno, e do Grand Hyatt Residences, na Avenida Sernambetiba. Novos empreendimentos da rede Windsor também terão o bairro como endereço. O grupo - que já tem o Windsor Barra - inaugura até as Olimpíadas mais três hotéis na região (Windsor Oceânico, Windsor Tower e Windsor Marapendi, com um total de 1.300 quartos), além de um centro de convenções com 25 mil metros quadrados de salões.

 

- O que nos motivou foi o fato de acreditarmos muito no potencial do Rio em todos os tipos de turismo. Os novos empreendimentos já estavam nos nossos planos, independentemente das Olimpíadas. Mas nossa principal aposta é na vocação do Rio para o turismo de negócios, do qual São Paulo ainda fica com uma fatia muito maior - afirma o gerente de Marketing da rede, Paulo Marcos Monteiro Ribeiro.

 

Alexandre Sampaio, vice-presidente de Hotéis do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes (SindRio), vê a cidade dividida em três polos hoteleiros. A Barra, diz ele, concentrará o turismo de eventos; a Zona Sul, o de lazer; e o Centro, o de negócios. Ele enxerga o atual cenário para o setor, no entanto, de forma mais pessimista diante da conjuntura nacional. E aponta como motivos vários fatores: baixo crescimento do PIB nacional; desempenho ruim de projetos que impulsionariam a economia fluminense, como o Comperj; aumento do custo da energia elétrica; e possíveis reajustes de impostos para o setor, entre outros.

 

- Vamos até superar a expectativa em termos de número de quartos e hotéis para 2016. Mas isso nos joga numa realidade de curto prazo problemática, num momento econômico ruim. Corremos o risco, por exemplo, em caso de superoferta, de queda dos valores das tarifas após as Olimpíadas - diz.

 

Pela projeção da Rio Negócios, dos 51,1 mil quartos que devem estar disponíveis até os Jogos, 36,9 mil serão em hotéis e 14,1 mil, em aparts, albergues, pousadas e motéis convertidos. O crescimento entre 2010 e 2016 representará 70 novos hotéis, sete deles de cinco estrelas e 25 de quatro estrelas.

 

Mas, mesmo com esse aumento da oferta, afirma o subsecretário municipal de Turismo, Philipe Campello, a meta é, após os Jogos, manter a taxa de ocupação das vagas no Rio acima dos 70% - em 2007, era de 62,9%, chegou a 79% em 2011 e, em 2014, já com uma capacidade instalada maior, foi de 72,4%.

 

Mais eventos para a cidade

 

Além disso, o objetivo é seguir aumentando o número de turistas na cidade. Nos últimos anos, a quantidade de estrangeiros que visitaram o Rio passou de 1,2 milhão em 2009 para 1,9 milhão em 2014 (os dados ainda não estão fechados). Já os visitantes nacionais passaram de 5,9 milhões para sete milhões no mesmo período. E, embora Campello ressalte que ainda é cedo para se ter estimativas seguras em relação a 2016, ele acredita que as Olimpíadas possam atrair, no mês dos Jogos (agosto), até 800 mil turistas à cidade.

 

Para o período posterior, diz o subsecretário, a estratégia é trabalhar na captação de eventos (como congressos e feiras) para a cidade entre 2017 e 2020:

 

- A Copa do Mundo, que atraiu 886 mil turistas à cidade, foi além até das expectativas. Nas Olimpíadas, vamos viver momento parecido. É uma oportunidade única de mostrar o Rio, bonito e competente na realização de grandes eventos.

 

segunda-feira, 9 de março de 2015

HSI pretende voltar às compras de ativos imobiliários neste ano | Valor Econômico

HSI pretende voltar às compras de ativos imobiliários neste ano | Valor Econômico

HSI pretende voltar às compras de ativos imobiliários neste ano

Luis Ushirobira/ValorMáximo Pinheiro Lima, sócio fundador, diz que nenhuma decisão de investimento será tomada até abril, para que haja mais clareza em relação ao cenário

Depois de ser vendedora líquida de ativos imobiliários de 2012 a 2014, a gestora de fundos de private equity Hemisfério Sul Investimentos (HSI) pretende voltar às compras neste ano. Mas nenhuma decisão será tomada até abril, segundo o sócio fundador da HSI, Maximo Pinheiro Lima, para que haja mais clareza em relação ao ambiente político e econômico do país e ao efeito desse cenário nos preços dos ativos.

"Vamos ser compradores tímidos no primeiro semestre, com agressividade crescente no segundo semestre deste ano e no primeiro de 2016", afirma Lima. Em janeiro, a gestora captou R$ 200 milhões em recursos de fundos parceiros para financiar nova rodada de investimentos no setor imobiliário. Não há prazo pré-definido para o desembolso, e o desenvolvimento de novos projetos continua no radar.

Dos recursos geridos pela HSI, 60% são de fundos dos Estados Unidos, 25%, Ásia e 15%, da Europa e do Oriente Médio.

A intenção de retomar a aquisição de ativos imobiliários num ritmo maior deve-se à expectativa de redução de preços. Isso se deve ao excesso de oferta em segmentos como o de escritórios corporativos de padrão triple A, que vem se refletindo em queda dos valores de locação fechados. "O imóvel vale o que rende, não o que custou", diz Lima.

Em 2012, a HSI desfez-se dos escritórios que possuía na cidade de São Paulo e, em 2013, a maior parte das lajes corporativas que tinha no Rio de Janeiro. A busca da gestora por novos ativos de escritórios deve ganhar força mais para o fim do ano.

No segmento de galpões, a HSI vendeu, em 2012, 35 imóveis para a Global Logistic Properties (GLP). Em parceria com a Essex, a HSI tem dois condomínios logísticos no Paraná, um deles em desenvolvimento. "É provável desenvolvermos galpões e talvez comprarmos alguma coisa se encontrarmos ativos de qualidade", afirma o sócio da HSI.

No segmento residencial, a HSI comprou, no atacado, participações em projetos da PDG Realty, para vender, posteriormente, no varejo e tem avaliado negócios semelhantes com outras incorporadoras de capital aberto. "Temos segurança de fazer parceria com a PDG", diz.

Uma das apostas de crescimento da HSI é o segmento de self storage, ou seja, de locação de espaços para armazenagem, ainda incipiente no país. A HSI pretende dobrar de tamanho no segmento neste ano. Segundo o executivo, o self storage não é afetado de maneira relevante pela piora da economia. A HSI e o fundo global de investimentos Evergreen Real Estate Partners são sócios na Goodstorage, que possui três empreendimentos para armazenagem em operação e outros três em construção na cidade de São Paulo.

A maturação dos investimentos nesses espaços para armazenagem é longa. Segundo Lima, são necessários três anos com concessão de descontos para alcançar a ocupação de 80% de um empreendimento. A estabilização da renda demanda outros dois anos, período em que a Goodstorage pretende retirar, gradualmente, os abatimentos do aluguel. Atualmente, pessoas físicas respondem por metade das áreas ocupadas e pequenas empresas, pelos outros 50%.

No segmento de shopping centers, a HSI possui 11 empreendimentos em operação e dois em fase de obras, direcionados a consumidores das classes média e média-alta. A HSI dá prioridade, no segmento, a desenvolver projetos em relação a aquisições. Mas compras que forem consideradas boas oportunidades "podem fazer sentido", segundo o sócio da HSI.

A doispontozero Hotéis é o veículo de atuação da HSI na área de hospitalidade. No segmento, a gestora está de olho em oportunidades de aquisições e de desenvolvimento. O foco são cidades secundárias e terciárias, onde há demanda e não oferta, de acordo com Lima. Em meados do ano passado, a doispontozero comprou ativos de hotéis e as bandeiras Arco Premium e Arco Express de um grupo de investidores no interior de São Paulo. "A receita já está mais alta em relação a quando fizemos as aquisições", conta o executivo.

A HSI inaugura a primeira unidade da bandeira Zii neste mês, em Parauapebas (PA) e está desenvolvendo mais nove projetos. A projeção é chegar a 20 hotéis da bandeira até o fim de 2016, entre concluídos e em desenvolvimento.

Em loteamentos, a HSI controla a Cipasa Urbanismo. "Com a nossa entrada, a Cipasa cresceu quase dez vezes em três anos", conta Lima. No ano passado, porém, com a piora da economia, os lançamentos da loteadora caíram para R$ 400 milhões, ante os R$ 600 milhões de 2013. "A Cipasa teve o ano passado pior do que 2013, mas não tão pior", diz. Para este ano, a Cipasa estima lançamentos na faixa de R$ 400 milhões a R$ 600 milhões. A HSI tem a intenção de ficar no controle da Cipasa por pelo menos cinco anos, de acordo com o sócio da gestora. "A margem de loteamentos é muito maior do que a de projetos residenciais", ressalta.

domingo, 8 de março de 2015

Volta às origens

Volta às origens - ISTOÉ DINHEIRO

Volta às origens

Dólares, muitos dólares: Emílio Garófalo (à dir.) e Mauro Calil: os executivos a cargo da nova fase do Ourinvest

O Banco Ourinvest, uma discreta instituição financeira paulista, era pouco conhecido do grande público até protagonizar, em 2011, um negócio bilionário com o badalado BTG Pactual. Por R$ 1,2 bilhão, ele vendeu sua operação na área imobiliária, a Brazilian Finance & Real Estate (BFRE), para o grupo do banqueiro André Esteves, que queria reforçar seu braço de varejo, o Banco Pan. Foi o final feliz de uma parceria fechada poucos anos antes entre os sócios Moise Politi, Rodolfo Schwarz, George Meisel e o financista Fábio de Araújo Nogueira, um experiente executivo que comandara as áreas de crédito imobiliário e poupança de bancos como o Citibank e o BankBoston.

Depois da transação, Politi virou sócio do BTG Pactual, Nogueira trabalhou no Pan até o ano passado (hoje é diretor do Canada Pension Plan Investment Board) e o Ourinvest, capitalizado, está de volta às origens. O começo de tudo remonta a 1979, com a abertura de uma fundidora de ouro e, posteriormente, corretora do metal. O Ourinvest foi uma das primeiras instituições financeiras a perceber que o ouro funcionava como proteção para as empresas contra as flutuações do dólar.

No início dos anos 1990, o Ourinvest transformou-se em banco múltiplo e passou a atuar na captação de recursos internacionais. Agora, o mercado de câmbio volta ao centro da estratégia da instituição, com a compra e a venda de moeda corrente para as corretoras e agências de câmbio. "Fornecemos 22 moedas diferentes", diz Emílio Garófalo, ex-diretor do Banco Central (BC) e principal executivo do banco. É nesse nicho que o Ourinvest pretende atuar. Atualmente, os negócios com câmbio representam 47% do faturamento do grupo e a meta é manter esse percentual.

Outro segmento é o da gestão de fortunas. O Ourinvest não concede crédito nem capta recursos dos investidores. Isso permite atuar no aconselhamento financeiro. "Podemos oferecer uma opinião isenta, pois não temos conflitos", diz Mauro Calil, analista financeiro paulista responsável pelas recomendações. Atualmente, o banco tem cinco mil clientes ativos com cerca de R$ 2 bilhões sob administração. A orientação é conservadora. "Nosso primeiro princípio é proteger o patrimônio dos clientes", diz Calil.